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terça-feira, 12 de agosto de 2008

"homem é facil de agradar: uma cerveja, um boquete e jogo de futebol e estamos felizes"

Pensou que ia morrer sem ler essa, né?
Pois é. A gente morre e não ouve/lê tudo!

Tá certo que a afirmação acima é meio senso-comum. Mas dita/escrita com orgulho (sic!) por uma espécie macho-alfa dá um certo medinho, não dá?

De onde eu tirei isso?

Huuuumm ... tem sempre aquele palhaço que adora ser palhaço. Enche o peito, veste o nariz vermelho e sai por aí gritando para todo mundo que é palhaço, que come mesmo e não liga, que é escroto mas come todo mundo e blá, blá. É como o cara ter chulé e achar lindo. Ou ter mais de 40, morar com a mãe e se achar incrível. Tudo é uma questão de auto-estima.

Esse palhaço fez contato via e-mail. Preservarei sua identidade porque isso aqui não é palhaçada, é um blog sério, de família e palhaço que é palhaço merece o anonimato.

Vejam como ele é ate bem humorado... reproduzo abaixo:

"Adorei um antigo casinho acho q querendo me dizer alguma coisa me mostrou esse blog e eu adorei confesso que vocês tem razão ..
Alguma coisa? Se eu fosse homem e me dessem esse blog para ler, acho que seriam muitas as mensagens a captar ...

Homem é tudo palhaço mesmo.. ahsudhaudhuahduahsuahda
Tenho meeeeedo dessa risada..

e sim cada história bizarra .. ahsduhaudhauha ... confesso q tb ja aprontei dessas mas como o Ivan disse eu sempre q posso aproveito pra comer alguem..
Sempre que posso? Aproveito?
Ivan?
Pára o mundo que eu quero descer...


tenho uma pergunta a fazer entao o que vocês mulheres querem cinceridade?
De preferência a gente quer Sinceridade.

olha quem é muito cincero passa por mau educado e não come niguem
Nem Confúcio me sairia com uma tão boa.
Sincero agora virou sinônimo de mau educado... huuumm .. fico pensando o que seria alguém de fato mau educado para o rapaz ... Diante de tamanha sabedoria fico eu aqui pensando: desde quando a sinceridade está diametralmente ligada a capacidade de um homem de fazer sexo? Ou seja, para conquistar alguém é preciso sempre mentir??
Tenho muito medo.

tipo aquela pergunta
essa é clássica...

amor vc acha q eu to gorda?
resposta
1 sim vc está
reação seu idota quem vc acha q é
te odeio acabo tudo
2 amor talvez um pouco
se insencivel meu anticoncepcional me incha e por isso estou assim
grosso
porco te odeio
3 nao amor vc está linda
Mentiroso safado
vc nao é cincero comigo te odeio
acabou tudo entre nós
4 nao amor mas eu estou e queria q vc me ajudasse numa dieta
seu porco
ta me chamando de gorda acha q eu nao sei
te odeio acabou tudo entre nós
mulher tb não é facil de agradar
tsc, tsc, tsc .. fico pensando nas conversas edificantes que o rapaz manteve com as moças com as quais manteve algum tipo de relação (sic!)... Mulher é fácil de agradar, amigão. Desde que você seja Sincero, afetuoso e saiba usar de forma correta substantivos, adjetivos e verbos.

mais uma
sim homem é facil de agradar
uma cerveja, um boquete e jogo de futebol e estamos felizes
Ui! Quero me casar com ele AGORA!

nao sei pq tem q ligar no outro dia
*sem comentários*

TA EU SOU UM PALHAÇO!!!!
Juuuuuuuuuuura?

É muita filosofia para uma tarde só.

Seria este o Palhaço Platão: cheio de frases de efeito, pensamentos profundos, mas chato de doer?

Opinem, please...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Palhaço banquinho

Para quem perdeu ou não viu os jornais de hoje, acho que nunca na história da humanidade (como diria nosso presidente..) a necessidade de fazer sexo (com qualquer coisa) foi tão forte
e tão patética.

Diretamente do G1:

Homem fica preso ao tentar fazer sexo com banco de metal

Solitário (jura???), ele tentou se aproveitar (o banco, por um acaso, iria resistir?) de buracos em objeto na praça.

Bombeiros de Hong Kong levaram a vítima - e o banco - para hospital.


Que situação constrangedora... (jura??????) Um morador de Hong Kong precisou chamar os bombeiros para se livrar de uma encrenca bizarra.

O cidadão, de 41 anos, estava solitário enquanto passeava pelo parque Lan Tian, na madrugada de quarta para quinta-feira (7). Foi quando ele teve a idéia (brilhante!) de fazer sexo com um banco de metal instalado no parque. Ele colocou seu membro em um dos buracos do banco e... acabou entalado.

Em pânico, ele chamou a polícia, que acionou o corpo de bombeiros local. Para retirá-lo, os paramédicos recomendaram que o banco fosse retirado do local.

A vítima precisou ser levada para o hospital ainda com o banco preso ao pênis.


Isso é que dá.
Não chama o banco para sair, não manda flores, não faz preliminar ..
Será que ele ia ligar no dia seguinte???

