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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Eu, leitora e empresária circense: O Palhacinho Econômico

O número do palhaço muquirana é um clássico que sempre diverte. Se tem uma coisa que eu detesto é gente mão-de-vaca, mas quando a sovinice é espetáculo circenses vira piada, né?

Há algumas semanas um colega me chamou no MSN pra dizer que como eu era uma careta que não queria saber de papo com homens comprometidos - sim, esse é o Palhaço Teimosinho... e casado. Ele ia ser muito bacana comigo e me apresentar a um amigo dele maneiríssimo, que estava separado há um ano e eu tinha que cuidar bem dele e blá blá blá whiskas. Beleza, sou uma destemida empresária e raramente dispenso a chance de conhecer novos funcionários que possam dar uma revigorada no meu picadeiro. Adicionei o amigo do Teimosinho no MSN e papo vai papo vem, até que ele não era dos piores, não fazia piadas inconvenientes e ainda ria das minhas.

Dias depois eu tinha dois ingressos para um show internacional - ganhos = de graça = inteiramente sem pagar - e chamei o amigo do Teimosinho. Tudo muito bem, ele veio me pegar no escritório com seu carro velhinho de vidro rachado, mas até ai morreu Neves. O problema começou na hora de estacionar o carro perto da casa de shows. Entendo de problemas financeiros, eu mesma estou num poço sem fundo, mas aparentemente ninguém explicou pro novo palhacinho que em primeiros encontros as pessoas tendem a ser educadas e não ficar mendigando. O futuro ex-funcionário do meu circo reclamou dos R$ 15 de estacionamento, parou o carro longe à beça - o que me obrigou a andar e ainda passar por um gramado de salto alto - e, quando chegamos na entrada da casa de shows, disse:

- Você se importa se eu tomar uma cerveja? (ênfase no eu)
- Não. Vai lá.
- Porque aqui fora é muito mais barato que lá dentro.
- (já desconfiada da furada) É sim.
- Você deve estar me achando um pão duro né? Primeiro o estacionamento e agora a cerveja.
- ... (com cara de "fazer o que?")

O Palhaçinho Econômico tomou a cerveja dele e entramos. Daí perguntou se eu queria beber alguma coisa. Mas perguntou por perguntar, porque nem teve o cavalheirismo de realmente me pagar uma garrafinha de água mineral. Vamos deixar claro aqui que sou bem grandinha e posso pagar pelas minhas biritas, mas ele estava indo de graça em um show que custava R$ 180, será que R$ 3 de água e R$ 15 de estacionamento iam deixar ele assim tão quebrado? Ok. Espetáculo que segue e ele continuou reclamando do preço da caipirinha, festejou alegremente quando encontrou uma moeda de R$ 1 no chão e reclamou de diversas coisas durante o show, tipo:

- O cara aqui da frente não para de se balançar. Parece um pêndulo.
- Isso é um show... o cara tá dançando.
- A acústica daqui está muito ruim.
- ... (com cara de "procure outro circo, palhacinho...)
- Porque as pessoas ficam tirando fotos e filmando o show? O que isso acrescenta na vida delas?
- CARACA! ADORO ESSA MÚSICA. (e sai dançando, provavelmente como um pêndulo)

E vocês pensam que parou por ai? Nada disso... na hora de irmos embora tivemos que atravessar novamente o tal gramado. E eu, já escaldada, procurei o melhor jeito de descer sem pagar o mico de sair rolando, quando ele esticou a mão para mim.

- Obrigada! Mas eu vou descer por aqui.
- Eu só queria a chave do carro que está na sua bolsa.
- (sem descer do salto e com o cinismo já conhecido por meus amigos) Ah, sim, e eu achando que você estava sendo gentil. Desculpe, mas é que sou muito mal acostumada com homens que abrem a porta para mim, me ajudam a descer escadas e coisas do tipo. Mas levando em consideração o fato de você estar fora do mercado há nove anos, eu preciso te dar um conselho. Da próxima vez que você sair com uma mulher pela primeira vez, converse com seus amigos sobre as coisas que você não deve fazer. É melhor que fazer a pobre coitada passar por todo esse constrangimento.
Isso dito, ele riu e ainda elogiou meu senso de humor. Foi me deixar na casa da minha amiga e disse:

- Precisamos nos ver de novo. Achei que você hoje estava meio desanimada!
- ?????!!!!!!!!!!!!!!!?????

Fala sério, depois desse fiasco vocês acham que ainda tem lugar pra esse palhaço no meu picadeiro?


S.F.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

E segue a novela dos palhaços sovinas aproveitadores...

