Eu, leitora e empresária circense....
A moça tinha acabado de terminar um relacionamento e estava triste... Nessa de se recuperar da dor, encontrei um palhacinho lindo! Não acreditei quando, depois de ficar com ele, recebi um telefonema me chamando pra sair de novo. Fiquei encantada e achei que tudo podia melhorar!
Bem, ele foi até a porta da minha casa e conversamos durante horas. Apesar de falar gracinhas, foi respeitador e não tentou entrar nem esticar a noite. Foi embora com a promessa de ligar novamente. E não é que ligou? Achei que estava apaixonada, tomei coragem e chamei ele pra curtir um cineminha. A noite foi maravilhosa! Saímos do filme e fomos para a praia, onde passamos a noite conversando sobre tudo e nada.
Um dia ele me telefonou me chamando pra ir jantar na casa dele. Não resisti (e pra quê?) e fui. Logo depois dele cozinhar um gororoba que acabei dispensando, ele veio com a desculpa que precisava tomar banho e ficou desfilando na minha frente de toalhinha apenas. Corpinho lindo, cheirosinho, beijo gostoso... Bem, não precisa contar a noite, né?
Começa a palhaçada.
Bem, ele tinha me adicionado pelo msn e começou com umas conversas de que queria me encontrar de novo, para gente se divertir e coisa e tal. Mas toda vez que eu falava em marcar mesmo, ele fugia. Dizia que ia me telefonar de novo e não dava notícias até o dia seguinte. Eu ficava puta, mas as desculpas dele acabavam me convencendo.. Burrinha, coitada...
Até que um dia, cansada das desculpas dele, resolvi retornar a ligação. Ao atender o telefone, foi muito simpático e atensioso (sic). Disse que não tinha me retornado ainda porque estava dirigindo, mas que iria sim sair comigo. Depois, em alguns minutos, mudou de idéia e disse que talvez não fosse porque ia ter que viajar no dia seguinte de manhã. "Mas você vai cedo?", perguntei. Ele ficou mudo, e então entrou totalmente diferente, querendo sair, perguntando que roupa eu estava usando. Não acreditei: ele tinha passado o telefone para outra pessoa falar comigo, que segundo o próprio, estava me "segurando na ligação enquanto o palhacinho tinha ido ao banheiro". Eu fiquei sem reação, não podia acreditar. Mas a palhaçada não acaba por aí. Quando ele voltou à ligação, disse que não queria mais sair comigo porque eu era chata (por ter chamado ele pra sair), e que estava muito stressado. Me mandou um beijo e desligou o telefone.
Isso foi há duas semanas. Só vim a ter notícias dele de novo na sexta-feira passada, porque sou repórter do jornal da cidade, e ele precisava que eu fizesse uma matéria pra ele. Dá para acreditar?
Leitora GRM
quarta-feira, 25 de julho de 2007
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Fresquinhas
Como bem definiu uma das minhas amigas, o público estava "interativo" no Teatro Odisséia sábado passado. Logo na entrada um deles abordou a moça e perguntou se ela era argentina. Tá certo que ela mora fora do Rio há sete anos, sendo quatro em Brasília e três em São Paulo, mas e os 22 aninhos de pura travessura nas ruas da Tijuca? Ela olhou o bruto bem firme nem vacilou "tu tá de sacanagem, né?".
Mais um rolezinho e chega outro pândego, esse escolheu como algo outra integrante da gangue de mulheres loucas. Morena de 1,80m e longos cabelos negros como a asa da graúna, a moça é jornalista, como todas as outras do grupo.
– Você é atleta do pan?
– Sou medalha de ouro!
Pois é. O show tava bom, público animado... chega um artista circense de talento admirável. Sagaz toda a vida, ele escolhe uma das melhores maneiras de chamar a atenção de uma mulher: cutuca. Todo mundo sabe que não tem quem resista a um cutucão no ombro, né? Ô coisa agradável. Ela olha para o palhaço com cara de "que foi? te conheço?". Ele lança um olhar lânguido, levanta a manga esquerda da camisa e mostra a tatuagem que lhe fechava o braço. Ah, tá, bonito desenho, deixa eu voltar a dançar com as minhas amigas. Pista vai, pista vem, a noite passa e não é que ele volta? cutuca de novo e mostra o braço direito. Não era outra tatuagem, dessa vez era a exibição dos músculos. Ah, tá.
Como disse a tijuca argentina exilada em Brasília, interessante esse espetáculo cirsense interativo, né?
Como bem definiu uma das minhas amigas, o público estava "interativo" no Teatro Odisséia sábado passado. Logo na entrada um deles abordou a moça e perguntou se ela era argentina. Tá certo que ela mora fora do Rio há sete anos, sendo quatro em Brasília e três em São Paulo, mas e os 22 aninhos de pura travessura nas ruas da Tijuca? Ela olhou o bruto bem firme nem vacilou "tu tá de sacanagem, né?".
Mais um rolezinho e chega outro pândego, esse escolheu como algo outra integrante da gangue de mulheres loucas. Morena de 1,80m e longos cabelos negros como a asa da graúna, a moça é jornalista, como todas as outras do grupo.
– Você é atleta do pan?
– Sou medalha de ouro!
Pois é. O show tava bom, público animado... chega um artista circense de talento admirável. Sagaz toda a vida, ele escolhe uma das melhores maneiras de chamar a atenção de uma mulher: cutuca. Todo mundo sabe que não tem quem resista a um cutucão no ombro, né? Ô coisa agradável. Ela olha para o palhaço com cara de "que foi? te conheço?". Ele lança um olhar lânguido, levanta a manga esquerda da camisa e mostra a tatuagem que lhe fechava o braço. Ah, tá, bonito desenho, deixa eu voltar a dançar com as minhas amigas. Pista vai, pista vem, a noite passa e não é que ele volta? cutuca de novo e mostra o braço direito. Não era outra tatuagem, dessa vez era a exibição dos músculos. Ah, tá.
Como disse a tijuca argentina exilada em Brasília, interessante esse espetáculo cirsense interativo, né?
quinta-feira, 12 de julho de 2007
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Eu, leitora e empresária circense apresenta o "Palhaço Mitomaníaco"
Após um longo e tenebroso inverno, quando a dona de tal venerável botequim andou fodida de trabalho/estudo, logo sem tempo de gerenciar as atividades circenses de seu empreendimento, eis que nossa seção "Eu, leitora e empresária circense" está de volta!
A leitora V.T., quase uma correspondente em Recife, mandou como "Palhaço Lorota", se tivesse sidocomigo teria definido como "Palhaço Mitômano", porque esse aí já passou de mero loroteiro, não é apenas, como diríamos aqui no Rio, "mó caôzeiro".
Respeitável público, vamos ao espetáculo.
**********************
Estava eu de férias na Cidade Maravilhosa. Um mês para fazer nadaaaaa, só badalar pela cidade com minhas amigas, comer, bater perna nos shopping numa segunda a tarde, tirar fotos e mais fotos de tudo, acordar tarde, enfim. Eis que na minha primeira semana na cidade, as meninas me levam para uma boate DÚCA no Leblon. Eu só queria saber de funk, porque aqui em Recife não tem isso, não. Depois de me jogar na pista a noite toda, já até meio descabelada e borrada, eis que vejo do nada um dos sorrisos mais lindos da semana (da semana de férias). Meio gordinho – e eu gosto de gordinhos – simpático, uma voz bonita, me encantei. Ficamos e o carinha não quis mais me largar – confesso que nem eu dele. Ele, como era policial federal e morava longe pra caramba, não tinha a mesma disponibilidade que eu, jornalista de
férias, tinha. Nos vimos mais umas duas ou três vezes e ele, apaixonado, prometia ir me ver.
Como dona de circo experiente, sabia que essa viagem dele para Recife jamais se realizaria, então achei que merecia aproveitar e dar corda para ver até onde ia.
Voltei para Recife e nos falávamos uma vez por semana no máximo. Eu não tava fazendo nada mesmo, mas, como tudo nessa vida cansa, percebi um belo dia que fazia UM MÊS que não falava com o palhacinho. Ele, pelo visto, se ligou que eu tinha mais o que fazer e me poupou de inventar uma desculpa para meu sumiço. Mas, eu estava enganada.
Realmente, era mais um palhaço. Um mês depois do meu retorno à Veneza Brasileira, eis que o palhaço me manda um e-mail dizendo:
- Sei que vc me esqueceu, mas eu não. AMO VC!
Oi?! Quem? Quando? EEEEU?! Não, né? Morri de rir com essa e, curiosa como eu só, paguei pra ver. Respondi o e-mail e pronto, novo sumiço.
Vida que segue, Reveillon, um novo amor. Estou eu parecendo que tava num comercial da Claro – mas com corações no lugar das bolinhas – qdo o palhacinho me chama no MSN com umas histórias de outro mundo:
Palhaço Alien - To vendo sua foto aqui. É seu namorado.
Eu – É.
PA – eu sabia que vc ia acabar me esquecendo.
Eu (pagando pra ver) – vc me fez te esquecer, esqueceu? Sumiu, não deu notícias...
TCHAN, TCHAN, TCHAN, TCHAN!!!!
PREPAREM-SE QUE O ESPETÁCULO VAI COMEÇAR! PALHAÇO NO PICADEIRO:
PA – Qdo vc souber o q aconteceu, não vai pensar mal de mim.
Eu – Então conta, ué?
PA – No final do ano passado levei um tiro na perna numa das atividades da PF e matei um traficante. Tive que sumir por uns meses pq, além de estar machucado, eu estava jurado de morte (hein?). Me operei aqui e fui para a Califórnia, onde fiquei até o início deste ano.
Eu, morrendo de rir – MEU DEEEEEUS!!!! Que profissão cruel! Mas, pq vc não veio pra Recife?
