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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Menage?

Anos e anos nessa indústria vital e vejam o que me acontece...

Aniversário de uma querida amiga e lá vou - lá vou eu! - para um dos muitos bares existentes nesse Rio de Janeiro. E a gente senta e a gente bebe e a gente fala besteira e a gente ri. E a gente bebe e a gente bebe e come alguma coisa "in between" e aproveita para beber mais um tiquinho. E assim o tempo vai passando.

Minha amiga - para ustedes B. - exagerou na dose e já tombava pelos cantos. Pedimos água com gás, coca light e ela lá naquele venta não venta horrível.

Eis que em algum momento da noite, B. em luta cruel contra o sono, encostou a cabeça no meu ombro. Não chorou. Mas ficou lá, cabecinha encostada no melhor estilo "vou dar um vomitão a qualquer momento".

Eis que, diante de tal cena, um Palhacinho - literalmente "inho" porque o bruto era minúsculo - sentado algumas mesas adiante, vislumbra a cena, olha para mim e faz um gesto com a mão. Quando dei por mim, vi que o tal fazia com o mão o número 3.

Ok. Parem o mundo que eu quero descer. Aquele cotoco de amarrar jegue tava me chamando para um menage? Eu, o cotoco e B., praticamente a encarnação de Amy Winehouse, fazendo um tórrido sexo a três? Era isso mesmo que ele estava insinuando com aquele sorriso de canto de boca e olhar de galã de Chiquititas?

Afastei minha amiga, que pobre, colocou os bracinhos na mesa e tombou. Levantei, fui ao banheiro, fiz xixi, lavei o rosto e voltei. Sim, Narinha, foi um momento ruim da sua existência. Mas talvez a cerveja tivesse com drogas alucinógenas ou eu, de fato, tinha exagerado. Eu estava convicta que voltaria para o mesmo lugar - a singela mesa de bar do mais singelo aniversário - e o mundo entraria nos eixos. Dias com 24h, semanas com segundas, terças, quartas, quintas e sextas, anos com 365 dias etc, etc e etc.

Voltei, sentei, pedi uma coca. Um suspiro depois, recuperada daquele "horror", passei os olhos em volta e dei de cara de novo com o pigmeu dos infernos, que ainda insistia na porra do 3, agora com "cara de tesão", como diria Mendonça.

Minha vontade?
Levantar e dizer a ele quantas vezes vezes 3 ele ia dar meia hora de ânus aquela noite. Mas eu, moça fina e educada, pedi a conta.

Só dormi a base de sedativos.

sábado, 4 de outubro de 2008

Depois do sucesso do Palhaço Doidão, o Palhaço Bebum com vontade de fazer cocô

Essa foi narrada aos risos pelo casal protagonista, que são meus amigos e, como eu, têm pouca vergonha na cara. Ela é uma próspera empresária do ramo circense, já ele, é artista de talento incomum.

Outro dia foi aniversário de Narinha, a nossa Narinha, portanto evento imperdível. Eis o impasse: eles têm um filho pequeno e nem sempre as avós estão disponíveis, exatamente como aconteceu nesta ocasião. A solução foi ele, que era mais amigo, ir na festa e ela ficar em casa com o rebento. Se o aniversariante fosse mais amigo dela aconteceria o inverso. Só que a moça tava passando por uma fase difícil e tinha pedido a ele pra não ir à festa. Ele argumentou que aniversário de Narinha era inegociável. Até aí, normal.

O negócio é que, além de palhaço, o bruto é meio pangaré e esqueceu a chave em casa. Ligou pra patroa avisando que tocaria o interfone, já que o prédio não tem porteiro 24h, e ela replicou que então ele não chegasse muito tarde. Ahã. Ele e o curupira.