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Eu, leitora e empresária circense

Após saída nocturna agitada, a caminho do carro, eu e a minha amiga (empresárias circences) cruzamo-nos com dois palhaços desconhecidos que caminhavam ao nosso lado, cujo aspecto deixava muito a desejar - ou melhor palhacinhos pouco arrumados. Um deles dá início ao show:

Palhaço – Têm lume?
Nós – Não fumamos.
P – Ah, são Portuguesas - ele tenta continuar conversa…
N – Tendo em conta que estamos em Portugal, não compreendo a admiração - Palhaço ignorante, pensámos.
P – Isto por cá é uma colônia de Ingleses - Entenda-se este local, como lugar com grande afluência turística no verão.
N – ...
P – Estão por aqui de férias? - e o palhaço continua a tentar, o quê não sabemos…
N – Sim…
P – Estão melhor que nós pois estamos a trabalhar. Trabalhamos no Circo X, eu sou cozinheiro e ele serve à mesa. Posso saber por quanto tempo estão de férias? - ahhh o palhacinho falador pensa que nos vai levar pó Circo.
N – Por tempo indefinido.
P – Como se chamam? - Pergunta chave!
N – Empresária Circense 1 e Empresária Circense 2 - Alguns segundos de silêncio e o palhacinho 2 (Mudo) continuou sem falar.
P – Palhacinho Mudo, toma lá o cigarro que eu nem fumo.
Entreolhamo-nos
P – Têm mail?
N – Sim, mas não é para troca - talvez compreende-se que não tínhamos qualquer interesse nele, nem na sua conversa ou tentativa de engate.
P – Hmmm…Ok.

Nós (empresárias) iniciamos um diálogo, ignorando os palhacinhos, e quando estávamos a chegar ao nosso carro o palhaço diz, estupefacto: "E não querem deixar contacto nem nada?!".

Será que depois das nossas respostas e do desprezo enviado o desgraçado do Palhacinho ainda achava que ia trocar de contacto connosco??


Leitoras Ana e Filipa, correspondentes de Portugal
Palhaço Mãe Valéria de Oxossi*

Farei um relato rápido. Esse é um dos palhaços mais assíduos do blog. E não adianta eu ficar aqui me repetindo tentando explicar e/ou entender a imaginação masculina.

1. Amiga do blog conhece um palhaço incrível, leia-se gostoso toda vida, na pista.

2. É aquele palhaço que diz coisas incríveis, que é uptodate, super in, cool e outras gírias em
inglês.

3. Hora de sair da pista e ele dispara: "Vem comigo pra casa do meu amigo, onde estou
hospedado".

4. Huuummm ... Amiga do blog, 30+, solteira, livre, leve, solta, gat, bem-sucedida,
pede passagem e diz (bravamente, diga-se de passagem: o palhaço era um pitéu de mamãe):
"não, passo. falta-me idade pra encarar república de meninos".

5. Como toda mulher modernérrima que faz jus aos muitos sutiãs queimados em praça pública,
manda na lata: "porque você não vem comigo lá pra casa?".

6. Ele - oh! - diz que não e faz muxoxo (Aaaah ... os sinais!). Ele explica: "Viajo amanhã e tenho medo de perder o vôo. Já tô no esquema pra acordar lá na casa dos caras ..." e tira a imagem e deixa o som porque daí em diante é só blá, blá, blá ...

7. Mas mulher quando quer dar é terrível (e parece que os homens não sabem mais o que é isso). Amiga do blog INSISTIU: "Tenho despertador também e a verdade é que a gente nem precisa dormir...".

Obs da autora: quero ser assim quando crescer!

8. Diante desse direto de direita no queixo, você, leitor deste blog, você, macho-alfa, o que faria:

A) Agarraria amiga do blog ali mesmo e ali mesmo faria sexo com volúpia ímpar;

B) Pararia esse blá, blá, blá com um beijo caliente e ali mesmo faria um sexo selvagem;

C) Cut the bullshit and let's go have sex; ou

D) Daria uma resposta patética que seria como uma avalanche em Bariloche sobre a libido de
Amiga do blog?

Vejamos .. huuuummm .... como o blog sem chama Homem é Tudo Palhaço, quem apostou na opção D não ganhou nada, mas acertou.

Sintam o drama:

"Isso não vai dar certo. De manhã vou estar te comendo há mais de seis horas sem parar e eu vou acabar dormindo e vou perder o avião".

Silêncio .... Silêncio .... Silêncio ...

*Suspiro*

Começa pelo uso do gerúndio: porra, vou estar te comendo???? Dói. Segundo, que mané seis horas sem parar? É maratona de filme pornô isso? Ele realmente acha que as palavras valem mais que as ações. Ô cacete .. não quando se trata de sexo, né palhaço? Não adianta falar seis horas e não comer nem seis minutos!!!! E esse medinho de perder o avião? O aeroporto vai sair do lugar? Nunca mais vai ter vôo pro bruto??

Humpf! Francamente!


*Nota da autora:

Palhaço Mãe Valéria de Oxossi
: assim como a famosa mãe de santo carioca - que promete trazer a pessoa amada em três dias - esse palhaço promete. Promete noites tórridas, sexo inesquecível, drinks luxuosos em lugares exóticos, amor e paixão. Não em três dias. Pior: promete na hora. E pior ainda: nem precisa dormir ou ir ao banheiro para não cumprir. Variação de Palhaço Pândego.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

E quem paga a depilação?