PA – Pq eu poderia ser achado pela quadrilha – se ele não confia na PF, QUEM MAIS VAI, NÉ? – e estava sem dinheiro, pq gastei quase R$ 400 mil na cirurgia da perna. Tive que contratar o médico que operou Ronaldo, o Fenômeno para poder garantir que voltaria a andar um dia.
Silêncio meu. Saí para fazer xixi pq estava me urinando de tanto rir.
PA – Kd vc? Não acredita em mim?
Eu – Claro que sim!!! Poxa, to passada com tudo isso. Vc podia ter pedido para seu irmão me ligar... E pq não ligou qdo voltou pro Brasil?
PA – Pq descobri q tenho uma filha.
Eu, emocionada por estar falando com um verdadeiro palhaço – COMO É? COMO ASSIM!
PA – Qdo eu retornei uma ex-namorada minha me procurou dizendo q tinha tido uma filha minha. Ela está com 1 ano e é linda.
Eu – Sei...
PA – VC ACHA QUE EU ESTOU MENTINDO?
Ainda estiquei mais um pouco a conversa, mas, realmente, ele me surpreendeu. O bruto tem fôlego para mais histórias. Tive a impressão de que essa desgraça tava se divertindo com a minha cara, assim como eu, mas foi melhor achar que ele não uma intelectualidade de longo alcance para tal feito. De qualquer forma, foi a sessão de mentiras mais pesada e mais longa que já vi na vida e no htp, e olha que sou leitora de longa data!
Vejam o desempenho circense:
1. Sou PF e levei um tiro num confronto com traficantes: Quem sobe morro atrás de traficante é PM, não os gatinhos da PF;
2. Paguei quase R$ 400 mil pela cirurgia: A PF não dá plano de saúde?
Tudo bem, não paga, e ele desembolsa MEIO MILHÃO DE REAIS para tirar uma bala da perna? Nem sabe fazer conta.
3. Fugi para a Califórnia: pra quem não tinha dinheiro nem para ir até
Recife, ta bem, hein, fio?!
4. Descobri que tenho uma filha de 1 ano: Com um pai desses, eu tb esconderia. Por vergonha DELE!
Pois é, senhoras e senhores: ele entrou no picadeiro DISPOSTO! E não fez feio, não, hein?! Temos mais é que aplaudir! Infelizmente, como esse por aí tem uns 400 mil, por baixo! Aqui, aí, na Califórnia, na casa do caralho. Não tem como escapar. Vez por outra aparece um desses só pra fazer o mal e, convenhamos, acabam é fazendo a gente morrer de rir!
V.T.
jornalista
Recife/PE
Após um longo e tenebroso inverno, quando a dona de tal venerável botequim andou fodida de trabalho/estudo, logo sem tempo de gerenciar as atividades circenses de seu empreendimento, eis que nossa seção "Eu, leitora e empresária circense" está de volta!
A leitora V.T., quase uma correspondente em Recife, mandou como "Palhaço Lorota", se tivesse sidocomigo teria definido como "Palhaço Mitômano", porque esse aí já passou de mero loroteiro, não é apenas, como diríamos aqui no Rio, "mó caôzeiro".
Respeitável público, vamos ao espetáculo.
**********************
Estava eu de férias na Cidade Maravilhosa. Um mês para fazer nadaaaaa, só badalar pela cidade com minhas amigas, comer, bater perna nos shopping numa segunda a tarde, tirar fotos e mais fotos de tudo, acordar tarde, enfim. Eis que na minha primeira semana na cidade, as meninas me levam para uma boate DÚCA no Leblon. Eu só queria saber de funk, porque aqui em Recife não tem isso, não. Depois de me jogar na pista a noite toda, já até meio descabelada e borrada, eis que vejo do nada um dos sorrisos mais lindos da semana (da semana de férias). Meio gordinho – e eu gosto de gordinhos – simpático, uma voz bonita, me encantei. Ficamos e o carinha não quis mais me largar – confesso que nem eu dele. Ele, como era policial federal e morava longe pra caramba, não tinha a mesma disponibilidade que eu, jornalista de
férias, tinha. Nos vimos mais umas duas ou três vezes e ele, apaixonado, prometia ir me ver.
Como dona de circo experiente, sabia que essa viagem dele para Recife jamais se realizaria, então achei que merecia aproveitar e dar corda para ver até onde ia.
Voltei para Recife e nos falávamos uma vez por semana no máximo. Eu não tava fazendo nada mesmo, mas, como tudo nessa vida cansa, percebi um belo dia que fazia UM MÊS que não falava com o palhacinho. Ele, pelo visto, se ligou que eu tinha mais o que fazer e me poupou de inventar uma desculpa para meu sumiço. Mas, eu estava enganada.
Realmente, era mais um palhaço. Um mês depois do meu retorno à Veneza Brasileira, eis que o palhaço me manda um e-mail dizendo:
- Sei que vc me esqueceu, mas eu não. AMO VC!
Oi?! Quem? Quando? EEEEU?! Não, né? Morri de rir com essa e, curiosa como eu só, paguei pra ver. Respondi o e-mail e pronto, novo sumiço.
Vida que segue, Reveillon, um novo amor. Estou eu parecendo que tava num comercial da Claro – mas com corações no lugar das bolinhas – qdo o palhacinho me chama no MSN com umas histórias de outro mundo:
Palhaço Alien - To vendo sua foto aqui. É seu namorado.
Eu – É.
PA – eu sabia que vc ia acabar me esquecendo.
Eu (pagando pra ver) – vc me fez te esquecer, esqueceu? Sumiu, não deu notícias...
TCHAN, TCHAN, TCHAN, TCHAN!!!!
PREPAREM-SE QUE O ESPETÁCULO VAI COMEÇAR! PALHAÇO NO PICADEIRO:
PA – Qdo vc souber o q aconteceu, não vai pensar mal de mim.
Eu – Então conta, ué?
PA – No final do ano passado levei um tiro na perna numa das atividades da PF e matei um traficante. Tive que sumir por uns meses pq, além de estar machucado, eu estava jurado de morte (hein?). Me operei aqui e fui para a Califórnia, onde fiquei até o início deste ano.
Eu, morrendo de rir – MEU DEEEEEUS!!!! Que profissão cruel! Mas, pq vc não veio pra Recife?
PA – Pq eu poderia ser achado pela quadrilha – se ele não confia na PF, QUEM MAIS VAI, NÉ? – e estava sem dinheiro, pq gastei quase R$ 400 mil na cirurgia da perna. Tive que contratar o médico que operou Ronaldo, o Fenômeno para poder garantir que voltaria a andar um dia.
Silêncio meu. Saí para fazer xixi pq estava me urinando de tanto rir.
PA – Kd vc? Não acredita em mim?
Eu – Claro que sim!!! Poxa, to passada com tudo isso. Vc podia ter pedido para seu irmão me ligar... E pq não ligou qdo voltou pro Brasil?
PA – Pq descobri q tenho uma filha.
Eu, emocionada por estar falando com um verdadeiro palhaço – COMO É? COMO ASSIM!
PA – Qdo eu retornei uma ex-namorada minha me procurou dizendo q tinha tido uma filha minha. Ela está com 1 ano e é linda.
Eu – Sei...
PA – VC ACHA QUE EU ESTOU MENTINDO?
Ainda estiquei mais um pouco a conversa, mas, realmente, ele me surpreendeu. O bruto tem fôlego para mais histórias. Tive a impressão de que essa desgraça tava se divertindo com a minha cara, assim como eu, mas foi melhor achar que ele não uma intelectualidade de longo alcance para tal feito. De qualquer forma, foi a sessão de mentiras mais pesada e mais longa que já vi na vida e no htp, e olha que sou leitora de longa data!
Vejam o desempenho circense:
1. Sou PF e levei um tiro num confronto com traficantes: Quem sobe morro atrás de traficante é PM, não os gatinhos da PF;
2. Paguei quase R$ 400 mil pela cirurgia: A PF não dá plano de saúde?
Tudo bem, não paga, e ele desembolsa MEIO MILHÃO DE REAIS para tirar uma bala da perna? Nem sabe fazer conta.
3. Fugi para a Califórnia: pra quem não tinha dinheiro nem para ir até
Recife, ta bem, hein, fio?!
4. Descobri que tenho uma filha de 1 ano: Com um pai desses, eu tb esconderia. Por vergonha DELE!
Pois é, senhoras e senhores: ele entrou no picadeiro DISPOSTO! E não fez feio, não, hein?! Temos mais é que aplaudir! Infelizmente, como esse por aí tem uns 400 mil, por baixo! Aqui, aí, na Califórnia, na casa do caralho. Não tem como escapar. Vez por outra aparece um desses só pra fazer o mal e, convenhamos, acabam é fazendo a gente morrer de rir!
V.T.
jornalista
Recife/PE
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Palhaço banca de vestibular
Sábado desses estava eu sacudindo este corpinho que parece um bife de picanha com capa de gordura numa badalada pista carioca quando um rapazinho – que já havia me abordado para me dizer que sou linda, como se eu não soubesse – fala ao meu ouvido:
- Você me transmite uma energia boa. Você tem cara de que sbrubles bem.
Cara, só pela primeira parte ele já foi desclassificado. "Você me transmite uma energia boa" é péssimo. Não sou Buda nem a Light pra transmitir energia boa. Mas a segunda parte foi enigmática. Ou ele fez de sacanagem ou precisa de uma fonoaudióloga urgentemente. Juro que não entendi o que ele disse que eu tenho cara de que faço bem.
Levantei alternativas e imaginei que ele ia voltar com a questão:
Marque a que você acha que melhor completa a sentença "Você tem cara de que ---------- bem".
(a) beija
(b) fode
(c) chupa
(d) dá o cu
(e) todas as alternativas acima
(f) nenhuma das alternativas acima
Ele voltou, mas pra tentar dançar comigo. Tolinho. Antes dançar só que mal acompanhada.