A festa foi no Trapiche Gamboa: dançamos, bebemos, conversamos, rimos. Quando acabou, por volta de 4h da manhã, todos queriam mais. Na ida meu celular tocou, era minha amiga Empresária Circense, pedindo pra eu avisar ao marido dela, que não atendia o celular, que ela ia dormir. Ele tava no outro táxi e dei o recado quando descemos. Rumamos pra Lapa, pro nosso antigo escritório: e tome chope na Taberna do Juca. Quando fomos expulsos, com o dia clareando, alguns ainda queriam mais, então os poucos guerreiros sobreviventes fomos trocando as pernas pra Casa da Cachaça, nosso escritório 24h. Quando começou a chover resolvi ir pra casa vomitar e dormir. Meu amigo sem chave ainda perseverou mais alguns copos.

Quando chegou em casa, trôpego, mal conseguindo dizer pro taxista onde morava, tocou o interfone. Respeitável público, agora começa o espetáculo. A patroa, muito puta nas calcinhas, mandou logo "Bonito, né? Isso são horas? Agora espera o porteiro chegar aí pra aprender a não esquecer a chave".

- Abre! Vc precisa abrir a porta pra mim - quase implorou o palhaço.
- Ah, é? Então me dá um bom motivo pra eu abrir a porta pra você?
- Porque eu te amo!!!!!!!!!
Gargalhada dela no interfone.
- Esse não vale, me dá outro.
- Porque eu quero fazer cocô!!!!!!!
- Pois então vai cagar nas calças aí embaixo e ficar esperando o porteiro chegar.

Pois é, amigos deste circo. Você casa com uma pessoa, tem um filho lindo, divide alegrias e tristezas para um dia ele colocar no mesmo patamar te amar e estar com vontade de fazer cocô.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Palhaço vigilantes do peso

Amiga minha, próspera empresária do ramo circense, viajou a trabalho. Na volta, encontrou o computador de casa cheio de vírus. Foi conferir o histórico e o marido tinha acessado um site pornô chamado gordas.com. Encafifada, inqueriu o cônjuge. Palhaço emérito, o bruto não titubeou: tava com saudades das suas gordurinhas.

Ai-ai-ai.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Eu, Leitora

Apresento um novo tipo de palhaço atuante na praça. PALHAÇO DOIDÃO!

Eis o causo: turma num barzinho, à noite. Um dos palhaços estava com a namorada, ambos estavam motorizados, cada um com seu carro. Combinaram dela dormir na casa dele, se encontrariam na residência do mancebo depois do bar. Saíram juntos do local. Abrem-se as cortinas, o espetáculo vai começar. A namorada chega na casa do cara, o irmão dele abre a porta para ela. São 4h da manhã. O namorado SOME e não chega em casa nunca!

Irmão e namorada ficam alarmados. O cara está bebum, dirigindo... será que foi parado numa blitz? Será que bateu o carro e está inconsciente? Que naaaaaaaaaada, respeitável público! Depois de muitas tentativas, o sumido atende o celular, bebaço, chapadaço e fala com o irmão:
- Estou com minha ex.
- COMO ASSIM BIAL???? Tu não ia dormir com a tua namorada? Ela está aqui. São 5h da manhã, onde tu está?
O palhaço desliga, deixando o povo no vácuo. O irmão, chocado, abafa o caso, afinal homem é tudo palhaço mesmo e um ajuda o outro, ainda mais quando é parente.

Então o namorado sumido liga para o celular da namorada aos berros, chamando-a de vagabunda, piranha, alegando que ela deu bola para outro cara no bar e dizendo que não voltará para casa enquanto ela estiver lá. Ela fica sem entender nada. Depois do show, ele desliga o celular e some de novo. Reaparece em casa às 10h do dia seguinte.

Ao encontrar a namorada, o palhaço justifica seu sumiço dizendo que a culpa foi dela: ficou tão transtornado de ciúmes que foi cheirar umas carreiras para "desopilar" e perdeu a noção do tempo. Depois, quando amanheceu, viu que viajou na dela, que imaginou coisas e era todo desculpas e carinhos. CLAP CLAP CLAP!

No dia seguinte, a ex-namorada do cara relata a amigos em comum que realmente esteve com ele às 5h da matina,que ele estava muito loucão, que foram para um motel... enfatiza que foi ao motel com ele mas NÃO DEU (ahahahah!). E que ele a xingou de todos os nomes porque ela não quis dar para ele.

