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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Palhaço Chefão = chef + cagão

Pior do que o bruto ser palhaço é ser palhaço lento, na rotação Dorival Caymmi. E pior do que ser lento é ser temente a Deus e a família. No português claro, ser cagão. Os palhaços lerdos que me perdoem, mas na categoria "sou palhaço", aqueles com pegada têm mais valor.

O caso que narrarei abaixo diz respeito a uma espécie deste gênero. Esse tipo é uma mistura de Palhaço Chef, porque te cozinha e não te come, com Palhaço Cagão, porque tem medo até da sombra. Principalmente de ma-mãe.

Mas vamos ao rapazola em questão, que está saindo com a dona do circo há um tempo. É gentil, educado, gente boa .. mas comparecimento que é bom, nada.

Nota da autora: reza a lenda que mulher gosta de dinheiro e que de sexo (vulgo bilau) quem gosta é veado. Há controvérsias .. muitas mulheres curtem a arte da reprodução humana. E curtem com gosto. Daí o desconforto de nossa heroína.


A dona do circo continuava investindo na relação porque afinal, o palhaço lerdo era .. ooowwwmnnnn... fofo. Ela não sabe ler os sinais, né?


Certo dia o rapazola chamou a dona do circo para uma ida ao cinema. Filme romântico, clima propício a pipoca, coca-cola e mãos dadas. Em coro agora: ooowwwnnnnnn!!!!

Terminada a sessão, o palhacinho (ali na faixa dos vintepoucosanos) como bom fofo que é foi deixar nossa heroína em casa. Parou o carro na rua, engatou num papo mole e ... opa! ... supresa .. deu início a uma sessão de pegação forte.

Uau! A dona do circo ficou surpresa, não entendeu, mas ó .. curtiu. Claro que ela deu uma valorizada no material porque não veio ao mundo à passeio e instigou o moço, que - pasmem! - insistiu na pegação forte. Ela pensou: "Aleluia, Pai Eterno. Palhaço Chef enfim ia tirar a panela do fogo".

Mas quando o ponto da fervura começava a dar sinais, o telefone do bruto marcou presença e ele parou t-u-d-o para atender. Pela conversa, a dona do circo percebeu que era alguém da família perguntando onde ele estava e o que fazia. Ficou quieta. A reação do moço fez a dona do circo perceber que ele era um rapaz temente à ma-mãe. Faceta que ela desconhecia. Ai que bom, né? Além de não ter atitude o rapaz ainda tinha medinho de ma-mãe.

A cereja do bolo vem agora. Depois de dizer onde estava (mas não o que fazia), ele respondeu que estava indo pra casa. E deu sinais claros de que - de fato - pós-telefonema iria para casa.

Ué .. e a panela no fogo? E o ponto de fervura?

- Putz .. eu falei que tava indo pra casa... e agora? Vou ter que ir, né?

A dona do circo ficou com os cornos na virilha e respondeu com um levantar de ombros. O diálogo mental era o seguinte: "E agora? Agora mente, Pedro Bó. Inventa que passou uma tsisunami e que você está ilhado em algum lugar remoto do Oceano Pacífico e que só vai voltar pra casa em 2012".

Mas ela preferiu o silêncio diante do olhar de "não sei mentir para ma-mãe" do palhacinho, que parecia até meio atordoado. A moça abriu a porta do carro e saiu.

4 comentários:

Conde de Granada - Dayher B. da S. Gimenez disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Adoramos quando os palhacinhos vem aqui dar o ar da palhaçada...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Galto disse...

Caraca... Tanta coisa melhor pro palhaço ler e ele vem chorar aqui...

Dhea disse...

Ahhh... fala sério.. o cara não entende bulhufas e ainda quer sair por cima com esse lance de que a gente quer um garanhão??? Acho que ele não prestou atenção nas aulas de compreensão de texto na escola...