Sábado desses estava eu sacudindo este corpinho que parece um bife de picanha com capa de gordura numa badalada pista carioca quando um rapazinho – que já havia me abordado para me dizer que sou linda, como se eu não soubesse – fala ao meu ouvido:
- Você me transmite uma energia boa. Você tem cara de que sbrubles bem.
Cara, só pela primeira parte ele já foi desclassificado. "Você me transmite uma energia boa" é péssimo. Não sou Buda nem a Light pra transmitir energia boa. Mas a segunda parte foi enigmática. Ou ele fez de sacanagem ou precisa de uma fonoaudióloga urgentemente. Juro que não entendi o que ele disse que eu tenho cara de que faço bem.
Levantei alternativas e imaginei que ele ia voltar com a questão:
Marque a que você acha que melhor completa a sentença "Você tem cara de que ---------- bem".
(a) beija
(b) fode
(c) chupa
(d) dá o cu
(e) todas as alternativas acima
(f) nenhuma das alternativas acima
Ele voltou, mas pra tentar dançar comigo. Tolinho. Antes dançar só que mal acompanhada.
domingo, 8 de julho de 2007
Palhaço curioso
Uma amiga minha tava de de rolo com um palhacinho que parecia bem legal. Parecia. Já tavam saindo há algum tempo e um fim de semana desses ela dormiu na casa dele. De manhã, a moça levantou e foi ao banheiro, como a maioria dos mortais. Quando voltou o palhaço disparou "Você demorou!". Ai, caralho, agora tem tempo marcado pra se ir ao banheiro? Educada, ela respondeu "É?" e foi sentando pra tomar café.
– Demorou sim.
– É? Nem reparei.
– Normalmente você não demora assim.
– Pois é.
– Eu tava te esperando pra tomar café!
– Então vamos tomar café.
– Por que você demorou tanto?
– Porque eu fiz cocô, porra! Satisfeito?
Uma amiga minha tava de de rolo com um palhacinho que parecia bem legal. Parecia. Já tavam saindo há algum tempo e um fim de semana desses ela dormiu na casa dele. De manhã, a moça levantou e foi ao banheiro, como a maioria dos mortais. Quando voltou o palhaço disparou "Você demorou!". Ai, caralho, agora tem tempo marcado pra se ir ao banheiro? Educada, ela respondeu "É?" e foi sentando pra tomar café.
– Demorou sim.
– É? Nem reparei.
– Normalmente você não demora assim.
– Pois é.
– Eu tava te esperando pra tomar café!
– Então vamos tomar café.
– Por que você demorou tanto?
– Porque eu fiz cocô, porra! Satisfeito?
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Palhaço enigmático
Uma grande amiga minha mandou essa e até eu, dona de circo emérita, fiquei surpresa e tive uma crise de riso. Espetáculo inédito. Acho que o palhaço quis apenas bancar o maluco, e vocês?
*********************
Em dois anos de solteirice, já vi e vivi muita palhaçada. Ando mesmo desconfiada de que deve haver alguma promoção que garanta o nariz vermelho como brinde na compra do creme de barbear. Mas o tempo faz milagres e as palhaçadas vão se tornando parte do cotidiano... até que um palhaço, daqueles bem circenses, cruza o seu caminho.
Há umas três semanas fui a uma festa. Lá encontrei o palhaço, amigo de um amigo meu, com quem já tinha esbarrado e batido papo umas poucas vezes. O encontro inicial é breve, nada de especial. Apenas um "Quanto tempo!", seguido de dois beijinhos no rosto.
Enquanto o clima da festa não esquentava, tratei de aquecer meu corpo na base da cachaça mesmo. O povo que organizou o evento, colocou uma meia dúzia de rodelas de limão e açúcar ao lado da pinga. O palhaço supracitado se aproxima e eu peço uma ajuda no preparo da caipirinha.
Foi aí que reparamos na falta de qualquer utensílio para retirar suco daquelas rodelas de limão. Ele tem a brilhante idéia de misturar tudo passando de um copo pro outro. A estratégia mambembe não dá certo, mas a gente se diverte com a história. Entre uma gargalhada e outra, tenho o insight : "Vou pegar!"
A festa, enfim, começa a esquentar. Não demora meia hora e o presságio se cumpre: "Peguei!". É tudo ótimo: beijo delicioso, dança bem e é divertido. Até o nível de álcool no sangue do palhaço era adequado. O cara parece mesmo empolgado e gruda no meu pescoço a noite inteira. Uma delícia...
Na saída, ele pergunta como fazia para me encontrar de novo( típica pergunta de quem não vai fazer o menor esforço pra te encontrar de novo!). Como nós dois estávamos sem celular, eu digo apenas que o amigo dele tinha meus telefones e e-mail.
Ele não me liga. Mas, até aí, nada que não seja absolutamente normal para um palhaço.
Eu, que ando numa seca de dar dó, penso e decido adicionar o palhacinho no orkut. Só adiciono, sem scrap – pra não dar muita na vista. Ele me adiciona só uma semana depois. Eu sei que eu deveria ter parado por aí – uma semana pra adicionar é quase um não. Mas digo e repito: a seca é de dar dó!!!
Mando uma mensagem por depoimento, para manter o sigilo, com o seguinte conteúdo: "Apesar de quase ter quebrado seus óculos, acho que vale a pena a gente se encontrar de novo." A idéia da mensagem era ser direta, com um toque de humor. Ah, esqueci de contar: no fim da festa uma das lentes dos óculos do palhaço caiu e, com o breu que se instalava no local, não havia possibilidade de resgate.
Mais uma vez ele passa uma semana para responder. Aí, eu caio na real, entendo que não é não.
Já nem lembrava mais, quando, estupefata, recebo por depoimento a seguinte mensagem:
"rs. vou sair de casa, mas precisa pintar dinheiro. rs.
Então eu compro uma lente nova e começo a ver as coisas. rs.
Por enquanto a grana vai na análise... ficar cego acaba com qualquer um."
"Não" eu suporto. Juro. Mas bancar de enigmático, é palhaçada demais pra mim!!
L.R.
PS: se alguma leitora, ou leitor, conseguir decifrar a mensagem, ganha uma bala! Juro.
Uma grande amiga minha mandou essa e até eu, dona de circo emérita, fiquei surpresa e tive uma crise de riso. Espetáculo inédito. Acho que o palhaço quis apenas bancar o maluco, e vocês?
*********************
Em dois anos de solteirice, já vi e vivi muita palhaçada. Ando mesmo desconfiada de que deve haver alguma promoção que garanta o nariz vermelho como brinde na compra do creme de barbear. Mas o tempo faz milagres e as palhaçadas vão se tornando parte do cotidiano... até que um palhaço, daqueles bem circenses, cruza o seu caminho.
Há umas três semanas fui a uma festa. Lá encontrei o palhaço, amigo de um amigo meu, com quem já tinha esbarrado e batido papo umas poucas vezes. O encontro inicial é breve, nada de especial. Apenas um "Quanto tempo!", seguido de dois beijinhos no rosto.
Enquanto o clima da festa não esquentava, tratei de aquecer meu corpo na base da cachaça mesmo. O povo que organizou o evento, colocou uma meia dúzia de rodelas de limão e açúcar ao lado da pinga. O palhaço supracitado se aproxima e eu peço uma ajuda no preparo da caipirinha.
Foi aí que reparamos na falta de qualquer utensílio para retirar suco daquelas rodelas de limão. Ele tem a brilhante idéia de misturar tudo passando de um copo pro outro. A estratégia mambembe não dá certo, mas a gente se diverte com a história. Entre uma gargalhada e outra, tenho o insight : "Vou pegar!"
A festa, enfim, começa a esquentar. Não demora meia hora e o presságio se cumpre: "Peguei!". É tudo ótimo: beijo delicioso, dança bem e é divertido. Até o nível de álcool no sangue do palhaço era adequado. O cara parece mesmo empolgado e gruda no meu pescoço a noite inteira. Uma delícia...
Na saída, ele pergunta como fazia para me encontrar de novo( típica pergunta de quem não vai fazer o menor esforço pra te encontrar de novo!). Como nós dois estávamos sem celular, eu digo apenas que o amigo dele tinha meus telefones e e-mail.
Ele não me liga. Mas, até aí, nada que não seja absolutamente normal para um palhaço.
Eu, que ando numa seca de dar dó, penso e decido adicionar o palhacinho no orkut. Só adiciono, sem scrap – pra não dar muita na vista. Ele me adiciona só uma semana depois. Eu sei que eu deveria ter parado por aí – uma semana pra adicionar é quase um não. Mas digo e repito: a seca é de dar dó!!!
Mando uma mensagem por depoimento, para manter o sigilo, com o seguinte conteúdo: "Apesar de quase ter quebrado seus óculos, acho que vale a pena a gente se encontrar de novo." A idéia da mensagem era ser direta, com um toque de humor. Ah, esqueci de contar: no fim da festa uma das lentes dos óculos do palhaço caiu e, com o breu que se instalava no local, não havia possibilidade de resgate.
Mais uma vez ele passa uma semana para responder. Aí, eu caio na real, entendo que não é não.
Já nem lembrava mais, quando, estupefata, recebo por depoimento a seguinte mensagem:
"rs. vou sair de casa, mas precisa pintar dinheiro. rs.
Então eu compro uma lente nova e começo a ver as coisas. rs.
Por enquanto a grana vai na análise... ficar cego acaba com qualquer um."
"Não" eu suporto. Juro. Mas bancar de enigmático, é palhaçada demais pra mim!!
L.R.
PS: se alguma leitora, ou leitor, conseguir decifrar a mensagem, ganha uma bala! Juro.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Palhaço telemóvel
Pois é, respeitável público, não bastasse eu ser uma dona de circo multitarefas e andar enroladíssima com outros projetos, confesso que não tenho assistido a espetáculos circenses. Acho que já tô manjada e os artistas regulam o talento perto de mim. Mas como o circo não pode parar minha amiga J.E. enviou hoje a continuação da saga do Palhacinho SMS. Afeito aos usos circenses das novas tecnologias, o rapaz protagonizou outra. Aliás, tira o celular de perto desse bruto, porque munido de telemóvel ele é um perigo!