Eu acho muito honesto homens que jogam limpo e dizem: "olha, querida, eu gosto de você, adoro conversar com você, mas quere mesmo é te comer". Zero de glamour, dez de objetividade. Estou citando esse exemplo à grosso modo para explicar que 1. há homens que são comedores, galantes, que te fazem propostas indecentes e ..bingo! Cumprem tais propostas.

O que me irrita, e irrita muitas mulheres em geral, são os tipos metidos a "comedor" que são dez de glamour e zero de objetividade e, consequentemente, zero de sexo.

Vejamos a história de E.

E. estava à tôa na vida, empurrando com a barriga um namoro que não tava bom. Sim, essa é uma história de adultério. E não me venham com o papo: "blá, blá, blá mereceu porque ia botar chifre no namorado". A questão aqui não é trair e coçar. É a incompetência de determinados tipos masculinos que se julgam .. huumm .. "comedores".

A história é longa e esqueci os detalhes. Mas bem resumidamente, depois de idas e vindas, e-mails e telefonemas os dois combinaram um "drink", ou seja, sexo, em dia devidamente agendado e documentado. Ela, uau!, correu para a depilação, fez barba, cabelo e bigode .. fez as unhas .. passou uma semana a base de sopa para ficar nos trinques, passou hoooooras escolhendo a roupa e, no dia marcado, estava radiante, sem pêlos, cheirosa e perfumada. A questão que se colocava é: eles tinham combinado o drink, o dia, mas não hora e local ... Well, que horas ligar? 14h é cedo .. 15h também ...

E. ligou às 18h. Caiu na caixa postal. Deixou recado. Esperou. Ligou às 19h30. Caixa postal. Ligou às 20h30 e desistiu. Foi beber com amigos.

No dia seguinte, às 17h ... ele ligou: "oi .. tudo bem .. foi mal ontem .. esqueci o telefone no carro".

Huuuummm .... em alguém momento ela queria dar e ele queria comer. E tudo foi combinado. E ela fez a maior produção. E ele .. esquece o telefone no carro????

Faça-me um favor. Uma perfomance nota zero, vergonhosa, um embaraço para a categoria masculina. E ligar no dia seguinte, de tarde, com essa desculpa esfarrapada ..

ô rapá .. seje hômi!

E agora, quem paga a depilação???

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Vovô-moleque - Parte II

Pois bem .. os palhaços com 40+ estão se revelando neste blog. Depois que a história do Palhaço Vovô-moleque ganhou o mundo, leitora A., simplesmente A., achou-me na vasta web e me relatou via e-mail seu drama.

Acompanhem:

Precisava ir ao ginecologista tratar desses probleminhas chatos que nós mulheres enfrentamos. Como minha médica estava viajando e o probleminha era um pouco urgente, resolvi seguir os conselhos de uma amiga: "ah, menina, vai no meu ginecologista, ele é ótimo".

Pois bem. Fui.

Logo que cheguei ele me elogiou:

Dr. Palhaço:


- você é uma das pacientes mais lindinhas que eu já tive.

Fiquei sem graça e sorri como agradecimento. Contei qual era o probleminha, ele me examinou, fez o preventivo, tal e coisa e coisa e tal, e na hora de prescrever os medicamentos, começou a falar sozinho, baixinho, mas eu ouvi, pq posso ser tudo nesse mundo, menos surda (ainda mais a 1m dele).

Dr. Palhaço:


- ah, se eu não fosse casado!

Na hora, fiquei gelada. Pensei cá comigo: vou fingir que nem ouvi. E assim procedi. Quando me levantei pra ir embora, ele arrodeou a mesa, e veio até mim. Tentou me abraçar e ainda passou a mão na minha bunda. Eu consegui sair do golpe do abraço que ele queria me dar, e ele falou:

Dr. Palhaço:


- calma querida, pra que o medo? Eu sou médico...

Eu respondi:

- isso mesmo, apenas médico.

E saí da sala. É cada uma que me aparece. Além de feio, gorducho e velho (deveria ter seus
50 anos), é casado e descarado. E quem disse a ele que se ele não fosse casado teria alguma chance? E o que tem haver o fato dele ser médico com "abraços" e assédios às pacientes? Às vezes eu acho que colei chiclete na cruz ou coisa parecida.


Nojento define?
Isso me lembra "Engraçadinha" do Nelson Rodrigues. Tinha um personagem dessa linhagem. Ginecologista de quinta, metido a canastrão. Não tem muito o que comentar, né? Além de palhaço é imundo por fazer isso no exercício da profissão. Nota 0.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Palhaço Vovô-moleque

Ela me ligou enfurecida.

"Narinha: vou entrar com uma ação por danos morais. Eu mereço!".

E merece mesmo. Essa é a história de F.P., minha amiga humilhada (não gosto dessa palavra, mas só essa mesmo vale uma ação de dano moral, né?).

Pequeno flahsback?

Vamos lá ..

F.P. foi a um matrimônio. E lá reencontrou o palhaço Vovô-garoto.

(Observação da autora: Palhaço Vovô-garoto é aquele cara que já passou dos 40, mas acha que tem 25.)

