Chefe palhaço ataca novamente
Dia desses fui trabalhar com uma saia jeans e uma blusinha amarela. Era (mais) um lindo dia de sol, eu tava alegrinha da vida e resolvi usar um colar de flores coloridas que ganhei no meu aniversário retrasado.
Na hora do almoço, tamos esperando pra pagar e uma cálega de repartição aponta o adereço e brinca que estou em ritmo de carnaval. Antes que eu respondesse que até serviria como ornamento pra folia de Momo, mas na verdade foi presente de aniversário, meu chefe fez cara de desdém e disparou "parece colar de maluquinho". Colar de maluquinho?! Gargalhada geral na fila, avisei "vai pro HTP!". Sorriso largo, todo pimpão: "Legal, vou mandar por e-mail pros meus amigos".
Isso que é palhaço exibido, hein?
***
Não sei se é a proximidade dos 40 anos em dois meses, se o recente implante dentário ou o sol na moleira a cozinhar os miolos, sei que meu chefe anda mais sorridente e pândego que o usual. Bom, talvez ele apenas esteja tentando ser citado no blog pra pegar carona no nosso sucesso, né? Com o lançamento do livro o que vai pintar de palhaço papagaio de pirata. É incrível o que os palhaços fazem pela fama.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Chefe palhaço
Meu chefe novo é gente boa, mas de vez em quando escorrega. Sabe como é, por mais legal que seja... homem é tudo palhaço e nunca se separam do nariz vermelho.
Nossa seção na repartição tem uma salinha de reunião que mais parece um quartinho de entulho. Mal se consegue sentar na mesa redonda com meia dúzia de cadeiras quebradas em volta tal a quantidade de tranqueira, lixo e caixas de papelão, sem falar nos nos dois armários e uma estante abarrotados de papel inútil. De minha parte, caguei. Afinal não sou paga pra fazer arrumação, sou jornalista.
Eis que dia desses, durante uma reunião, fui fazer um café - por sinal a mesinha com a cafeteira também fica na saleta de reunião/almoxarifado/quartinho de entulho - quando meu chefe olha em volta e solta a pérola circense:
- É até uma vergonha. Tanta mulher na equipe e essa bagunça nessa sala. Por que vocês não arrumam isso, trazem umas plantas, dão um jeito nisso?
Eu, que sou malcriada, boquirrota e velha chata, disparei. "Eu, hein. E por que você não arruma?". Pronto, as cálega tudo aderiu ao motim.
- Fala sério, não arrumo nem minha casa!
- É, não tenho planta pra não dar formiga!
- E por que, só por ser mulher, temos que arrumar? Arruma você!
Vencido e sem argumentos, o bruto apelou para a lógica circense. Meneando a cabeça e num sorriso contrariado disse "Maldita Leila Diniz!". Claro, não me contive e avisei que ele vinha pro HTP. Exibido, todo dia pergunta quando é que vai ficar famoso.
Meu chefe novo é gente boa, mas de vez em quando escorrega. Sabe como é, por mais legal que seja... homem é tudo palhaço e nunca se separam do nariz vermelho.
Nossa seção na repartição tem uma salinha de reunião que mais parece um quartinho de entulho. Mal se consegue sentar na mesa redonda com meia dúzia de cadeiras quebradas em volta tal a quantidade de tranqueira, lixo e caixas de papelão, sem falar nos nos dois armários e uma estante abarrotados de papel inútil. De minha parte, caguei. Afinal não sou paga pra fazer arrumação, sou jornalista.
Eis que dia desses, durante uma reunião, fui fazer um café - por sinal a mesinha com a cafeteira também fica na saleta de reunião/almoxarifado/quartinho de entulho - quando meu chefe olha em volta e solta a pérola circense:
- É até uma vergonha. Tanta mulher na equipe e essa bagunça nessa sala. Por que vocês não arrumam isso, trazem umas plantas, dão um jeito nisso?
Eu, que sou malcriada, boquirrota e velha chata, disparei. "Eu, hein. E por que você não arruma?". Pronto, as cálega tudo aderiu ao motim.
- Fala sério, não arrumo nem minha casa!
- É, não tenho planta pra não dar formiga!
- E por que, só por ser mulher, temos que arrumar? Arruma você!
Vencido e sem argumentos, o bruto apelou para a lógica circense. Meneando a cabeça e num sorriso contrariado disse "Maldita Leila Diniz!". Claro, não me contive e avisei que ele vinha pro HTP. Exibido, todo dia pergunta quando é que vai ficar famoso.
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