****************
Dois meses depois da gente terminar me mudei para o Rio de Janeiro, capital, e dali a pouco, ele coincidentemente ele também. Recém-chegada ao Rio, não tinha nem amigos que dirá alguém pra ficar, beijar na boca, enfim, garantir uma manutenção básica. Como ele fazia o serviço direitinho, resolvi que pelo menos até que eu encontrasse um novo candidato a se apresentar no meu picadeiro, me faria muito bem tê-lo como PA. Eu não tava apaixonada mesmo... Resultado: vez por outra, a gente pegava uma praia juntos, tomava uns chopes e sempre, claro, acabávamos na cama - na minha porque sempre era ele quem dormia na minha casa.
Não é que um dia, depois da transa, távamos lá, ainda na cama, nus e enroscados um no outro jogando conversa fora quando o celular dele toca. Era uma garota. Palhaçada número um: naquele momento, naquela situação, não era nem pro cara ter atendido o telefone ainda mais de uma outra garota qualquer. Mas atendeu!!! Palhaçada número 2: não satisfeito, o bruto ficou um tempão falando com a tal!!!! Não, meus queridos, não era namorada dele. Nem a mãe, irmã ou sequer uma prima distante desesperada porque tinha acontecido alguma tragédia na família. Era uma garota que o palhacinho exibido tinha conhecido no avião em uma de suas idas a Porto Alegre, como ele me contou logo em seguida. Ou seja: uma ilustre desconhecida que àquela altura ou ele já estava pegando ou estava muito a fim de pegar. Agora, alguém por favor me explica: qual a necessidade que um cara que está nu, comigo, na minha cama porque acabou de transar comigo tem de atender o telefone e ficar jogando conversa fora com outra garota por uns quinze minutos???
O que eu fiz? Joguei ele e o celular pela janela, claro!!! Quer dizer, essa foi a reação que eu visualizei, com todos os detalhes mas ela ficou só na minha mente. Contive meus impulsos e "naturalmente" - até onde foi possível - levantei da cama, me vesti e fui fazer algo prático (tipo checar meus e-mails, guardar umas roupas que estavam espalhadas, algo do tipo, não me lembro).
Dali a pouco o telefonema acabou. Eu sequer perguntei quem era. Tinha nada a ver com aquilo. Não éramos namorados, não tínhamos compromisso nenhum. Não me interessava saber quem era a tal garota. Ele é que veio dar satisfação. Eu disse que não precisava, que ele não me devia nenhum explicação. "Se a gente estivesse namorando, eu tinha te jogado pela janela. Mas aí, acho que você não teria feito isso, né?"
Mas mesmo a gente não sendo mais namorados aquela atitude dele tinha sido desrespeitosa. Perguntei se ele gostaria que eu fizesse o mesmo e disse que tudo o que ele me devia era consideração e respeito.
Depois dessa, escalei outro titular e esse artista ficou no meu banco de reservas por uns quatro meses. E quando entrou em campo de novo, parecia ter perdido seu talento circense: não apresentou mais nenhum espetáculo.
J.E.
Pois é, respeitável público, não bastasse eu ser uma dona de circo multitarefas e andar enroladíssima com outros projetos, confesso que não tenho assistido a espetáculos circenses. Acho que já tô manjada e os artistas regulam o talento perto de mim. Mas como o circo não pode parar minha amiga J.E. enviou hoje a continuação da saga do Palhacinho SMS. Afeito aos usos circenses das novas tecnologias, o rapaz protagonizou outra. Aliás, tira o celular de perto desse bruto, porque munido de telemóvel ele é um perigo!
****************
Dois meses depois da gente terminar me mudei para o Rio de Janeiro, capital, e dali a pouco, ele coincidentemente ele também. Recém-chegada ao Rio, não tinha nem amigos que dirá alguém pra ficar, beijar na boca, enfim, garantir uma manutenção básica. Como ele fazia o serviço direitinho, resolvi que pelo menos até que eu encontrasse um novo candidato a se apresentar no meu picadeiro, me faria muito bem tê-lo como PA. Eu não tava apaixonada mesmo... Resultado: vez por outra, a gente pegava uma praia juntos, tomava uns chopes e sempre, claro, acabávamos na cama - na minha porque sempre era ele quem dormia na minha casa.
Não é que um dia, depois da transa, távamos lá, ainda na cama, nus e enroscados um no outro jogando conversa fora quando o celular dele toca. Era uma garota. Palhaçada número um: naquele momento, naquela situação, não era nem pro cara ter atendido o telefone ainda mais de uma outra garota qualquer. Mas atendeu!!! Palhaçada número 2: não satisfeito, o bruto ficou um tempão falando com a tal!!!! Não, meus queridos, não era namorada dele. Nem a mãe, irmã ou sequer uma prima distante desesperada porque tinha acontecido alguma tragédia na família. Era uma garota que o palhacinho exibido tinha conhecido no avião em uma de suas idas a Porto Alegre, como ele me contou logo em seguida. Ou seja: uma ilustre desconhecida que àquela altura ou ele já estava pegando ou estava muito a fim de pegar. Agora, alguém por favor me explica: qual a necessidade que um cara que está nu, comigo, na minha cama porque acabou de transar comigo tem de atender o telefone e ficar jogando conversa fora com outra garota por uns quinze minutos???
O que eu fiz? Joguei ele e o celular pela janela, claro!!! Quer dizer, essa foi a reação que eu visualizei, com todos os detalhes mas ela ficou só na minha mente. Contive meus impulsos e "naturalmente" - até onde foi possível - levantei da cama, me vesti e fui fazer algo prático (tipo checar meus e-mails, guardar umas roupas que estavam espalhadas, algo do tipo, não me lembro).
Dali a pouco o telefonema acabou. Eu sequer perguntei quem era. Tinha nada a ver com aquilo. Não éramos namorados, não tínhamos compromisso nenhum. Não me interessava saber quem era a tal garota. Ele é que veio dar satisfação. Eu disse que não precisava, que ele não me devia nenhum explicação. "Se a gente estivesse namorando, eu tinha te jogado pela janela. Mas aí, acho que você não teria feito isso, né?"
Mas mesmo a gente não sendo mais namorados aquela atitude dele tinha sido desrespeitosa. Perguntei se ele gostaria que eu fizesse o mesmo e disse que tudo o que ele me devia era consideração e respeito.
Depois dessa, escalei outro titular e esse artista ficou no meu banco de reservas por uns quatro meses. E quando entrou em campo de novo, parecia ter perdido seu talento circense: não apresentou mais nenhum espetáculo.
J.E.
domingo, 24 de junho de 2007
Palhaço sarrador (ou digno de pena)
Depois dizem que vagão feminino no trem e metrô é inconstitucional. Inconstitucional é você voltar pra casa depois de um cansativo dia de trabalho num metrô lotado com um palhaço roçando sua bunda.
De manhã sempre tem guarda nas estações impedindo a entrada dos palhaços nos vagões femininos, mas à noite, nem sempre. Noite dessas não tinha e os artistas entraram encoxando quem estava perto da porta. E quem estava perto da porta? Eu. Fiquei espremida de frente pras costas do último banco. Atrás de mim, um homem relativamente novo, branco, de cabelo bem claro, quase louro, meio gorduchinho, de terno mal ajambrado.
Estava tão incômodo que eu nem percebi que ele estava se roçando de propósito. Pra mim, era mais o anda e pára do metrô que estava fazendo ele se encostar mais e mais. Mas chegou minha estação e o palhaço simplesmente não me deixava sair. Tive que abrir caminho com uma cotovelada porque ele não se afastava de mim e continuava me imprensando contra o último banco. O vagão ia ficando vazio (porque na estação que eu desço sai muita gente) e o artista lá, encostado em mim, surdo aos meus apelos de "dá licença". E foi nessa hora que percebi que ele estava de pau duro. Lamentável. Dá pena de uma cara que precisa se valer do metrô cheio pra dar uma sarrada numa bunda. Pensando bem, acho que fiz minha boa ação do dia.
Depois dizem que vagão feminino no trem e metrô é inconstitucional. Inconstitucional é você voltar pra casa depois de um cansativo dia de trabalho num metrô lotado com um palhaço roçando sua bunda.
De manhã sempre tem guarda nas estações impedindo a entrada dos palhaços nos vagões femininos, mas à noite, nem sempre. Noite dessas não tinha e os artistas entraram encoxando quem estava perto da porta. E quem estava perto da porta? Eu. Fiquei espremida de frente pras costas do último banco. Atrás de mim, um homem relativamente novo, branco, de cabelo bem claro, quase louro, meio gorduchinho, de terno mal ajambrado.
Estava tão incômodo que eu nem percebi que ele estava se roçando de propósito. Pra mim, era mais o anda e pára do metrô que estava fazendo ele se encostar mais e mais. Mas chegou minha estação e o palhaço simplesmente não me deixava sair. Tive que abrir caminho com uma cotovelada porque ele não se afastava de mim e continuava me imprensando contra o último banco. O vagão ia ficando vazio (porque na estação que eu desço sai muita gente) e o artista lá, encostado em mim, surdo aos meus apelos de "dá licença". E foi nessa hora que percebi que ele estava de pau duro. Lamentável. Dá pena de uma cara que precisa se valer do metrô cheio pra dar uma sarrada numa bunda. Pensando bem, acho que fiz minha boa ação do dia.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Palhaço SMS
Essa foi enviada por uma amiga minha. Apesar da proximidade, ela descobriu o blog sozinha, leu todos os arquivos e virou fã. Animada, resolveu revirar o baú circense para colaborar. Seja bem-vinda.
