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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A nova do Palhaço Clássico

Compromissos profissionais me levaram novamente ao escritório do Palhaço Clássico, o meu entrevistado hermético. Além de parcimonioso com as informações, o bruto é quase-hiperativo. Tipo, pra explicar o que eu preciso para o texto é um custo, mas pra pular de assunto em assunto não relacionado à entrevista é um azougue. Para piorar, são dois celulares e um telefone fixo tocando o tempo todo e o skype piscando no monitor.

Eis que tô lá, na função de repórti, tentando extrair umas palavras do bruto que não parava quieto e quando ele atende outra ligação. "Fala logo, tô numa reunião. Tô com a repórter aqui. É, repórter, jornalista, pra mim é tudo mesma coisa". Me olha com risinho. Ai, que espirituoso, hein?! "Cara, tô ocupado, depois a gente conversa". Gargalhada. Me olha e estende o celular. "Vê se eu posso levar esse cara a sério? Tá perguntando se você é gatinha!".

Respondi ao outro palhaço, o interlocutor anônimo, "Não, não sou gatinha, sou muito feia, baranga mesmo". A entrevista seguiu e consegui o que precisava.

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