Agora que a ex abriu o bocão e o povo ficou sabendo do bafo, o palhaço fica implorando perdão a todo mundo que soube e dizendo que errou, blábláblá...

O que é que ele é? PALHAÇO!!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Pooooodres de famosas

Soube que o HTP foi citado no programa do Leão Lobo ontem. Ele teria comentado que leu o blog, gostou e que homem é tudo palhaço mesmo. Alguém aí por acaso gravou? Alguém aí coloca no Youtube, por favor?
Eu, Leitora

A leitora L.R., de BH, já é quase uma correspondente mineira. Depois do palhaço-leilão, ou palhaço-grisalho, publicada em junho, ela nos conta que passou por outra que provocou aquele sentimento: "essa merece ir pro HTP!". Segundo a moça, trata-se de uma clara demonstração do quanto é injusto a palavra "fofoca" ter gênero feminino.

Vamos ao espetáculo do Palhaço Pentelho ou Palhaço Dona Fifi

Trabalhei em certa empresa, no interior mineiro. Meu chefe era P. Digamos que era P de Pentelho – e de Palhaço, claro. Era um sujeito inseguro e muito arrogante (combinação previsível). Pentelho menosprezou minha escolha quando aceitei um convite da matriz da empresa, localizada na capital - minha cidade. Foi, aliás, na matriz que fiz estágio e consegui a vaga no interior após a formatura. Quando percebeu meu destaque na nova função, Pentelho passou a alardear que eu havia saído da unidade "dele", um nato descobridor de talentos! Eu, que tinha contato mínimo com a figura, passei a evitar ainda mais.

Já de volta a BH, namorei o Palhaço Fulano, colega de profissão que trabalhava naquela mesma empresa, no interior mineiro, e aqui é apenas coadjuvante do espetáculo. Fulano tinha pelo chefe Pentelho verdadeira ojeriza, tanto que se mandou dali rapidinho. 1 ano e 9 meses depois de terminar o namoro, eu mal tinha notícias de Fulano. Sabia um ou outro passo da vida profissional, mas nada da vida pessoal dele. Até que Pentelho resolveu fazer grande aparição, travestido de "Dona Fifi" (Explico: ao menos em Minas, chamamos de "Dona Fifi" toda pessoa fofoqueira, que vigia da janela a vida dos outros e dá notícias de tudo).

Por uma amiga desesperada, fiz contato com Dona Fifi, que até então era apenas Pentelho. Essa amiga começaria a trabalhar na tal empresa, aquela mesma, no interior mineiro, assim que voltasse de uma viagem à Europa. O telefone não funcionava e, ao me encontrar online no gmail, mandou: "liga pro Pentelho, pelamordedeus, preciso saber se está tudo certo, porque se não estiver fico por aqui mais uns dias". Respondi: "Você não tem o MSN dele? Entra lá, quem sabe você encontra a figura". Até hoje não sei se ela foi sincera ou esperta: "esse computador aqui não tem MSN! E o cara é chato pra caramba, vive bloqueado na minha lista!". Sei, sei... fiz o interurbano de casa, minha gente! Em dia de folga!

- Oi, Pentelho, tudo bem? Aqui é L.
- L.! E então, como está BH? Já implantaram, afinal, o novo sistema tecnológico xyzw?
- Tudo bem, Pentelho, obrigada. Os equipamentos serão instalados na semana que vem.
- Ah, então finalmente vocês vão alcançar o nosso nível de aprimoramento tecnológico?
- ...
- Nós já usamos o novo sistema tecnológico xyzw desde o ano passado.
- Que ótimo. Pentelho, veja bem, minha amiga desesperada precisa confirmar umas coisas. Ela chega ao Brasil na próxima segunda. Tudo certo?
- Tudo confirmado, L. Ela vai ao RH, depois segue pro treinamento.
- Que bom, Pentelho. Obrigada, tch...
- L., o Fulano é pai!!!
(Atordoada, enquanto respondia pausadamente, fiz as contas... se Fulano, meu ex, é pai, fez o bebê há pelo menos nove meses... há dez meses, ele esteve em BH tentando reatar o namoro comigo...)
- É mesmo?! Nossa, que bom pra ele. Adora criança, sempre quis ser pai.
- Pois é, L.! Foi a Sicrana quem me contou.
- Ah...
Em tom de extrema preocupação, dona Fifi solta nova pérola:
- Mas, L.... você e o Fulano não estão mais juntos, né????