Ela e o palhaço se conhecem. Ela e o palhaço flertaram uma época. Mas não rolou. Viraram amigos de "oi, tudo bem? .. E aí? Beleza? Tchau ... kiss, kiss". Tipicamente carioca.

Aí chegou o matrimônio de amigos em comum e ele estava lá todo pimpão. Pimpão de champanhota. Pimpão de alegria. Tava que tava. E ó .. começou a flertar com ela de novo.
E ela, me confessou depois, estava meio travada, não queria beber muito, tava ali querendo-mas-não querendo ..

Ah! Os sinais ...

Mas ele tava todo pimpão, tem seu valor, é bonito, interessante e era só sorrisos .. ui! estavam flertando de novo. Ela queria ficar mais "soltinha" e bebeu duas taças. Foi lá falar com o pimpão. Sorrisos, simpatias mil, luxo e riqueza .. dancinha pra cá, dancinha pra lá e.... Gooooool!

Ficaram.

Ela observa: "ah! antes de ficarmos ele me apresentou toda a família dele que já estava indo embora do casamento. Não recebi olhares afáveis da mãe dele".

Ah! Os sinais ....

Beijinho pra lá, beijinho pra cá .. Pimpão foi ao toilete. F.P. ficou esperando. E as amigas vieram: "Oooooolha .. pegou o gatuno! Luuuuuuxo!!! Uau!!!". E F.P., agora, tinha ficado pimpona.

Opa .. mas peralá ..

(Observação da autora: leia o post abaixo como narrador de jogo de futebol)


Pimpão saiu do banheiro, driblou o garçom, passou pelo bar, sacou de uma nova taça de champanhe, tabelou com um amigo e correu para a grande área .. toca dali, toca daqui, sacou uma outra menina para dançar .. deu-se o empurra-empurra na grande área e .... Gooooooool!!

ELE FICOU COM OUTRA!

E F.P. completa: "vem cá ... eu não mereço uma ação por danos morais? O vovô-garoto, agora vovô-moleque, tá pensando que o casamento da amiga é o que? Micareta?!?! Fica comigo na frente das minhas amigas, faz o gênero .. tô ficando com você e depois pega outra na pista de dança?!?!?"

Mas por essa ele não esperava:

F.P. tem uma amiga com pomba gira de frente, que chamaremos de J. Pois bem .. J., de pomba gira recebida, foi até a pista, cutucou o Vovô-moleque e foi logo dizendo:

- ô rapá .. que história é essa de pegar a minha amiga e ficar com outra? que palhaçada é essa?

E aí foi a vez da segunda ficante saltar de bamba:

- Como assim ficou com outra?? Seu nojento!!!!!!!

Enquanto isso, F.P., que não é boba, já corria atrás de um advogado ...

Meninos e meninas, quais são as lições de hoje:

1. Casamento não é micareta;
2. Nem todo homem é o José Mayer que pode sair por aí pegando todo o elenco da novela das oito e todo mundo achar bonito. Se ficou com uma, contenha-se no seu quadrado;
3. Depois de uma certa idade, esse tipo de comportamento masculino deixa de ser infantil e se torna patético;
4. Culpar a bebida é inútil e;
5. Homem, além de não poder dormir, não pode ir ao banheiro.

domingo, 27 de julho de 2008

Drops HTP

Lembrei hoje quando há alguns anos, depois de apenas dois meses em um emprego avisei ao meu editor que ia embora, pois tinha recebido uma proposta melhor. Ele concordou que não daria para cobrir e me desejou boa sorte. Em seguida, se rendendo ao apelo da sua natureza circense, lamentou "Poxa, meu anjo. Você já vai embora e nem deu tempo da gente ter um caso".

Ele aquele tipo de homem que, se fosse parar sozinho comigo numa ilha deserta, eu me amigava com um coqueiro.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Palhaço Boquetudo
Amiga do blog conta que certa vez estava na casa do namorado bebendo vinho com ele e, algumas garrafas depois, o palhaço pediu um boquete. Quer dizer, “pediu” é modo de dizer: o artista insistiu, implorou, suplicou por um boquete, como todo palhaço faz. Pra isso, homem tem uma persistência incrível!

Bom, a amiga do blog disse que não, que estava bêbada já, que estava tonta e blábláblá Whiskas Sache. Mas o palhaço não desistia!

Aí, vencida pelo cansaço, nossa amiga chupou o palhaço. Quando ele estava quase láááá e já ia gozar... a amiga do blog VOMITOU no pau dele. Sim, amigos, ao invés da porra quente, o palhacinho sentiu o vômito quente escorrendo-lhe sobre o pau. E ficou com nojinho! Nossa amiga, bêbada e aliviada, respondeu calmamente: “Ah, vai lavar. Água lava tudo.”

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Palhaço magoadinho
Uma amiga do blog resolveu seguir as dicas das revistas “femininas” e não deu na primeira vez. De fato, o palhacinho ligou no dia seguinte e convidou-a para sair novamente. “Será que o segredo é mesmo regular a mixaria?”, pensou ela, surpresa.

Na segunda vez que o palhacinho falou em motel, o destino foi cruel com a amiga do blog: ela não tinha feito depilação. Como tinha valorizado o passe, não queria parecer uma ursa pro palhacinho e decidiu mais uma vez adiar a transa. Ia valer a pena! Ele ia ver!