;)
******
Conheci o bruto na praia, numa cidadezinha da região dos lagos onde tinha ido fazer prova para um concurso. Aproveitei para passar uns dias a mais na cidade já que estava hospedada com minha mãe e meu padrasto na casa dos parentes do meu padrasto. Curtia praia com minha mãe um dia, conversando sobre a vida e nem aí para a paisagem em volta quando apareceu o dito cujo. Lindo, loiro e bronzeado, o que destacava mais os olhos verdes e um corpo sarado, com barriguinha durinha e tudo o mais no seu devido lugar. Ainda que eu prefira os morenos, ele era o meu número! Colocou sua cadeirinha de praia bem ao nosso lado e ficou lá, o tempo todo me olhando. Quando fiquei só, ele logo veio conversar. Já me animei e pensei: "Ôba! O cara tem iniciativa! Gosto disso!"
Conversamos numa boa, coisa e tal e marcamos um encontro à noite. Ficamos e ele tinha um beijo gostosérrimo - o que pra mim é uma promessa que raras vezes não é cumprida! Eu ia ficar só mais dois dias na cidade, onde ele morava e nos encontramos mais duas vezes. Ele se dizendo todo apaixonado e, ainda que eu seja a cética das céticas, tenho que reconhecer que deu algumas mostras de que estaria falando sério: demonstrou interesse, ligando e indo atrás de mim de surpresa na praia. Quando fui embora, foi me buscar em casa às 5h da manhã e ficou comigo na rodoviária por uma hora - "só para passar mais tempo ao meu lado", em suas palavras. Parecia mesmo um fofo! Ele trabalhava numa escala de 15 dias de trabalho seguidos por 15 dias de folga e garantiu que logo que entrasse de folga, iria até minha cidade. Estávamos namorando, ele disse!
Fui-me embora feliz por ter dada uns bons beijos naquela curta viagem que fiz em busca de um emprego garantido. Vida que segue, não levei muito a sério aquela história de namoro. Como disse, sou a cética das céticas. Mas não é que o rapaz continuou com as declarações? Fã de de torpedos por celular, os SMS, passou a me enviar mensagens todos os dias. E várias! Com declarações, recadinhos mais safadinhos, falando sobre seu dia, perguntando sobre o meu, enfim, essas coisas de namorados. Eu entrei na dele, afinal, estava só com uns peguetes eventuais, nada sério e se o cara fosse mesmo até minha cidade - eu morava em Minas na época - o namoro podia mesmo engatar.
Mas às vezes eu ficava meio impaciente porque ele parecia pensar que eu estava à disposição dele, sempre pronta para responder suas mensagens. Mas eu tinha trabalho, amigos, família e nunca fui 'escrava' de celular. Vira e mexe esqueço na bolsa, deixo de carregar, saio sem levar ... e quando eu demorava pra responder ele ficava chateado, fazia draminha e tal. Eu achava bonitinho: ele sentia minha falta, pensava. Mas, para encurtar a história, eis que o bruto realmente apareceu na minha cidade em sua próxima folga. Pegou a estrada de carro na madrugada e 9h da manhã estava batendo à minha porta. Depois dos beijos um do outro que já conhecíamos e adorávamos, da sala pra minha cama levamos pouco mais de uma hora. E o brutinho cumpriu tudo que seu corpinho gostoso e seus beijos prometiam. Sintonia total! Resultado: ele passou duas semanas na minha casa e ainda o Natal na casa da minha mãe com minha família com direito a troca de presentes, ceia e tudo. Depois, fui passar o réveillon com ele, só nós dois, na cidadezinha de praia. O namoro tinha realmente engatado! Ainda que nossas conversas estivessem mais para monólogos meus, o danado era bom de cama como só! Nossas (muitas) transas eram sempre boas e ele tinha lá outras qualidades: inteligente, tinha um bom emprego - (o que o livrava de ser um duro como os tipos que eu andava atraindo naquela época) e tinha uma boa cota de gentileza. Além de bonito e gostoso. Ou seja, o conjunto da obra resultava num bom namorado.
Luzes no picadeiro que o espetáculo vai começar!
Como disse, ele adorava ficar mandando torpedos e achava que euzinha não tinha mais o que fazer na vida a não ser ficar respondendo suas mensagens. Umas duas vezes ele tinha queimado no golpe porque eu não tinha respondido ou tinha demorado pra responder. Confesso que teve duas ou três vezes que não respondi de propósito e depois disse que o celular tava descarregado - porque eu queria ou precisava fazer outra coisa e não ia poder ficar ali, horas, fazendo malabarismos com meus dedos naquelas teclinhas minúsculas do celular. Uma vez, chegou a dizer algo como "tá tudo acabado", só porque não respondi ou demorei a responder uma mensagem. Dessa primeira vez, eu conversei com ele e expliquei: tenho meu trabalho, meus amigos, minha família e não fico o tempo todo grudada no celular esperando pra receber e responder suas mensagens. E isso não é jeito de terminar um namoro ou o que quer que seja. Se você fizer isso de novo, eu vou levar a sério e vai terminar mesmo, hein? Não vai ter conversa.
O bruto, como sempre, fez um muxoxo como quem concorda e o namoro seguiu. Dias depois, estava eu em Minas e ele lá na cidadezinha, em uma de suas folgas. Como um amigo seu de infância (ele era de Porto Alegre) tava passando uns dias lá, ele não foi pra Minas. Ok. A gente tinha se visto há pouco e eu até cheguei a conhecer o tal amigo. Normal. Vá lá curtir seu amiguinho, afinal, também tenho cá minhas amiguinhas. Sem stress, não sou ciumenta mesmo. Aí, numa sexta-feira, ele me conta que na véspera tinha ido a uma boate badaladíssima numa outra cidade perto dali com o tal amigo. Detalhe: eu havia passado 10 dias com ele e nós fomos, no máximo, a um barzinho mixuruca na cidade mesmo onde ele morava. E eu é quem tinha falado pra ele da tal boate, porque a filial era na minha cidade e eu conhecia. Não era a que eu freqüentava mas nunca tinha ido àquela, no litoral. E o bruto se prontificou a me levar lá? Nãnãninãnão. Mas com o amigo ele foi, claro! Eu reclamei disso e falei que da próxima vez que eu fosse lá, ele iria de novo à tal boate comigo! Ele ainda reclamou que era caro (ensaio do número do palhaço pão duro) mas eu insisti que iríamos - até porque, eu sempre paguei minha parte nas contas - mas isso eu não falei, não precisava porque ele sabia.
Eu até acredito que os dois palhacinhos tenham feito lá seus espetáculos e talvez tenham até conseguido platéia, afinal, os dois espécimes gaúchos não eram de se jogar fora. Mas não tava preocupada com isso - sou adepta do "o que os olhos não vêm o coração não sente". E acho que se tivesse aprontado ele não teria a cara-de-pau de me contar onde tinha ido. Mas o que me chateou realmente foi ele ter ido pra balada com o amigo (pra pegar, claro) e não ter ido comigo quando eu estive lá!!!
Sei que na sexta, quando ele me contou a primeira parte do espetáculo, eu já tinha combinado de sair com minhas amigas. Como ele não perguntou o que eu ia fazer naquele dia, não falei nada. Ele não devia estar interessado. E eu estava numa cidadezinha de 50 mil habitantes no interior de Minas onde a gente fica até 1h30 da manhã bebendo cerveja no único bar da cidade e depois vai pra um galpão tentar dançar ao som de um DJ da cidade que só faz tocar funk quase a noite inteira. Ou seja, a diversão são os amigos porque o ambiente e o público - que ele já tinha conhecido - não inspiram nada!!! Muito menos beijo na boca!
Eis que 2h30 da manhã, estou eu lá, tomando umas cervas e torcendo pro DJ desisitir do funk pra eu ao menos dançar um pouquinho quando recebo uma mensagem dele.
Palhaço SMS: - Oi, tá dormindo?
Euzinha: - Não. Tô no XXXXX com minhas amigas.
Palhaço SMS: - Ah! É? Então aproveita e me esquece!
Como assim, cara-pálida?
Euzinha: - Você deve estar brincando ...
Palhaço SMS: (Nada)
Euzinha: - Bem. Se você acha que é assim que se termina um relacionamento ... tá tudo terminado.
Isto foi na sexta-feira, respeitável público. E na segunda-feira o pândego me manda outra mensagem, romantiquinha, como se nada tivesse acontecido. Eu ignoro. E ele insiste. Manda umas dez mensagens ao longo do dia e eu não respondo nenhuma. Afinal, o que ele esperava? Me faz uma palhaçada daquelas e depois vem agir assim, como se estivesse tudo bem e ele não tivesse sido um moleque? Não ia responder nunquinha mesmo.
Quando percebeu isso, ele me ligou perguntando porque não tava respondendo suas mensagens. Aí ele ouviu tudo o que merecia: que eu já tinha avisado que mandar SMS não era jeito de terminar nada, quanto mais um namoro, e que da próxima vez que ele fizesse aquilo, ia terminar tudo mesmo. Afinal, aquilo era coisa de moleque covarde. Ele tinha entrado na minha casa, conhecido minha família e estávamos namorando. Agora, pra terminar ele achava que bastava um "Aproveita e me esquece" por torpedo de celular sem ao menos uma explicação? Afinal, porque ele tinha me mandado aquela mensagem? E se não enviou outra quando eu disse que era brincadeira, é porque falava sério então o mínimo que ele devia fazer era me explicar porque queria que eu o esquecesse. Qual era o motivo?
O palhaço ficou mudo do outro lado do telefone. Quando eu perguntei: "Então, qual é o motivo?" Ele disse "Não tem motivo nehum, não." Eu disse: "Então a gente não tem mais nada pra conversar". E desliguei.
J.E.
Essa foi enviada por uma amiga minha. Apesar da proximidade, ela descobriu o blog sozinha, leu todos os arquivos e virou fã. Animada, resolveu revirar o baú circense para colaborar. Seja bem-vinda.