Tive que rir, minha gente! Com bom humor, respondi que não e desliguei o telefone. Só depois, explodi de raiva! Fiquei chocada com a notícia, sim, mas concluí que o absurdo maior foi a indelicadeza de Dona Fifi! Será que ele imaginou que estava me dando a notícia de que meu namorado engravidou alguém? O imaginário popular mineiro devia criar um personagem masculino para fazer companhia à figura de Dona Fifi nas janelas da vida: o Palhaço Pentelho!

sábado, 20 de setembro de 2008

O Palhaço Malito

Semana passada estive doente, com uma gastroenterite virótica braba. Fiz um post curto no meu blog pessoal. Assim, de desabafar, pois eu estava entediadíssima em casa, serviria para avisar meus amigos e leitores que não esperassem respostas para e-mails nem atualizações, pois eu tava tão mal que nem ficar no computador conseguia.

Eis que, após minha convalescença, encontro em minha caixa postal um e-mail do Palhaço Malito. Uns dias antes esse espécime circense, de quem eu nunca tinha ouvido falar até então, tinha me enviado um e-mail quilométrico com uma crônica dele e um convite para visitar um blog famoso onde ele estava publicando suas pérolas interinamente. Confesso que, não bastasse a falta de tempo, pois recebo quilos desse tipo de e-mail e não dá pra ir a todos os sites indicados, o texto dele não era exatamente do tipo que me atrai. Não fui ao endereço indicado..

Vejamos bem: que eu sabia, o rapaz não me conhece pessoalmente, nunca me viu e não temos amigos em comum. O único vínculo entre nós, além da coincidência profissional, seria ele ler meus blogs. Diante deste quadro, manjem a mensagem que o caboclo teve a coragem de me enviar:

Date: Tue, 9 Sep 2008 18:33:10 -0300
From: Palhaço Malito
To: shaisha@hotmail.com
Subject: QUE PENA!

Espero, sinceramente que você não fique assadinha.

Se eu puder fazer alguma coisa, você já tem meu e-mail, já sabe que eu ocupei o blog do XXX em XXX, sob o titulo Blog do Malito, que o endreço do meu bog éhttp://XXX.blogspot.com e escrevo para XXX na coluna XXX da XXX.

Em sua exclusiva homenagem, postei hoje no meu blog a cronica , XXXX.

Lamento não poder fazer mais nada do que nada.

Coma maçã, banana e nada de caipirinha, vodca pura com gêlo, enfim estas bebidas menos leves.Estimo suas melhoras.

Externamente, pomadinha de Hipoglós nas partes assadinhas é ótimo.Palhaço.



Que pese ainda o bruto ser é jornalista atuante, atualmente com um blog e uma coluna em certo veículo, digamos, de grande acesso. Confirmando que homem é tudo palhaço e quase tudo sem noção, ele não teve o menor pudor em expor sua tosquice e nem ao menos se deu ao trabalho de fazer uma revisãozinha básica no texto. Claro, para garantir o brilho do espetáculo, não corrigi os erros no texto. Apenas substituí os nomes e endereços dos veículos citados por XXX, pois sou blogueira mas sou discreta. Além do que, tô aqui pra fazer piada, não para doar audiência a palhaços.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A vida como ela é

É comum aos Palhaços, digo, é comum aos seres da espécie masculina, acharem que tratar mulher mal é sinônimo de ter a mulher a seus pés. Se a recíproca não fosse absolutamente verdadeira - sim, conheço muitos (pencas deles!) Palhaços que babam quando pessimamente tratados - diria que estes pobres mortais dariam sempre com os burros n'água. 

Mas como para toda regra há uma exceção, caros Palhaços, optem sempre por tratar bem. Digo isto porque vosmicês quando não fazem merda na entrada, cagam na saída. Nós, moças, gostamos de ser bem tratadas. Gostamos de carinho e de atenção. 