Ledo engano. O palhacinho ficou chateadinho e tomou chá de sumiço.

Como ela sabia que estava devendo, ligou pro artista. Uma, duas, três vezes e nada dele atender. Ela se cansou da brincadeira e partiu pra outra.

Algum tempo depois, o palhaço fez novo contato. Papo vai, papo vem, sabe o que ele disse?

- Pois é, eu quis transar com você e você não quis. Agora eu estou namorando...

Ai, minha nossa senhora dos pentelhos compridos! Tente outra vez, querido, essa não colou. Claro que você estava sozinho e com o saco doendo ainda por não ter fodido uma única vez depois dos “nãos” da amiga do blog. Era melhor ter chamado logo a menina pra sair ao invés de querer sair por cima, se fazendo de gostoso, e esperando que ela tomasse a iniciativa de te dar mole. Fraco. Muito fraco, você.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eu, Leitora

O post de ontem me lembrou desse relato enviado por uma leitora. A moça resolveu arriscar e acabou perdendo a oportunidade. Não sou de frescura de "não dou na primeira noite", acredito que foda adiada é foda perdida, mas também não seria a última foda da minha vida e nem sempre vale a pena mesmo. Às vezes não estamos num bom dia ou não com vontade suficiente, sei lá. Às vezes é melhor ir pra casa lixar a unha do pé.

Divirtam-se com mais um palhacinho desmemoriado e mal-educado.


Trata-se de mais um palhacinho desmemoriado. O caso relatado aqui é uma típica palhaçada masculina e o palhaço em questão será chamado de PC. Entenda-se por PC, pau no c...

O PC e eu trabalhamos no mesmo lugar, mas sua existência nunca tinha chamado minha atenção até que certa vez houve um jantar da empresa. Durante a noite houve várias trocas de olhares e um clima de azaração pairava no ar. Precisei ir embora cedo e, ao menos para mim, a história tinha acabado ali.

Passados alguns dias, o PC inventou uma desculpa qualquer e foi até a minha sala. Lá chegando, tratou logo de puxar assuntos diversos e acabei convidando o bruto para ir a um showzinho que iria acontecer próximo ao circo onde ele reside. Foi um convite despretensioso, não esperava que ele fosse. Para minha surpresa, ele foi.

O show não estava muito legal e algumas amigas resolveram ir embora. Como eu estava de carona perguntaram se eu iria embora com elas. Prontamente o palhaço disse que me levaria em casa sem problemas. Quando chegamos no carro, ele perguntou se eu gostaria de ir a algum lugar, tomar algo, coisa e tal, respondi que não.

Depois de dirigir alguns quarteirões, o artista circense perguntou se eu gostaria de ir até sua casa para conhecer seu gatinho. Sabendo que se tratava de uma estratégia bem fraca para comer gente, aceitei o convite.

Chegando lá ele foi bem objetivo e me jogou no tatame, começou a sessão amasso. Como eu tinha consciência que não rolaria sexo naquele dia, tratei de me desvencilhar do palhaço com a promessa de uma próxima saída e com perspectivas de consumar o ato.

Combinamos então uma saidinha no sábado em uma sinucaria com alguns amigos meus. No dia combinado nos falamos e, como eu teria de ir a um chá de panela antes da sinuca, disse que ligaria para ele quando chegasse lá. Foi o que fiz, liguei três vezes em tempos diferentes e o celular do PC estava desligado. Nunca mais encontrei o cidadão, embora trabalhemos na mesma empresa.

terça-feira, 1 de julho de 2008

A clássica do palhaço que marca e não aparece
ou Foda adiada, foda perdida

Em mais uma parceria com A Noiva, minha companheira em empreitadas arriscadas, tomei um dos bolos mais bonitos da minha vida.

Foi numa sexta-feira de primavera no ano passado. Tava meio frio, mas como ia pra um lugar fechado, dava pra sair de vestidinho de alcinha. Botei um dos meus favoritos: o preto com detalhes em verde, subi em sandalhotas de salto e parti para certa casa de show da Lapa. Nem tava na intenção de caça, fui encontrar um casal de amigos para dançar quase possuída e expulsar os demônios. Algumas horas e muitas calorias queimadas, fui ao bar pegar outro chope. No caminho percebi um morenaço belzebu me olhando. Alto, braços fortes, olhos e cabelos pretos lisos, maxilar quadrado. Benza-Deus. É disso que o povo gosta! Do balcão do bar, vi que ele virou o pescoço e me acompanhou com o olhar. Passei por ele de novo na volta. Encarei rapidamente, sorri e desviei os olhos. Mirei meus amigos, fixei o olhar neles e segui sorriso blasé no rosto. Rá! Alguns minutos depois o caboclo veio se apresentar. Advogado, 29 anos, voz grave, educado, firme, mas gentil. Muito interessante. Nos pegamos rapidinho. Fofo, espirituoso, ele ainda por cima sambava! Assim eu caso! Tem coisa mais tesuda que homem que sabe dançar? Eu não conheço. Apresentei aos meus amigos e fui apresentada ao amigo dele. Lá pelas tantas ele ensaiou o número do construtor de castelos, mas cortei rapidinho e o bruto entendeu o recado. Quase no fim da noite confessou que tinha mentido a idade: tinha 24 anos, mas achou que se falasse a verdade eu não ia ficar com ele. Tolinho! Mentirinha perdoada.

Beijamos, rimos, sambamos e bebemos bastente até de manhã. Trocamos telefones, demos uns amassos, tudo ótimo, noite perfeita até então. Só saímos de lá quando desligaram o som. Fomos nos despedir e ele me chamou pra ir pra casa dele. Putz, eram seis horas da manhã de sábado e eu tava acordada desde às 8h de sexta. Tinha trabalhado o dia todo e sambado a noite toda. Tava acabada e com os pés inchados e enlameados. Cara, eu não ia dar no couro naquelas condições. Sem falar que o mancebo morava na Barra da Tijuca e távamos na Lapa: eu tava a três quadras de casa. Não ia me despencar pro outro lado da cidade, pra casa de um desconhecido, refém dele pra me trazer de volta, por mais gostoso que esse desconhecido fosse. Expliquei que tinha adorado conhecer ele, mas que tava cansada e talz. Lembrei que ele tinha meu telefone, que, se quisesse me ver de novo, podia me ligar outro dia e marcaríamos algo. Que seria melhor estando descansados, que poderíamos tomar um chope, conversar melhor e ficar mais íntimos. Tudo bem, ele concordou e me levou em casa. Demos uns amassos na portaria e subi, afinal já tava dia claro.

Acordei com o um SMS dele dizendo que tinha adorado me conhecer, que tinha chegado em casa e tava pensando em mim e blábláblá. Normal, até aí morreu neves, eles sempre mandam esse torpedinho clássico, acho que é uma das lições iniciais no curso introdutório às artes circenses. Sorri e dormi de novo. Acordei linda e alegre, apesar do sábado chuvoso. Eis que, no meio da tarde, ele me liga. Perguntou se eu queria sair à noite, se tava a fim de um programa mais tranquilo, disse que poderíamos nos encontrar na Lapa, tomar um chope, comer alguma coisa, conversar mais e nos conhecer melhor. Claro benhê, quero te conhecer muuuuuito mais e melhor. Tudo combinado. Passaram algumas horas e ele ligou de novo. O amigo da noite anterior ligou chamando pra tomar um chope, tava passando por uns problemas, não tinha companhia e não queria ficar em casa. Hmmm... Achei logo que ele ia cancelar, mas ao contrário, perguntou se eu não tinha uma amiga pra chamar e sairíamos os quatro, se eu não me importasse. Se me importasse ele dispensaria o amigo e manteria o combinado. Tão gentil, eu não ia mandar a real e dizer “Colé, tu quer me comer ou não? Teu amigo tu vê sempre, ele não é crescidinho pra arrumar mulher sozinho não?”. Concordei.

Liguei para A Noiva, minha companheira de empreitadas circenses. “Amiga, descolei dois bofes pra gente pegar hoje à noite. Conheci ontem, ele ligou chamando pra sair, mas depois disse que o amigo também vinha e pediu pra chamar uma amiga. Sou tua amiga, viu? Vou botar o caboclo na tua fita. Não, o amigo não é barango não, é pegável, mas se tu não gostar azar o teu. Tá tomando antibiótico pra garganta? Ah, tu que sabe, mas é só não encher a cara. Se eles forem chatos a gente vaza. Vou marcar nove horas e a gente vai pra pizzaria, formô? Então já é”.

Apesar do vento frio e da chuva fina, às 21h estávamos eu e A Noiva, lindas, loiras, japonesas, perfumadas e maquiadas, eu de vestido e ela de saia de bolinhas, sobre nossas sandalhotas charmosas e com casaquinhos emoldurando nossos belos ombros, sorridentes e falantes. Jacaré apareceu? Nem os palhaços.

****

Tá certo que tava chovendo e a Barra é longe. Tá certo que ele não sabia se eu ia dar, afinal, regulei a mixaria no dia anterior. Tá certo que o amigo dele não conhecia minha amiga. Tá certo que ele pode ter arrumado mulher melhor ou foda mais certa no caminho, mas porra, foi ele que ligou chamando pra sair. Custava ter mandado um SMS “Tive um imprevisto, não vou poder ir. Desculpe. Beijos”?

A Noiva, enrolada no seu casaquinho e quase tiritando de frio, resume a situação “amiga, acho que tomamos um bolo. Acho que esse filho da puta foi dar o cu e esqueceu da hora”.

“É amiga, tomamos toco. Duas mulheres tão lindas e maravilhosas como nós. Que absurdo. Bom, azar o deles, perdem mais do que a gente”. Nos conformamos com o desperdício de maquiagem e perfume, demos o braço e fomos dar pinta na rua. Logo encontramos um amigo nosso e contamos nosso infortúnio. Apesar de ser amigo de beber e não de comer, ele ficou indignado. “Porra, como é que os caras deixam vocês esperando? Fala sério. Por isso que depois vocês chamam a gente de palhaço”. Bebemos muita cerveja na tia, sentados em banquinhos na calçada, embaixo da marquise do posto de gasolina. Rimos e falamos bobagem. Depois eu e A Noiva fomos dormir bebinhas e felizes. Meses depois esse amigo também teve uma oportunidade no picadeiro, mas isso é assunto pra outro post. ;)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Retrospectiva 2007 - ano ímpar é bom até no circo

Sim, meus amigos, reconheço que andei negligenciando meu cirquinho. Quem lê meu blog pessoal sabe que estou mudando de emprego e por isso me enrolei da vida mais que o normal. Em compensação, vou ter essa semaninha de férias e pretendo blogar t-o-d-o-s os dias. Sim, isso mesmo, o circo vai pegar fogo. Sem contar que no meu novo emprego o horário será diferente e acho que terei mais tempo livre.

Mas se minha vida anda agitada e enrolada, com mudança de casa e emprego, a atividade circense no meu picadeiro anda calmíssima. Sorte minha e azar dos leitores, empreguei um palhaço, digo, prestador de serviço de talento humorístico moderado. Claro que ele ensaia um númerozinho de vez em quando, afinal é homem, mas nada que se possa chamar de “um espetáculo” e seja digno de nota. A vida é assim mesmo, dias de muito, véspera de pouco, diz o povo. Mas, seja como for, o circo não pode parar, então enquanto aguardamos o delanchar profissional do moço no atividade circense, resolvi fazer um revival. Se esse ano o negócio anda fraco, ano passado rodou foi palhaço no meu estabelecimento. De freelancers convictos à candidatos a carteira assinada e estabilidade, teve muito espetáculo.

No passado, eu chegava da pista e ligava o computador pra postar as palhaçadas fresquinhas, mas nisso me envolvi em um espetáculo premeditado, onde o artista também corria pra casa pra ler a repercussão de sua atuação. Ah, a vaidade... Bom, daí passei a não publicar de imediato as melhores histórias. Escrevo e guardo por um tempo. De vez em quando releio, reescrevo. Um dia publico, ou não. Algumas, de ineditismo e criatividade acima da média, me surpreendem tanto que acho pouca graça e nem escrevo. Sabe como é, no calor do momento, nem sempre compreendemos bem o espetáculo.

Daí essa maturação dos relatos é interessante por dois motivos, além de afastar artistas ermegentes, ansiosos pelo brilho dos holofotes a qualquer custo, torna o olhar mais agudo e imparcial. De longe podemos perceber melhor as nuances, avaliar e compreender a profundidade, o esforço empreendidos pelo artista para alcançar tal performance.

Pois então, que rufem os tambores. A Coleção 2007 – momentos inéditos chega ao picadeiro!
Espetáculo duplo: os palhaços atletas

Certo sábado no fim do ano passado tinha combinado com A Noiva uma incursão ao ensaio do Bangalafumenga na Fundição Progresso. Fauna e flora exuberante, ótimos espécimes da juventude bronzeada e criada a leite B, ambiente perfeito para recrutamento de novos funcionários ou candidatos a uma atuação em nossos luxuosos picadeiros. Tô eu, linda, loira e japonesa, de vestidinho e sandalhota, esperando minha comparsa enquanto observava a efervecência circense nas cercanias. Toca meu celular, era A Noiva. “Amiga, esquece o Banga e pode sair da fila: tem dois bofes esperando a gente na pizzaria. Tô indo aí te pegar”. Hein? Como assim? Minutos depois chega ela exuberante como sempre, maquiada e cheirosa: fazemos uma ótima dupla para empreitadas de prospecção de novos talentos circenses.

Mesmo sabendo que, se mantivessemos a programação, lograríamos êxito sem esforço concordei rapidinho. Afinal, no verão, ensaio do Banga tem todo sábado, já dois bofes nos esperando na pizzaria nem sempre tá garantido. E, como sempre digo, não tô fazendo nada mesmo, vou lá ver qual é. Como show do Banga é pra suar, eu havia apostado num visual quase pós-praia e não tinha caprichado no reboco. A Noiva, sempre prevenida, habilmente me passou uma rápida camada de massa corrida na cara. Claro, apenas para ressaltar minha beleza e brilho naturais antes de partimos para nossa pizzaria favorita.

No caminho ela explicou que um dos bofes era conhecido de outros carnavais, mas apesar de ainda não ter tido oportunidade de fazer uma entrevista longa e aplicar um teste de habilidades específicas, tinha praticamente certeza de que o rapaz tinha perfil adequado e conseguiria uma colocação na equipe dela. O outro era amigo e sócio dele. Ok, um blind date sempre tem seu valor e não se nega apoio a uma amiga numa situação dessas.

Os bofes eram atléticos e bem apessoados: cheirosos e trajando roupinhas descoladas, eram do tipo de palhaço bem criado pela mamãe. Apresentações feitas, sentamos eu e A Noiva uma em frente à outra, nas cadeiras da janela, e os bofes ao nosso lado. “Quatro chopes?”. Não, eu não bebo, disse o acompanhante dela ao pedir um suco de laranja. Mais educado e interessado em interagir, o meu fez a convessão de beber um guaraná diet. Vamos pedir uma pizza? Não, a gente jantou, disseram os palhaços, digo, rapazes. Ah, então tá, né? Quem mandou sair com atleta, mas quem sabe, papo vai, papo vem, eles não se mostram interessantes? Só que papo nem foi nem voltou, os brutos só falavam deles mesmos, de seu trabalho, de suas famílias, de seus umbigos, em torno dos quais girava o picadeiro. A Noiva e eu trocávamos olhares segurando o riso enquanto pedíamos ao garçom “Mais dois chopes, por favor”.

Távamos lá, nessa noite interessantíssima, sem saber se ríamos ou chorávamos, se dizíamos que íamos ao banheiro e corríamos pra Fundição quando, da janela, A Noiva reconhece Mendonça, descabelado, sentado no seu barril de chope de sempre, com sua tulipa na mão, bebericando na calçada do Antonios. Ela não teve dúvida “Tadinho, tá sozinho, vou chamar ele”. Prevendo a cena, eu já comecei a rir sozinha. Pândego, ao chegar ele pegou uma cadeira, pediu licença e sentou entre mim e meu acompanhante “Não tô atrapalhando nada não, né?”, disse rindo sadicamente. Dessa vez acertou, Mendonça. Para nossa alegria e redenção, ele nem esquentou a cadeira e começou a metralhar os caboclos. “Ih, vocês não bebem não, é? Saem com duas morenas dessas e tomam suco? Isso não é papel de macho? Ih, são atletas? Ah, sabia! São namorados, coisa de viado!”, foi só o início. Um dos palhaços riu amarelo “direto ele, né?”. Mendonça salvou a noite.

Conta paga, descemos e nos despedimos de Mendonça, que entrou num táxi rindo da nossa cara, satisfeito e esfuziante. Os brutos não perguntaram pra onde íamos ou se queríamos carona, apertaram nossas mãos (?!) e disseram “tchau”. Eu e A Noiva demos o braço e fomos andando pra casa.

- Que que aconteceu aqui, amiga?
- Não sei, mas foi estranho. Eles saíram da Barra da Tijuca pra vir até aqui pra tomar um suco de laranja e ir embora?
- Eles são mal educados, nem se ofereceram pra levar a gente embora. Aliás, nem perguntaram onde a gente morava e como ia embora. Ainda bem que encontramos Mendonça, pelo menos rimos um pouco.
- Puta que pariu, ele vai me zoar muito segunda-feira.

Nisso, já távamos na esquina de casa quando decidimos que a noite ainda não estava perdida, demos meia-volta e resolvemos ir pra tomar uma saideira na sinuca. Tamos paradas no sinal pra atravessar a rua e quem passa de carro? Os palhaços. E né que pararam?

- Tão perdidas aí?
- A gente vai tomar uma saideira na sinuca.
- Beleza, vamos com vocês.

Eu e ela nos olhamos entendendo menos ainda, mas.... quem sabe eles se arrependeram, né? Esperamos os brutos estacionarem na calçada e entramos os quatro. Dessa vez nem demos trela. Pegamos uma mesa e pedimos logo um balde de batata frita com queijo ralado, uma cerveja e quatro copos. Um deles se esquivou e voltou sugando seu guaraná pelo canudinho. “Não tinha light!”. Ah, que peninha! O outro ficou meio sem graça e fingiu que bicava o copo de cerveja.

Mas né que eles pareciam mais soltinhos agora? Um colou nela e o outro em mim e disseram que iam nos ensinar a jogar. Hummmm..... Entre uma lição e outra, até parecia que ia rolar alguma coisa. A Noiva, otimista toda vida, brasileira que não desiste nunca, sussurou “acho que eles são só tímidos”. E eu sou uma empada, com azeitona e tudo.

Pois é, meus amigos. Quando o dia clareou eu decretei que tava com sono e de jogar sinuca e tomar cerveja meu cu já tava ardendo. O palhaço que fingiu que bicava a cerveja, disse que tava até com dor de cabeça. O outro devia estar bebado de guaraná. Nos levaram em casa e até deram um beijinho de tchau. “A gente marca outro dia”. A gente quem, cara pálida?

No elevador eu minha companheira de infortúnio ríamos uma da cara da outra.
- Onde você achou essas peças não tinha mais não, né?
- Pior foi você que entrou na minha e veio sem nem conhecer os palhaços.
- Puta que pariu, não tô acostumada a ser tratada assim não! Fui humilhada!
- Fala sério, podem ser atletas sarados, mas aqueles palhaços não pegam mulher melhor que a gente não. Nós somos lindas, cheirosas, gostosas e inteligentes! Eles deviam era ter caído matando!
- Que que passa na cabeça deles? Pra que vieram até aqui? Pra tomar suco? Cara, será que eles são namorados mesmo? Porra, conheço eles há anos e nunca pareceu biba.
- Cara, acho que não são gays não, só não gostam de buceta. Devem tocar punheta se olhando no espelho, admirando o próprio abdome definido.

É amigos, é isso aí. Não preciso dizer que Mendonça espalhou para repartição inteira. Claro, como não tenho vergonha na cara, contei o desfecho da história pra ele, dei a Mendonça o gosto de tripudiar mais um pouco.

A Noiva contou que, de vez em quando, o caboclo liga pra ela “E aí, vamos tomar um chope?”. Claro, ouve “Pára de palhaçada, você não bebe chope. Vai tomar suco com seu amigo”.

domingo, 29 de junho de 2008

E o Microonderia, hein?

Ficamos em terceiro. Quem mandou vocês não votarem? Além de tudo palhaço, é tudo safado.