;)
******
Conheci o bruto na praia, numa cidadezinha da região dos lagos onde tinha ido fazer prova para um concurso. Aproveitei para passar uns dias a mais na cidade já que estava hospedada com minha mãe e meu padrasto na casa dos parentes do meu padrasto. Curtia praia com minha mãe um dia, conversando sobre a vida e nem aí para a paisagem em volta quando apareceu o dito cujo. Lindo, loiro e bronzeado, o que destacava mais os olhos verdes e um corpo sarado, com barriguinha durinha e tudo o mais no seu devido lugar. Ainda que eu prefira os morenos, ele era o meu número! Colocou sua cadeirinha de praia bem ao nosso lado e ficou lá, o tempo todo me olhando. Quando fiquei só, ele logo veio conversar. Já me animei e pensei: "Ôba! O cara tem iniciativa! Gosto disso!"
Conversamos numa boa, coisa e tal e marcamos um encontro à noite. Ficamos e ele tinha um beijo gostosérrimo - o que pra mim é uma promessa que raras vezes não é cumprida! Eu ia ficar só mais dois dias na cidade, onde ele morava e nos encontramos mais duas vezes. Ele se dizendo todo apaixonado e, ainda que eu seja a cética das céticas, tenho que reconhecer que deu algumas mostras de que estaria falando sério: demonstrou interesse, ligando e indo atrás de mim de surpresa na praia. Quando fui embora, foi me buscar em casa às 5h da manhã e ficou comigo na rodoviária por uma hora - "só para passar mais tempo ao meu lado", em suas palavras. Parecia mesmo um fofo! Ele trabalhava numa escala de 15 dias de trabalho seguidos por 15 dias de folga e garantiu que logo que entrasse de folga, iria até minha cidade. Estávamos namorando, ele disse!
Fui-me embora feliz por ter dada uns bons beijos naquela curta viagem que fiz em busca de um emprego garantido. Vida que segue, não levei muito a sério aquela história de namoro. Como disse, sou a cética das céticas. Mas não é que o rapaz continuou com as declarações? Fã de de torpedos por celular, os SMS, passou a me enviar mensagens todos os dias. E várias! Com declarações, recadinhos mais safadinhos, falando sobre seu dia, perguntando sobre o meu, enfim, essas coisas de namorados. Eu entrei na dele, afinal, estava só com uns peguetes eventuais, nada sério e se o cara fosse mesmo até minha cidade - eu morava em Minas na época - o namoro podia mesmo engatar.
Mas às vezes eu ficava meio impaciente porque ele parecia pensar que eu estava à disposição dele, sempre pronta para responder suas mensagens. Mas eu tinha trabalho, amigos, família e nunca fui 'escrava' de celular. Vira e mexe esqueço na bolsa, deixo de carregar, saio sem levar ... e quando eu demorava pra responder ele ficava chateado, fazia draminha e tal. Eu achava bonitinho: ele sentia minha falta, pensava. Mas, para encurtar a história, eis que o bruto realmente apareceu na minha cidade em sua próxima folga. Pegou a estrada de carro na madrugada e 9h da manhã estava batendo à minha porta. Depois dos beijos um do outro que já conhecíamos e adorávamos, da sala pra minha cama levamos pouco mais de uma hora. E o brutinho cumpriu tudo que seu corpinho gostoso e seus beijos prometiam. Sintonia total! Resultado: ele passou duas semanas na minha casa e ainda o Natal na casa da minha mãe com minha família com direito a troca de presentes, ceia e tudo. Depois, fui passar o réveillon com ele, só nós dois, na cidadezinha de praia. O namoro tinha realmente engatado! Ainda que nossas conversas estivessem mais para monólogos meus, o danado era bom de cama como só! Nossas (muitas) transas eram sempre boas e ele tinha lá outras qualidades: inteligente, tinha um bom emprego - (o que o livrava de ser um duro como os tipos que eu andava atraindo naquela época) e tinha uma boa cota de gentileza. Além de bonito e gostoso. Ou seja, o conjunto da obra resultava num bom namorado.
Luzes no picadeiro que o espetáculo vai começar!
Como disse, ele adorava ficar mandando torpedos e achava que euzinha não tinha mais o que fazer na vida a não ser ficar respondendo suas mensagens. Umas duas vezes ele tinha queimado no golpe porque eu não tinha respondido ou tinha demorado pra responder. Confesso que teve duas ou três vezes que não respondi de propósito e depois disse que o celular tava descarregado - porque eu queria ou precisava fazer outra coisa e não ia poder ficar ali, horas, fazendo malabarismos com meus dedos naquelas teclinhas minúsculas do celular. Uma vez, chegou a dizer algo como "tá tudo acabado", só porque não respondi ou demorei a responder uma mensagem. Dessa primeira vez, eu conversei com ele e expliquei: tenho meu trabalho, meus amigos, minha família e não fico o tempo todo grudada no celular esperando pra receber e responder suas mensagens. E isso não é jeito de terminar um namoro ou o que quer que seja. Se você fizer isso de novo, eu vou levar a sério e vai terminar mesmo, hein? Não vai ter conversa.
O bruto, como sempre, fez um muxoxo como quem concorda e o namoro seguiu. Dias depois, estava eu em Minas e ele lá na cidadezinha, em uma de suas folgas. Como um amigo seu de infância (ele era de Porto Alegre) tava passando uns dias lá, ele não foi pra Minas. Ok. A gente tinha se visto há pouco e eu até cheguei a conhecer o tal amigo. Normal. Vá lá curtir seu amiguinho, afinal, também tenho cá minhas amiguinhas. Sem stress, não sou ciumenta mesmo. Aí, numa sexta-feira, ele me conta que na véspera tinha ido a uma boate badaladíssima numa outra cidade perto dali com o tal amigo. Detalhe: eu havia passado 10 dias com ele e nós fomos, no máximo, a um barzinho mixuruca na cidade mesmo onde ele morava. E eu é quem tinha falado pra ele da tal boate, porque a filial era na minha cidade e eu conhecia. Não era a que eu freqüentava mas nunca tinha ido àquela, no litoral. E o bruto se prontificou a me levar lá? Nãnãninãnão. Mas com o amigo ele foi, claro! Eu reclamei disso e falei que da próxima vez que eu fosse lá, ele iria de novo à tal boate comigo! Ele ainda reclamou que era caro (ensaio do número do palhaço pão duro) mas eu insisti que iríamos - até porque, eu sempre paguei minha parte nas contas - mas isso eu não falei, não precisava porque ele sabia.
Eu até acredito que os dois palhacinhos tenham feito lá seus espetáculos e talvez tenham até conseguido platéia, afinal, os dois espécimes gaúchos não eram de se jogar fora. Mas não tava preocupada com isso - sou adepta do "o que os olhos não vêm o coração não sente". E acho que se tivesse aprontado ele não teria a cara-de-pau de me contar onde tinha ido. Mas o que me chateou realmente foi ele ter ido pra balada com o amigo (pra pegar, claro) e não ter ido comigo quando eu estive lá!!!
Sei que na sexta, quando ele me contou a primeira parte do espetáculo, eu já tinha combinado de sair com minhas amigas. Como ele não perguntou o que eu ia fazer naquele dia, não falei nada. Ele não devia estar interessado. E eu estava numa cidadezinha de 50 mil habitantes no interior de Minas onde a gente fica até 1h30 da manhã bebendo cerveja no único bar da cidade e depois vai pra um galpão tentar dançar ao som de um DJ da cidade que só faz tocar funk quase a noite inteira. Ou seja, a diversão são os amigos porque o ambiente e o público - que ele já tinha conhecido - não inspiram nada!!! Muito menos beijo na boca!
Eis que 2h30 da manhã, estou eu lá, tomando umas cervas e torcendo pro DJ desisitir do funk pra eu ao menos dançar um pouquinho quando recebo uma mensagem dele.
Palhaço SMS: - Oi, tá dormindo?
Euzinha: - Não. Tô no XXXXX com minhas amigas.
Palhaço SMS: - Ah! É? Então aproveita e me esquece!
Como assim, cara-pálida?
Euzinha: - Você deve estar brincando ...
Palhaço SMS: (Nada)
Euzinha: - Bem. Se você acha que é assim que se termina um relacionamento ... tá tudo terminado.
Isto foi na sexta-feira, respeitável público. E na segunda-feira o pândego me manda outra mensagem, romantiquinha, como se nada tivesse acontecido. Eu ignoro. E ele insiste. Manda umas dez mensagens ao longo do dia e eu não respondo nenhuma. Afinal, o que ele esperava? Me faz uma palhaçada daquelas e depois vem agir assim, como se estivesse tudo bem e ele não tivesse sido um moleque? Não ia responder nunquinha mesmo.
Quando percebeu isso, ele me ligou perguntando porque não tava respondendo suas mensagens. Aí ele ouviu tudo o que merecia: que eu já tinha avisado que mandar SMS não era jeito de terminar nada, quanto mais um namoro, e que da próxima vez que ele fizesse aquilo, ia terminar tudo mesmo. Afinal, aquilo era coisa de moleque covarde. Ele tinha entrado na minha casa, conhecido minha família e estávamos namorando. Agora, pra terminar ele achava que bastava um "Aproveita e me esquece" por torpedo de celular sem ao menos uma explicação? Afinal, porque ele tinha me mandado aquela mensagem? E se não enviou outra quando eu disse que era brincadeira, é porque falava sério então o mínimo que ele devia fazer era me explicar porque queria que eu o esquecesse. Qual era o motivo?
O palhaço ficou mudo do outro lado do telefone. Quando eu perguntei: "Então, qual é o motivo?" Ele disse "Não tem motivo nehum, não." Eu disse: "Então a gente não tem mais nada pra conversar". E desliguei.
J.E.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Homem é tudo palhaço, mas picadeiro vazio nem pensar
Como todos sabem, esse é o meu lema, mas apesar disso, o movimento no circo anda fraco. Sorte minha e azar dos leitores, mas há muito que não sou coadjuvante num espetáculo circense. O artista circense que tem se apresentado no meu picadeiro não faz espetáculos dignos de nota.