Para aqueles raros Palhaços que assim tratam suas namoradas, esposas e amantes, um conselho: mantenham-se fiéis ao cavalheirismo e à gentileza, adjetivos tão fora de moda nos dias de hoje. 

Essa coisa de homem-ogro só combina com mulher-ogro. Sim! Elas existem.
Então, Palhaços, saibam separar o joio do trigo. Vejam que tipo de mulher você tem ou pretende ter e calibre o tratamento. Só não bata, ok? Porque aí já é demais. 

Falando em mulher-ogro e homem-ogro...

Ontem, durante o expediente, ao mirar a foto de uma "moça de família" trajando um minúsculo biquini do Flamengo (ui) em "coluna" de periódico popular cá do Rio de Janeiro, o faz-tudo da firma me solta a seguinte:

"Teve um segurança aqui do prédio que ficou doido por ela. Vendeu tudo que a mulher dele tinha (?) para dar boa vida pra essa moça aqui. Morreu assassinado". 

Fora o triste fim do Palhaço... Como assim vendeu tudo que a mulher dele tinha?
O bruto, para sustentar a paixão avassaladora por uma.. digamos.. "moça de família" deixa mulher e filhos na miséria?

Ou seja, além de se apaixonar por alguém que anda com o P.. de Vadia na testa o cara ainda deixou as crianças sem o leite???

O castigo veio rápido, rápido, não?
.. tsc, tsc, tsc...

Que descanse em paz o Palhaço Fantasminha ... mas foi desnecessário, né?

Nada contra paixões avassaladores por moças pouco recatadas. Mas ninguém casa de véspera, né? Assim como nem toda mulher gosta de dormir com o Shrek, nem toda Vadia tem coração de pedra. Mas bancar a luxúria as custas do sofrimento de mulher e filho eu já acho sacanagem. 

Faz assim ó: arruma os pano de bunda e parte. É a vida, né? Num precisa esculachar ...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Baseado em fatos reais - Palhaço Traveca

Manhã chuvosa no Rio de Janeiro, saí de casa correndo lá pelas 7h45 apenas com um iogurte de ameixa no estômago. Algumas horas depois, bateu uma fominha e corri na Casa do Biscoito do Largo do Machado para abastecer meu estoque de barras de cereais. Procura dali, procura daqui, achei tipos sortido, enchi a mão e fui ao caixa pagar.

Eis que no caixa presencio o seguinte diálogo:

Vendedora - Eu não entendo esse negócio de homem querer ser mulher..

Caixa - Nem eu! Isso é coisa de cidade grande porque lá no Ceará não tem esse negócio não. O cara não é homem e assim fica.

Vendedora - Isso não entra na minha cabeça ..

Caixa - Essas modas de cidade grande viram a cabeça das pessoas. Minha prima quase morreu quando o marido chegou na cidade de saia curta, silicone no peito, cabelão. O cara saiu de lá dizendo que vinha pro Rio ganhar dinheiro para sustentar a família e volta mulher!

Vendedora - E não avisou?

Caixa - Não!! A pobre quando viu parece que deu um derrame, quase morreu! Fez uma operação na cabeça, hoje ela tem até um lado mais fundo ... Menina, parou a cidade! Pra mim ele já saiu de lá com essa vontade. Mas tinha medo porque a cidade que minha prima mora é muito pequena. Veio pro Rio, cidade grande e aí deu no que deu..

Eu - Mas ele não avisou??

Caixa - Nadinha. Avisou que ia visitar a família e chegou lá mulher.

Depois de receber R$ 0,30 de troco tive que ir embora.