Essa foi enviada por uma amiga minha, já que a tônica do circo, de palhaços sovinas, descambou para palhaços aproveitadores. E ainda tem babaca por aí que diz que quem gosta de homem é viado, que mulher gosta é de dinheiro....

Nos fins dos anos 90, namorei um cara por um ano e meio. Coisa complicada, cara oito anos mais velho, se separando da mulher, com dois filhos. Isso deu um sururu na minha casa, que vocês não fazem idéia.

Tudo ia bem, só que o cara era muito ciumento e autoritário. E vivia sem dinheiro. Então, cansei de pagar motel, barzinho, cinema... fora outros gastos, porque por várias vezes emprestei $$ pra ele.

A última veio pouco antes da gente terminar. Um belo dia, ele vem todo choroso dizer q precisava fazer a matrícula dos filhos na escola, q tava sem dinheiro, mimimi mómómó. Emprestei o dinheiro pra ele, que na época foi coisa de seus R$ 300 (o que era um valor considerável há quase 10 anos). Passou o tempo e a gente terminou. Ele deu escândalo, foi pra minha casa arriar barraco e levar as coisas que eu tinha na casa dele. Mas o meu dinheiro... bem, passaram sete anos. Jacaré me pagou? Nem ele. Legal, né?

sábado, 29 de setembro de 2007

Palhaço muito sovina

Já que a história do Palhaço Sovina tá dando pano pra manga e tocando fogo no circo, aqui como no meu mundo estranho, resolvi continuar o assunto. Lembrei desse relato que recebi de uma leitora. Iria para a seção Eu, leitora e empresária circense, mas vou postar aqui na "semana temática dos sovinas".

Namorei um palhacinho, com carinha de homem-caseiro-pai-de-família, funcionário público de uma carreira legal, etc. Noivamos num belo dia. Como tínhamos compromisso, resolvi emprestar +/- 10 mil pilas a ele, pro bruto quitar uma dívida que gerava juros altos. Dias depois, resolvi terminar (por muitas questões), e o cara disse que não ia devolver o dinheiro pq era "indenização" dos gastos que eu havia dado a ele, inclusive gastos com as alianças!

Pra piorar a situação, ele mandou pra mim um balancete contábil relacionando gastos com jantar, aliança, gasolina, enfim, com todos os gastos que ele achou que eu tinha dado a ele, pode? Lógico que eu pirei! Depois ele devolveu o saldo teve "complacência" com alguns dos meus gastos, e só depois de outro tempo é que devolveu o restante... pode?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A volta dos palhaços sovinas

Uma amiga e leitora contumaz mandou o relato abaixo. Os palhaços mão-de-vaca sempre presentes no circo...

Já encontrei muitos pãos-duros pela frente. Teve um economista que aceitou dividir a conta do nosso primeiro encontro – e olha que as cervejas e o petisco não chegaram a 30 reais. Teve um engenheiro, bem-sucedido e de quase quarenta anos, que reclamou quando pedi a ele que me EMPRESTASSE 5 reais na praia (o dinheiro que levei tinha acabado). Em compensação, contraditoriamente, os mais duros são os menos pão-duros - pagam o primeiro encontro mesmo quando ganham menos.

Bom, mas vamos à última palhaçada: Estava num grupo de amigos num bar com música ao vivo e fiquei com um amigo de uma amiga. Ele me propôs irmos ao boteco do lado tomar uma saideira, conversarmos com mais privacidade. Topei, tomamos cada um um chope, conversamos... tínhamos o mesmo gosto por comida japonesa, ele prometeu me levar a um japa que não conheço. Até que eu, que já estava muito cansada, sugeri pedirmos a conta e nos vermos outro dia.

A garçonete nem trouxe papel: "dois chopes, mais dez por cento, dá R$ 5,50!" E aí... Menina, tu acredita que ele, na maior cara de pau, colocou na mesa TRÊS reais? Fiquei tão surpresa que, por alguns segundos, não consegui disfarçar a cara de tacho...

Bem, refeita da surpresa, coloquei minha parte sobre a mesa. Ele ainda insistiu pra me levar em casa, mas nem pensar; saí de fininho de táxi.

Fiquei revoltada. Olha, eu sempre, SEMPRE me ofereço pra dividir a conta, nunca fiz o truque manjado de ir ao banheiro, mas aí também é demais, né? O cara querer dividir uma despesa de cinco e pouco reais?

Tudo bem que ele tá desempregado, mas é de classe média, mora em um bairro valorizado... Se tá zerado, fica em casa vendo Zorra Total! Depois disso já me ligou um monte de vezes propondo o japonês.... Tá bom! Se divide uma conta de cinco reais, na hora do japonês ele vai dizer que esqueceu a carteira e querer que eu morra em cem paus!