Mas como o espetáculo não pode parar, vou contando espetáculos das amigas, das leitoras e, novidade, dos palhacinhos! Sim, exibidos que são, esses meus palhacinhos queridos estão doidos por um holofote e têm feito de tudo pra aparecer, até mesmo confessar seus espetáculos favoritos. Sim, dileta audiência, eis que surge um nova seção no circo: “Eu, palhaço confesso”.
Para inaugurar a seção dos palhacinhos orgulhosos, guardei o relato de uma amigo meu, leitor e comentarista contumaz deste circo.
Palhaço confesso e exibido
O rapaz tinha uma amiga com quem certo dia rolou um clima. Sabe aquela máxima de que “eu não cmo meus amigos” ou “os amigos são reserva técnica? Pois é, eu também sou adepta, mas tudo na vida é negociável, né? Bom, a moça parece que era menos flexível e quando a chapa esquentou ela arregou: “entre a gente não dá pra rolar sexo”.
O bruto, daqueles que não leva desaforo pra casa, vingativo, bicho ruim, sabe? Pois é, não engoliu o sapo nem chupou a manga. Dissimulado, ficou puto, mas fingiu que compreendia. Ficou trabalhando a moça por mais de um ano, ali, trabalho firme, fazendo de amigo e seduzindo. Até que um dia logrou êxito. Tão lá no maior amasso na casa dela, os dois já pelados na cama, ele virou de repente e mandou "Ach que entre a gente não rola sexo", pegou a roupa e saiu correndo, vestidod calça enquanto saía pela porta e calçando sapato escada abaixo. Segundo palavras do próprio, deixou ela lápegando fogo sem entender nada.
Pois é, amigos deste circo, no lugar de aproveitar que finalmente a moça capitulou e esmerilhar, já que ele tinha tesão nela há séculos, o que o palhaço fez? Trocou uma possível boa foda por uma vingança. Que graça tem vigança, minha gente? Gozar, principalmente acompanhado, não é muito melhor? Não era melhor vingança comer muito a moça pra ela se arrepender do tempo perdido?
Ai, ai, ai. Como eu sempre digo, quem gosta de sexo é mulher, homem gosta é de ficar de amasso e sair correndo pra tocar punheta em casa. Claro, depois conta pros amigos que fez e aconteceu, se bobear, até narra o espetáculo no HTP. Tudo palhaço....
Como todos sabem, esse é o meu lema, mas apesar disso, o movimento no circo anda fraco. Sorte minha e azar dos leitores, mas há muito que não sou coadjuvante num espetáculo circense. O artista circense que tem se apresentado no meu picadeiro não faz espetáculos dignos de nota.
Mas como o espetáculo não pode parar, vou contando espetáculos das amigas, das leitoras e, novidade, dos palhacinhos! Sim, exibidos que são, esses meus palhacinhos queridos estão doidos por um holofote e têm feito de tudo pra aparecer, até mesmo confessar seus espetáculos favoritos. Sim, dileta audiência, eis que surge um nova seção no circo: “Eu, palhaço confesso”.
Para inaugurar a seção dos palhacinhos orgulhosos, guardei o relato de uma amigo meu, leitor e comentarista contumaz deste circo.
Palhaço confesso e exibido
O rapaz tinha uma amiga com quem certo dia rolou um clima. Sabe aquela máxima de que “eu não cmo meus amigos” ou “os amigos são reserva técnica? Pois é, eu também sou adepta, mas tudo na vida é negociável, né? Bom, a moça parece que era menos flexível e quando a chapa esquentou ela arregou: “entre a gente não dá pra rolar sexo”.
O bruto, daqueles que não leva desaforo pra casa, vingativo, bicho ruim, sabe? Pois é, não engoliu o sapo nem chupou a manga. Dissimulado, ficou puto, mas fingiu que compreendia. Ficou trabalhando a moça por mais de um ano, ali, trabalho firme, fazendo de amigo e seduzindo. Até que um dia logrou êxito. Tão lá no maior amasso na casa dela, os dois já pelados na cama, ele virou de repente e mandou "Ach que entre a gente não rola sexo", pegou a roupa e saiu correndo, vestidod calça enquanto saía pela porta e calçando sapato escada abaixo. Segundo palavras do próprio, deixou ela lápegando fogo sem entender nada.
Pois é, amigos deste circo, no lugar de aproveitar que finalmente a moça capitulou e esmerilhar, já que ele tinha tesão nela há séculos, o que o palhaço fez? Trocou uma possível boa foda por uma vingança. Que graça tem vigança, minha gente? Gozar, principalmente acompanhado, não é muito melhor? Não era melhor vingança comer muito a moça pra ela se arrepender do tempo perdido?
Ai, ai, ai. Como eu sempre digo, quem gosta de sexo é mulher, homem gosta é de ficar de amasso e sair correndo pra tocar punheta em casa. Claro, depois conta pros amigos que fez e aconteceu, se bobear, até narra o espetáculo no HTP. Tudo palhaço....
segunda-feira, 18 de junho de 2007
HTP no Orkut
A comunidade dos fãs do HTP no Orkut tá bombando. Já entraram?
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13209176
A comunidade dos fãs do HTP no Orkut tá bombando. Já entraram?
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13209176
domingo, 17 de junho de 2007
Ele conseguiu!
Tem fã do HTP que parece que faz de tudo pra virar personagem. Até que consegue.
Liguei pro trabalho da minha irmã:
- Por favor, queria falar com a L. É Ana Paula, irmã dela.
- Um minuto.
Minha irmã atende o telefone:
- Ih, sabe o que o M. falou?
- O que?
- "Ana Paula: este nome cheira a sexo".
Ele conseguiu! Com uma pérola dessas, o cálega de trabalho de minha irmã alcançou o estrelado ganhando um post em sua homenagem no blog que ele tanto admira. Devo dizer que isto é um mérito para poucos afortunados. Só os palhaços mais talentosos conseguem este feito. Palmas porque ele merece.
Tem fã do HTP que parece que faz de tudo pra virar personagem. Até que consegue.
Liguei pro trabalho da minha irmã:
- Por favor, queria falar com a L. É Ana Paula, irmã dela.
- Um minuto.
Minha irmã atende o telefone:
- Ih, sabe o que o M. falou?
- O que?
- "Ana Paula: este nome cheira a sexo".
Ele conseguiu! Com uma pérola dessas, o cálega de trabalho de minha irmã alcançou o estrelado ganhando um post em sua homenagem no blog que ele tanto admira. Devo dizer que isto é um mérito para poucos afortunados. Só os palhaços mais talentosos conseguem este feito. Palmas porque ele merece.
domingo, 10 de junho de 2007
Palhaço "não-caga-nem-sai-da-moita"
Ou "não-dança-nem-sai-da-pista" ou ainda "não-fode-nem-sai-de-cima"
Se apaixonar por amigo é uma merda. Geralmente não se ganha um namorado; apenas perde-se um amigo. Foi o que aconteceu com uma amiga do blog.
Um dos seus melhores amigos de trabalho se separou. Ele tinha um casamento feliz, daqueles de filme, mas um belo dia a mulher lhe disse: "Senta aí que tenho uma coisa pra te contar. Quero me separar de você. Me apaixonei por outro." O cara perdeu o rumo. Natural. E quando isso acontece a gente quer o colo dos amigos. Natural também. Então, o marido abandonado foi buscar consolo na amiga do blog. Ela foi solidária à sua dor. Conversavam horas, almoçavam juntos, saiam depois do trabalho. O assunto era sempre a ex-mulher. De cada dez palavras ditas pelo amigo, onze eram o nome dela.
O tempo passou e ele se recuperou, mas não deixou de sair com a amiga do blog. Os jantares, os cinemas, os teatros, exposições, cafés e tudo o mais continuaram. Eles se davam super bem e a amiga do blog se apaixonou por ele. Meio tímida, ela foi protelando o momento de se declarar até que ele um dia falou:
- Minha terapeuta falou que já está na hora de eu me envolver com outra mulher de novo.
- É? – a amiga do blog viu aí uma possibilidade de declaração.
- É. Eu falo muito de você pra ela, né? Até falei que precisava de mulher assim, como você, engraçada, inteligente, bonita...
- E aí? – disse ela sem conter o sorriso.
- E aí que preciso de uma mulher como você, mas não você, né? Claro!
"Claro"? Como "claro"? Não, não está nada claro! O palhaço se justificou como ele achava que devia. A amiga do blog ficou arrasada, mas ok, vida que segue.
Continuaram saindo, mas a freqüência dos encontros foi caindo um pouco. Um belo dia, ele soube que ela estava namorando. Aí, ele vestiu sua roupa colorida, calçou sua bota de bico largo e comprido, maquiou seu rosto, botou o nariz de palhaço e foi pro picadeiro dar seu show! Fez isso no dia em que a encontrou almoçando com o namorado. Simplesmente ignorou a presença do cara mesmo depois de ter sido apresentado a ele e ainda tratou-a com mais intimidade que tinha, para constrangê-la na frente do namorado. Mas o grand finale do seu espetáculo foi quando na comemoração do seu aniversário em um bar da Lapa ela disse que estava esperando uma pessoa e ele, de cara amarrada, resmungou:
- Não acredito que você vai trazer esse cara no meu aniversário???
Não era "esse cara" que ia chegar. Era a filha dela. E "esse cara" já era namorado da amiga do blog há meses. E se o palhaço sentia alguma coisa a mais que amizade por ela, porque não falava ao invés de ficar com esse comportamento ridículo? Deve ser porque na verdade ele não queria mesmo nada com ela além da amizade, mas não queria deixar de ter atenção exclusiva e uma mulher apaixonada ao seu lado.
Ou "não-dança-nem-sai-da-pista" ou ainda "não-fode-nem-sai-de-cima"
Se apaixonar por amigo é uma merda. Geralmente não se ganha um namorado; apenas perde-se um amigo. Foi o que aconteceu com uma amiga do blog.
