É. Ele não desiste. Nunca. Jamais. A dona do circo, essa que vos escreve, estava com duas empresárias circenses naquele pós-praia gostoso, degustando aquela cervejinha gelada e jogando prosa fora. Picadeiro pronto, lá vem ele, do alto da sua insistência brasileira, e para ao lado de uma das empresária. Manda:
- Oi...
A empresária, notei logo, não lembrava do palhacinho. Ela fez aquela carinha simpática, rodou
o HD mental e um certo constrangimento começou a rondar à mesa.
- Não tá lembrando de mim, né? - e tava meio óbvio que não.
- Não estou - disse ela entre um sorriso amarelo e um olhar vago.
- Vou ao banheiro e na volta você vai lembrar.. volto já.
Ela não lembrou. Perguntamos se ela de fato conhecia o palhacinho. A empresária circense
disse que tinha, sim, uma vaga lembrança. Na volta do banheiro, o palhacinho cumpriu o que prometeu. Mas ela não lembrou.
- E aí .. lembrou?
Diante do silêncio dela, ele jogou baixo (o que eu achei até simpático da parte dele. Olha aí, gente! Estou elogiando um Palhaço!!).
- Você, empresária, não lembra de mim... não é possível ...
Ficou até um clima fofo na mesa, mas a empresária de fato não fazia a menor idéia de onde tinha esbarrado com o Palhacinho. A moça pediu desculpas, disse que não lembrava e se virou para conversar.
E o espetáculo começa agora.
O Palhacinho Brasileiro ainda deu uma insistida e saiu ao perceber que o lance de reconhecer não ia render nada. Mas passados uns vinte minutos voltou e continuou com o mesmo papo. Ok, gente. Ele lembrava, ela não, isso estava bem claro. Mas no segundo tempo desse "jogo da sedução" ele tinha a obrigação de apresentar um sistema tático diferente. Pois o palhacinho manteve o mesmo número e continuou com a ladainha do "te conheço e você não me conhece, que feio isso, blá, blá". A empresária foi levando até que abriu o jogo:
- Olha, desculpa, mas eu não lembro mesmo. Acho que a gente trabalhou junto, mas não lembro de você.
O palhacinho brasileiro então contou de onde a conhecia (eu já estava curiosa!) e tentou engrenar um papo. Não rolou. Ele saiu. E num é que passados mais uns 20 minutos ele voltou à mesa com o MESMO PAPO??
Eu quase perguntei se ele queria um abraço, se tava carente ..
- Poxa, você realmente não lembra de mim.
Amigo, quer que a gente desenhe para você??
E na hora de ir embora? O Palhacinho Brasileiro foi seguindo a moça até o carro, dessa vez gritando com ela:
- É .. não lembra de mim ... que coisa feia ... poxa .. eu lembrava de você .. você foi tão legal comigo ..
Oi? Palhaço Disco arranhado? Qué isso, gente? Ge-zuis! Assim amigo, nessa carência, nem sendo brasileiro dá jeito!
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domingo, 20 de junho de 2010
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Mais brasilienses...
E não é que o leitor Alan, adicto confesso, nos mandou uma ótima também? Adoro palhacinhos com senso de humor para reconhecer a natureza circense da espécie.
Eu, leitor assíduo do blog de vocês, envio esta colaboração - eis que existem homens que sabem reconhecer uma legítima palhaçada dos irmãos de picadeiro, quando a vêem..
Uma amiga minha estava linda e maravilhosa flanando pela noite de Brasília, em uma balada qualquer da Capital Federal. De repente, acerca-se da moçoila um palhaço com cara de Bond, James Bond (ou coisa que o valha, o cara tava se achando...), e dispara à queima roupa:
- Me dá o número do seu telefone, antes que eu mude de idéia!
Ao que a minha amiga contra ataca, igualmente sacando rápido:
- Nossa, é a primeira vez que eu vejo merda querer subir de preço!
Abraços,
Alan Souza
Brasília/DF
E não é que o leitor Alan, adicto confesso, nos mandou uma ótima também? Adoro palhacinhos com senso de humor para reconhecer a natureza circense da espécie.
Eu, leitor assíduo do blog de vocês, envio esta colaboração - eis que existem homens que sabem reconhecer uma legítima palhaçada dos irmãos de picadeiro, quando a vêem..
Uma amiga minha estava linda e maravilhosa flanando pela noite de Brasília, em uma balada qualquer da Capital Federal. De repente, acerca-se da moçoila um palhaço com cara de Bond, James Bond (ou coisa que o valha, o cara tava se achando...), e dispara à queima roupa:
- Me dá o número do seu telefone, antes que eu mude de idéia!
Ao que a minha amiga contra ataca, igualmente sacando rápido:
- Nossa, é a primeira vez que eu vejo merda querer subir de preço!
Abraços,
Alan Souza
Brasília/DF
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