Até concordo com a moça do caixa: o bruto cabra devia ter um desejo incrível de sair do armário, mas devido a imposições sociais teve que aguentar o fogo no rabo e deixar para a cidade grande o privilégio de conhecer seu "eu-mulher". Mas não avisar a família eu já acho sacanagem. Melhor dizer que morreu, que não vai mais voltar, pedir divórcio e ser feliz. Chegar de surpresa de peito, cabelão, cílios postiços e salto alto, é golpe duro demais para a probre esposa.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Eu, leitora

Comprovando novamente que homem é tudo é palhaço desde a mais tenra idade, a jovem leitora P.C. confessou que do alto do seus 20 aninhos já passou por várias experiências circenses. Como ela disse "não é de se espantar, afinal eles estréiam cedo nos picadeiros da vida". Pois é, companheira de atividade empresarial. Mas então, eis que a moça resolveu contribuir para nosso repertório com mais uma do Palhaço Sem Noção (mais um que talvez merecesse a alcunha de mero idiota).

Estava eu com um palhacinho que freqüenta minha lona já há algum tempo. Estavamos no carro dele no estacionamento da faculdade naqueeela pegação, mão naquilo, aquilo na boc... enfim preliminares bombando... quando de repente toca o cel dele. Palhaço atende (preliminar do espetáculo, por que nem devia ter atendido).

- Oi cara... já saiu da aula? Beleza tô indo aí!! Falou!!

Olha pra mim com a maior cara lavada e diz "Olha, o T esta me chamando, vou lá, você desce aqui mesmo?"

Óbvio que desci ali mesmo, peguei um ônibus e fui embora sem nem dar tchau. Depois o palhaço ainda veio me perguntar o que havia acontecido que eu não lhe retornava as ligações nem os torpedos! Faça-me o favor, né? Esse aí jamais se apresenta no meu circo novamente!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Rodada dupla do Clássico Palhaço IBGE

Essa foi enviada por amiga-leitora-blogueira que avisou já ter publicado em seu próprio picadeiro, mas achava que valia ser compartilhada com mais gente. Realmente o rapaz é exemplo de obstinado palhaço IBGE. Tanto que me fez lembrar uma semelhante vivida por mim lá pelos idos lá pelos idos anos 80. Sim, já atuo no mercado empresarial circense circo há moitos anos (comprovando que homem sempre foi tudo palhaço).

Euzinha jovenzinha, adolescente dura, tava de madrugada sentada no meio-fio esperando um ônibus depois de um show no Maracanãzinho com mais duas cálegas. Tá certo que eu era jovem e cheia de energia, a qual eu já tinha gasto pulando no show que, se não me falha a memória, tinha sido de três bandas de rock brasil, sendo uma delas o Kid Abelha. O que importa é que àquela hora eu queria era um 434 pra ir casa tomar banhinho, comer o que tivesse sobrado na cozinha e ir dormir. Eis que um jovem palhacinho veio tentar fazer amizade. Eu já não tava muito a fim e ele tinha cara de chato, além de ser gorducho. Moça educada que sempre fui, desde a adolesncência, ciente de que a vida de jovens gorduchos não é fácil, dei semi-trela. Tipo, não custa falar meia dúzia de abobrinhas com esse gorducho até chegar o buzum, de repente até o tempo passa mais rápido conversando. Humpf. Não se pode dar confiança pra palhaço, eis que em plena madrugada, na presença de muitos outros jovens amigos, vizinhos ou quase, o bruto me solta a pérola "qual o seu currículo literário?". Cumêquié? Currículo literário na saída de um show de rock brasileiro, lá pelas tantas da madrugada, pra uma menina sentada no meio-fio de all star, cara borrada e cansada, toda suja? Fala sério, meu amigo. Fala muito sério! Naquela época eu era um pouco menos desbocada, mas currículo literário de cu é rola, meu amigo. Lembro que apesar de ler praticamente um livro por dia (ainda não existia internet) olhei pra ele com cara de nojo, levantei e fui sentar mais perto da minha amiga.

- Ele me perguntou qual o meu currículo literário.
- Ele é idiota?

Pois é. Devia ser idiota sim. Aliás, a máxima "ele é um idiota" explica quase tudo, quando não nos conformamos com "homem é tudo palhaço". Mas vamos ao espetáculo da Biessa, que hoje a função é dupla.

Daí que eu fui sem companhia numa festa de formatura e me lembrei como é ver as pessoas chegando em você nesses eventos de muito álcool e pegação diretamente proporcional.

