Páginas

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Fresquinhas

Como bem definiu uma das minhas amigas, o público estava "interativo" no Teatro Odisséia sábado passado. Logo na entrada um deles abordou a moça e perguntou se ela era argentina. Tá certo que ela mora fora do Rio há sete anos, sendo quatro em Brasília e três em São Paulo, mas e os 22 aninhos de pura travessura nas ruas da Tijuca? Ela olhou o bruto bem firme nem vacilou "tu tá de sacanagem, né?".

Mais um rolezinho e chega outro pândego, esse escolheu como algo outra integrante da gangue de mulheres loucas. Morena de 1,80m e longos cabelos negros como a asa da graúna, a moça é jornalista, como todas as outras do grupo.

– Você é atleta do pan?
– Sou medalha de ouro!

Pois é. O show tava bom, público animado... chega um artista circense de talento admirável. Sagaz toda a vida, ele escolhe uma das melhores maneiras de chamar a atenção de uma mulher: cutuca. Todo mundo sabe que não tem quem resista a um cutucão no ombro, né? Ô coisa agradável. Ela olha para o palhaço com cara de "que foi? te conheço?". Ele lança um olhar lânguido, levanta a manga esquerda da camisa e mostra a tatuagem que lhe fechava o braço. Ah, tá, bonito desenho, deixa eu voltar a dançar com as minhas amigas. Pista vai, pista vem, a noite passa e não é que ele volta? cutuca de novo e mostra o braço direito. Não era outra tatuagem, dessa vez era a exibição dos músculos. Ah, tá.

Como disse a tijuca argentina exilada em Brasília, interessante esse espetáculo cirsense interativo, né?

0 comentários: