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quarta-feira, 25 de março de 2009

Eu, leitora e empresária circense

Venho de um casamento fracassado. Foram seis anos de uma união que terminou em separação. Mas isso é detalhe para outro post sobre palhaçadas. Estando na maior secura universal, quase dois anos sem nada (nada mesmo!), prestes a me internar em um convento, na maior urucubaca amorosa, finalmente conheci o "cara". Sabe aqueles que te pegam pela cabeça? Que sabe falar de religião à música, de família à política. De qual planeta esse cara veio? Nos conhecemos, rolou um clima, mas como estávamos em um bar rodeados de amigos, resolvemos marcar alguma coisa para outro dia.

No dia certo, távamos lá, frente à frente eu e o Palhacinho. Mas rolar mesmo, só foram alguns beijos e lá pelas duas horas da manhã. E que beijos... então até aí tudo bem. Pense no Picadeiro perfeito. O palhacinho tinha a pegada perfeita, o beijo perfeito, o olhar perfeito, um cheiro perfeito... tudo se encaixava.

Marcamos de nos ver no dia seguinte em um show da banda Nação Zumbi. Tinha tudo pra ser outro dia (ou noite) perfeita. Trocamos mensagens o dia todo. Era uma expectativa só. Soem os tambores que o show vai começar!

Quando o Palhacinho chega pra me pegar, qual a surpresa que tenho?? Ele chega com uma "amiga" a tiracolo. Chupa essa manga. Batam palmas pra ele: palhaço que é palhaço, anda com a assistente, certo? Como toda mulher compreensiva, tentei ignorar, até mesmo porque, qual a lógica de fazer um DR Casual?

De repente, no meio do show, não se dando por vencido, o bruto tentou tirar os holofotes da banda para ele mesmo: entrou em deprê (???). O artista circense conseguiu o inimaginável que é ter "depressão" no show da Banda Nação Zumbi.

Não entendendo NADA do que estava acontecendo, fomos embora (nunca se esqueçam da amiga ao lado). Na saída, já pergunto para onde vamos. Soem os tambores novamente para mais este espetáculo de resposta: Vou te deixar em casa.
Heim... hã... como assim??

Vejam se não é merecedor de mais palmas. Pensei cá com meus botões: qual parte do espetáculo que eu perdi?? Ok, nos despedimos (e a amiga lá), conversamos por alguns minutos (e a amiga lá), por fim soltei um "quando chegar em casa, me liga pra saber se chegou bem." Claro que sabia que isso não aconteceria, tanto que foi reprovado no teste.

Dia seguinte, mais perdida do que cão em dia de mudança, não entendendo nada do que havia acontecido na noite anterior, entro no meu Orkut e dou de cara com um depoimento do Palhaço: São 4:59 h da manhã (será que tentou usar a estratégia de Marketing de R$1,99? Por que não arredondou para 5 da manhã?), eu saí, estiquei (ah, sério??) e peço milhões de desculpas pelo meu surto de ontem (pensei que era só eu que havia percebido). Não sei o que aconteceu (eu sei, loucura se cura com tratamento certo), você é linda (jura??), maravilhosa (me conta alguma coisa que não sei), muito especial (posso trocar tudo isso por R$ 1? Dá mais lucro), mas não estou bem (pra isso existe terapia). Assim que melhorar eu te ligo (ok, quando o circo passar de novo pela cidade??).

Não é um espetáculo completo?! Digno de um Palhacinho com Transtorno Bipolar Maníaco Depressivo.


Leitora F.C.

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Comentário da blogueira: antes que digam "ele simplesmente não tava a fim de você, me contem, então, por que o caboclo chamou pra sair de novo no dia seguinte?

1 comentários:

CLÁUDIA ALVIM disse...

Ora! Porque homem é tudo palhaço!! kkkkkkkk