Estou eu no bar suplicando pela minha quinta dose de tequila quando começo a 'fazer amizade' com uns mancebos que estavam sempre por ali no bar - afinal, amizade de bêbado só começa com cachaça. Um deles começou a fazer o típico questionário IBGE; aquele básico de sempre: onde mora, quantos anos tem, o que faz da vida, estudou aonde, gosta mais de caipivodka ou caipirinha...

Mas o que eu não esperava é que o rapaz fosse realmente fundo na pesquisa demográfica. O moçoilo quis saber em que faixa de renda eu me encontro. Exatamente, caros leitores: ele perguntou o quanto eu ganhava! E quando eu fiquei chocada com a pergunta ele ainda achou que eu estava sendo boba.

Fugi, correndo mais que maratonista queniano, antes que ele perguntasse coisas piores, como quando eu perdi a virgindade ou pra que partido eu voto.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Palhaço Pretensioso

Dia desses estava eu com um dos palhaços que sempre freqüentam meu picadeiro e eis que surge “a pérola”.

Passamos a noite juntos e no dia seguinte estávamos no maior climinha de descontração, os dois brincando e ele fazendo mil gracinhas. Realmente, ele estava uma graça. Estava até que, depois de mais uma brincadeirinha gostosa dele, eu disse: “você é uma delicinha!”. E sabe o que o palhaço me solta: “Opa! Não apaixona não.”

Engoli a gargalhada, pois estou viciada no HTP e, imediatamente, pensei no blog.

KKK... Tudo palhaço!

Se tivesse que me apaixonar, já estaria apaixonada, palhaço! Saio com o cara há algum tempo e ele sabe que isso não existe. Deve estar querendo, né!

Claro que vou continuar deixando o bruto fazer número no meu circo, afinal de contas o bruto é mesmo um gostosinho. Mas vou fazer força pra arrancar outras preciosidades do vocabulário do palhacinho, só pra postar aqui.

Leitora A. H.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Palhaço claustrofóbico

Noite dessas távamos eu e Narinha em um fervo desses da vida quando ela reconhece entre os convivas um conhecido em comum.

- Aquele ali não é o marido da fulana?
- Marido não, namorado, mas é ele sim.
- Ué? Eles não moravam juntos? Voltaram a namorar?
- Moram, há anos. Mas ele diz que não casou, que namora. Que não assumiu um compromisso desse peso, que se sentiria pressionado, sufocado, que precisa de espaço, blábláblá...
- Ah, entendi. O espaço que ele precisa é aquela mulher de roxo com quem ele tá atracado...
- Pois é...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Novos verbetes do Dicionário Palhaço

Palhaço Mãe Valéria de Oxossi - assim como a famosa mãe de santo carioca - que promete trazer a pessoa amada em três dias - esse palhaço promete. Õ como promete! Promete noites tórridas, sexo inesquecível, drinks luxuosos em lugares exóticos, amor e paixão. Não em três dias. Pior: promete na hora. E pior ainda: nem precisa dormir ou ir ao banheiro para não cumprir. É uma variação (horrorosa, diga-se) do Palhaço Eleitoral.

Palhaço Micareta – toda festa para ele é Carnaval em Salvador. Não basta ficar com uma. Tem que ficar com uma, duas, três ou quatro. E pode ser em casamento, batizado, roda de samba, velório, festa de fim de ano da firma e até ceia de Natal.

Palhaço Platão – adora filosofar. É cheio de frases de efeito. É um poço de conhecimento da natureza humana, sobretudo da natureza masculina. Defende suas teses com pérolas como: “um boquete e um joguinho de futebol fazem os homens felizes” ou “mulher não gosta de homem sincero”. Em geral, a profundidade de seus pensamentos, é como água de piscina infantil: só vai até a canela.

Palhaço Vovô-Garoto - nem todo mundo nasceu para ser Evandro Mesquita, né? Tem homem que não sabe disso e com 40, rá!, ainda acha que tem 20. Então, mesmo com 40, ele se veste como alguém de 20, fala como alguém de 20 e, pior, faz coisas que alguém de 20 faria. Quando são grisalhos então... é pra sentar e chorar.