Um dos seus melhores amigos de trabalho se separou. Ele tinha um casamento feliz, daqueles de filme, mas um belo dia a mulher lhe disse: "Senta aí que tenho uma coisa pra te contar. Quero me separar de você. Me apaixonei por outro." O cara perdeu o rumo. Natural. E quando isso acontece a gente quer o colo dos amigos. Natural também. Então, o marido abandonado foi buscar consolo na amiga do blog. Ela foi solidária à sua dor. Conversavam horas, almoçavam juntos, saiam depois do trabalho. O assunto era sempre a ex-mulher. De cada dez palavras ditas pelo amigo, onze eram o nome dela.
O tempo passou e ele se recuperou, mas não deixou de sair com a amiga do blog. Os jantares, os cinemas, os teatros, exposições, cafés e tudo o mais continuaram. Eles se davam super bem e a amiga do blog se apaixonou por ele. Meio tímida, ela foi protelando o momento de se declarar até que ele um dia falou:
- Minha terapeuta falou que já está na hora de eu me envolver com outra mulher de novo.
- É? – a amiga do blog viu aí uma possibilidade de declaração.
- É. Eu falo muito de você pra ela, né? Até falei que precisava de mulher assim, como você, engraçada, inteligente, bonita...
- E aí? – disse ela sem conter o sorriso.
- E aí que preciso de uma mulher como você, mas não você, né? Claro!
"Claro"? Como "claro"? Não, não está nada claro! O palhaço se justificou como ele achava que devia. A amiga do blog ficou arrasada, mas ok, vida que segue.
Continuaram saindo, mas a freqüência dos encontros foi caindo um pouco. Um belo dia, ele soube que ela estava namorando. Aí, ele vestiu sua roupa colorida, calçou sua bota de bico largo e comprido, maquiou seu rosto, botou o nariz de palhaço e foi pro picadeiro dar seu show! Fez isso no dia em que a encontrou almoçando com o namorado. Simplesmente ignorou a presença do cara mesmo depois de ter sido apresentado a ele e ainda tratou-a com mais intimidade que tinha, para constrangê-la na frente do namorado. Mas o grand finale do seu espetáculo foi quando na comemoração do seu aniversário em um bar da Lapa ela disse que estava esperando uma pessoa e ele, de cara amarrada, resmungou:
- Não acredito que você vai trazer esse cara no meu aniversário???
Não era "esse cara" que ia chegar. Era a filha dela. E "esse cara" já era namorado da amiga do blog há meses. E se o palhaço sentia alguma coisa a mais que amizade por ela, porque não falava ao invés de ficar com esse comportamento ridículo? Deve ser porque na verdade ele não queria mesmo nada com ela além da amizade, mas não queria deixar de ter atenção exclusiva e uma mulher apaixonada ao seu lado.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Palhaço Vigilantes do Peso II
Como eu sempre digo, tem todo tipo de gente no mundo. Uma amiga minha mandou esse relato, inspirada no outro Palhaço VP, narrado pela Ana. Como sempre dizemos, bom senso é luxo para poucos.
***************************************
Tinha até me esquecido de mandar esse episódio bizarro, mas quando li o post de 19 de maio, me inspirei a contar este fato!
Estávamos eu e meu namorado no restaurante de um amigo dele. Tínhamos acabado de almoçar, quando passa pela nossa mesa um conhecido dele. Eu já tinha cumprimentado o sujeito umas duas ou três vezes, mas até então não tinha sequer trocado mais do que um “boa tarde”.
Como a gente já estava de saída e o lugar estava cheio, falamos para que ele sentasse na nossa mesa. Mas o sujeito adora falar e logo engatou no papo. E pra não largar ele falando sozinho, acabamos ficando mais um pouco.
A conversa era só entre os dois e eu estava lá de mera figurante. Eis que de repente, o palhaço vira para mim e pergunta:
Palhaço – Com quantos anos você está?
Eu – 27. (???)
Palhaço – Porque o que eu vou te falar é muito sério! Se a gente não gostar da gente mesmo, ninguém vai...
Eu – (????)
Palhaço – A gente tem que se cuidar, você tá muito nova para estar desse jeito!
Eu – (!!!!)
Palhaço – Vou falar pra você a mesma coisa que eu falo para a minha filha: tem que emagrecer! Tem que fazer exercício, ir pra academia senão fica cheia de estria, toda flácida. Depois não tem mais volta. E tem que cuidar da alimentação também, não comer muito, não comer fritura. Veja eu, vou comer só isso aqui!
Eu – .... (olhando para o prato dele - lotado de carboidratos e gordura – e para a barriga dele, que denunciava que há muito ele não sabe nem o que é um lance de escada !)
Eu e meu namorado estávamos incrédulos, boquiabertos com o discurso faça-o-que-eu-digo-mas-não-faça-o-que-eu-faço e, pior, de uma pessoa que eu mal conheço. Estupefata, não sabia nem como reagir a tamanha grosseria. Acabei não falando nada.
E para finalizar com o falatório, a criatura ainda me solta uma pérola:
Palhaço – E eu não quero que você fique brava comigo não! Eu estou falando isso para o seu bem!
INACREDITÁVEL!
Eu saí de lá sem entender como é que uma pessoa é capaz de tanta falta de educação!! Sim, porque se ele acha que eu não estou em forma, se ele acha fulano feio e que cicrano se veste mal, tudo bem, é um direito dele. Mas daí a sair esfregando na cara dos outros os defeitos??? Daí já é demais! Eu também acho ele um velho bigodudo nojento e com o cabelo ensebado, mas nem por isso tenho o direito de agredir o palhaço com essas informações (verdadeiras).
Saí do restaurante meio sem rumo. Meu namorado comentou que também não tava acreditando naquele discurso todo – e pior, sem moral nenhuma! – e na falta de respeito com ele e comigo! Disse que só não falou nada por causa do dono do restaurante, porque o cara é um cliente em potencial, etc., etc. Concordei, até porque se ele fosse falar alguma coisa ia acabar se alterando.
Mas isso não é tudo, caras espectadoras!!! Eu achei que esse havia sido um fato isolado. Mas não!!! Em outra ocasião fiquei sabendo que ele VIVE FAZENDO ESSE TIPO DE COMENTÁRIO, com todas as mulheres, inclusive com a esposa do dono do restaurante (que, aliás, não tem nada de gorda)!!!
Como eu sempre digo, tem todo tipo de gente no mundo. Uma amiga minha mandou esse relato, inspirada no outro Palhaço VP, narrado pela Ana. Como sempre dizemos, bom senso é luxo para poucos.
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Tinha até me esquecido de mandar esse episódio bizarro, mas quando li o post de 19 de maio, me inspirei a contar este fato!
Estávamos eu e meu namorado no restaurante de um amigo dele. Tínhamos acabado de almoçar, quando passa pela nossa mesa um conhecido dele. Eu já tinha cumprimentado o sujeito umas duas ou três vezes, mas até então não tinha sequer trocado mais do que um “boa tarde”.
Como a gente já estava de saída e o lugar estava cheio, falamos para que ele sentasse na nossa mesa. Mas o sujeito adora falar e logo engatou no papo. E pra não largar ele falando sozinho, acabamos ficando mais um pouco.
A conversa era só entre os dois e eu estava lá de mera figurante. Eis que de repente, o palhaço vira para mim e pergunta:
Palhaço – Com quantos anos você está?
Eu – 27. (???)
Palhaço – Porque o que eu vou te falar é muito sério! Se a gente não gostar da gente mesmo, ninguém vai...
Eu – (????)
Palhaço – A gente tem que se cuidar, você tá muito nova para estar desse jeito!
Eu – (!!!!)
Palhaço – Vou falar pra você a mesma coisa que eu falo para a minha filha: tem que emagrecer! Tem que fazer exercício, ir pra academia senão fica cheia de estria, toda flácida. Depois não tem mais volta. E tem que cuidar da alimentação também, não comer muito, não comer fritura. Veja eu, vou comer só isso aqui!
Eu – .... (olhando para o prato dele - lotado de carboidratos e gordura – e para a barriga dele, que denunciava que há muito ele não sabe nem o que é um lance de escada !)
Eu e meu namorado estávamos incrédulos, boquiabertos com o discurso faça-o-que-eu-digo-mas-não-faça-o-que-eu-faço e, pior, de uma pessoa que eu mal conheço. Estupefata, não sabia nem como reagir a tamanha grosseria. Acabei não falando nada.
E para finalizar com o falatório, a criatura ainda me solta uma pérola:
Palhaço – E eu não quero que você fique brava comigo não! Eu estou falando isso para o seu bem!
INACREDITÁVEL!
Eu saí de lá sem entender como é que uma pessoa é capaz de tanta falta de educação!! Sim, porque se ele acha que eu não estou em forma, se ele acha fulano feio e que cicrano se veste mal, tudo bem, é um direito dele. Mas daí a sair esfregando na cara dos outros os defeitos??? Daí já é demais! Eu também acho ele um velho bigodudo nojento e com o cabelo ensebado, mas nem por isso tenho o direito de agredir o palhaço com essas informações (verdadeiras).
Saí do restaurante meio sem rumo. Meu namorado comentou que também não tava acreditando naquele discurso todo – e pior, sem moral nenhuma! – e na falta de respeito com ele e comigo! Disse que só não falou nada por causa do dono do restaurante, porque o cara é um cliente em potencial, etc., etc. Concordei, até porque se ele fosse falar alguma coisa ia acabar se alterando.
Mas isso não é tudo, caras espectadoras!!! Eu achei que esse havia sido um fato isolado. Mas não!!! Em outra ocasião fiquei sabendo que ele VIVE FAZENDO ESSE TIPO DE COMENTÁRIO, com todas as mulheres, inclusive com a esposa do dono do restaurante (que, aliás, não tem nada de gorda)!!!
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