Palhaço Vovô-moleque - é uma variação do Palhaço Vovô-Garoto, só que pior. Ele está na casa dos 40, as vezes já chegando nos 50, mas é arteiro como um moleque de 18. Acho que casamento é micareta, faz aquele gênero que quer pegar todas, usa gírias em timing errado e, muitas vezes, mesmo sendo avô de verdade, se acha assim .. um baby cheio de amor pra dar. Também conhecido como Palhaço Peter Pan.
Eu, leitora

Em uma semana de tantos posts, resolvi postar essa reflexão enviada por uma leitora já há algum tempo. Na época salvei o texto, mas acabei esquecendo em algum lugar, assim como crédito da moça.

PHD em palhaços

Pois é, eles não andam sozinhos. Vêm aos montes, quando você perceber que são palhaços, parece um "rito de passagem" e de repente você se dá conta de que sua vida na verdade é uma grande sucessão de palhaços! Haja lona para tanto artista.

Bom, há muitas histórias e se as madames donas do circo se dispuserem a publicar, mando-as com o maior contentamento, afinal, se você não consegue rir disso, vai se enfiar na coberta e chorar? Nã, nani, nanão.

O grande palhaço foi o primeiro deles. Um meio metro (daqueles "poli" mesmo, toco, toquinho, quase um anão) metido a conquistador e que ostentava a profissão de professor (olha que meigo!). O babaca, nada bonito, nada rico, nada alto (tá bom, vai, eu aprecio e hoje em dia prezo bastante esse quesito num homem, confesso) e metido a conquistador!!! Sim, o palhaço, sem qualquer pinguinho de ética cantava, levava e comia as aluninhas e eu, bobinha na época, me achei na derrota e hoje, cá entre nós, sinto aquele arrepio seguido daquela vozinha mental "arghhhhhhhh" só de pensar. Nem que hoje fosse o último cara do mundo. Mas foi o primeiro e me perdôo por isso.

O mais recente palhaço tem um ar de bonzinho, espiritualizado, cara de bem. Mas me ferrou, anyway. É esse sim um gato, meio mequetrefe ainda em alguns setores da vida, mas é um tipão de se olhar, gostosinho, cheirosinho, aqueles que atraem que nem mel. E a idiota acreditou no papinho dele "não traio", "te quero" e ainda ceninhas românticas com direito à musica cantadinha no pé do ouvido por ele (gamei, claro!!) e, tchan, tchan, tcha, tchan: aeroporto!!! Caracaaaa, como pode ser!!! Duas semanas depois o bruto (adorei esse termo de vocês) tava namorando uma coroa (com kit gás, 2 filhos na saia), provinciana tadinha, boa gente, mas a bobinha tá, hoje em dia, mais na merda que eu fiquei quando ele sumiu... Nos vimos há pouco tempo, passamos uma tarde deliciosa juntos, e a coitada acha (acha) que está namorando o cara perfeito. Eu disse na cara do palhaço: "ainda bem que não namoramos, fui poupada disso". Na fuça, sem resposta, claro. É ou não é palhaçada?

O grande e espetacular vencedor, palhaço-mór tem nome, mas é conhecido pela alcunha de "Barba". Esse é um perito em palhaçada. Foi o de 2005. Caraca, que mal é esse que os palhaços são tão irresistíveis (ou será que no mundo só tem cafa????). O cara me fez ir na casa dele, me apegar a toda a família, conviver por tempos, deu toda a entrada e depois disse (depois de 8 meses de full sex) que "não queria nem tava preparado " para algo como um namoro e tal. Como assim??? Passar 8 meses relacionando-se com ele, ajudando, partilhando, dormindo na casa dos pais dele nos fins de semana, isso não era um namoro??? Derrota, derrota total. Esse, coitado, perdeu uma boa oportunidade de manter a decência nessa vida.

Ah, tem mais, muito mais... tem o fofinho-que-tb-te-magoa, tem o cachaceiro, tem o workaholic, tantos palhaços... Nosso coração, nós, na faixa dos 30, virou definitivamente um circo. E tenho dito.