Palhaço muito sovina
Já que a história do Palhaço Sovina tá dando pano pra manga e tocando fogo no circo, aqui como no meu mundo estranho, resolvi continuar o assunto. Lembrei desse relato que recebi de uma leitora. Iria para a seção Eu, leitora e empresária circense, mas vou postar aqui na "semana temática dos sovinas".
Namorei um palhacinho, com carinha de homem-caseiro-pai-de-família, funcionário público de uma carreira legal, etc. Noivamos num belo dia. Como tínhamos compromisso, resolvi emprestar +/- 10 mil pilas a ele, pro bruto quitar uma dívida que gerava juros altos. Dias depois, resolvi terminar (por muitas questões), e o cara disse que não ia devolver o dinheiro pq era "indenização" dos gastos que eu havia dado a ele, inclusive gastos com as alianças!
Pra piorar a situação, ele mandou pra mim um balancete contábil relacionando gastos com jantar, aliança, gasolina, enfim, com todos os gastos que ele achou que eu tinha dado a ele, pode? Lógico que eu pirei! Depois ele devolveu o saldo teve "complacência" com alguns dos meus gastos, e só depois de outro tempo é que devolveu o restante... pode?
sábado, 29 de setembro de 2007
O circo tá pegando fogo
ou Pooooodres de famosas...
Abri a caixa postal do HTP hoje e levei um susto. Era um tal de gente querendo parceria, querendo trocar banner e link, querendo publicar texto nosso sei lá onde.
Descobri até que o HTP foi citado num tal dum mapa da blogosfera. Ai, como é chata essa vida de blogstar. Ai, ai. Fila para autógrafos à esquerda, por favor.
ou Pooooodres de famosas...
Abri a caixa postal do HTP hoje e levei um susto. Era um tal de gente querendo parceria, querendo trocar banner e link, querendo publicar texto nosso sei lá onde.
Descobri até que o HTP foi citado num tal dum mapa da blogosfera. Ai, como é chata essa vida de blogstar. Ai, ai. Fila para autógrafos à esquerda, por favor.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Palhaço sem graça
Uma amiga minha tava dando pinta num evento badalado, super cheio. Ela tinha ido a trabalho e precisava de movimentar no meio da galera, gostasse ou não. Ao passar por um grupinho, sem querer, pisou no pé de um palhaço. Educada e simpática, pediu desculpas. O palhaço, aproveitou a deixa para fazer seu número: "tem problema não, gordinha, pode pisar".
Muito bonita, de gorda ela não tem nada. Mais ainda, recentemente, emagreceu bastante por um problema pessoal. Ela é moça fina e bem educada, mas também é uma mulher de atitude, o que se pode chamar de "uma mulher de verdade". Olhou bem na cara do palhaço, se aproximou e disse no ouvido do bruto "vai tomar no cu". Virou e foi embora sem olhar para trás.
Uma amiga minha tava dando pinta num evento badalado, super cheio. Ela tinha ido a trabalho e precisava de movimentar no meio da galera, gostasse ou não. Ao passar por um grupinho, sem querer, pisou no pé de um palhaço. Educada e simpática, pediu desculpas. O palhaço, aproveitou a deixa para fazer seu número: "tem problema não, gordinha, pode pisar".
Muito bonita, de gorda ela não tem nada. Mais ainda, recentemente, emagreceu bastante por um problema pessoal. Ela é moça fina e bem educada, mas também é uma mulher de atitude, o que se pode chamar de "uma mulher de verdade". Olhou bem na cara do palhaço, se aproximou e disse no ouvido do bruto "vai tomar no cu". Virou e foi embora sem olhar para trás.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Eu, leitora e empresária circense
Contribuição da leitora J.A., variação do manjado número do palhaço casado. Lembrei que quando eu era casada, tinha um palhaço no prédio que dava em cima de mim direto. Ele bonitão, solteiro e relativamente amigo do meu palhaço-marido. Volta e meia eu chegava em casa e encontrava os dois conversando na portaria ou na garagem. Homem é tudo palhaço e o mundo é estranho. Claro que eu nem peguei nem contei pro meu ex-bofe.
Vizinho Palhaço
Mudei há dois meses para um novo prédio. Logo nos primeiros dias, cruzei com um vizinho gatinho na portaria. Nos encontramos outras vezes (corredores, elevador, portaria, caixa de correio) e sempre nos cumprimentávamos e conversávamos amenidades (será que vai chover? E o Flamengo, hein?). Até que um dia, uma sexta-feira, ele tomou a iniciativa e perguntou:
- Vai fazer o que hoje?
- Nada
- A gente podia sair, tomar um chope. Topa?
- Claro!
- A gente se encontra às 21h, aqui em baixo.
– OK.
Desmarquei um chope com uma amiga com a perspectiva de uma noite quente depois de um período de secura. Me arrumei e encontrei o gatinho na portaria. Dois beijinhos, entrei no carro dele e fomos descendo a rua. Papo vai, papo vem e começou a desgraça:
- Queria te falar uma coisa.
- Fala (PQP, vai dizer que é viado).
- É que sou casado.
- O QUE??
- Pô, mas não tem nada a ver...
- Peraí, você está me dizendo que é casado, que mora no mesmo prédio que eu com a sua esposa?
- É, mas não tem nada a ver...
- Acho melhor a gente voltar pra casa.
- Por isso que eu não queria te contar, sabia que você ia reagir assim.
- Você é casado, queria que eu reagisse como? Vamos voltar.
- Mas a gente não pode tomar um chope, se conhecer melhor...
- Não. Não vejo porquê a gente se conhecer melhor.
- Você está sendo muito radical.
Nesse momento, paramos em um sinal fechado. Tirei o cinto de segurança, abri a porta e voltei andando para casa.
O cara me expôs me dando mole na frente do porteiro e me fazendo entrar no carro na garagem do prédio em que ele mora com a mulher, e acha que sou muito radical. E se a mulher dele nos visse? E se alguém comentasse com ela? Eu, que nem sabia que ele era casado, corria o risco de tomar umas porradas. Se soubesse desde o início que ele era casado, não tinha nem dado bom dia.
Agora, estou doida para encontrá-lo no elevador com a digníssima esposa só para falar "sabia que já peguei um cara casado que mora nesse prédio" e vê-lo se cagar de medo de ser desmascarado.
Contribuição da leitora J.A., variação do manjado número do palhaço casado. Lembrei que quando eu era casada, tinha um palhaço no prédio que dava em cima de mim direto. Ele bonitão, solteiro e relativamente amigo do meu palhaço-marido. Volta e meia eu chegava em casa e encontrava os dois conversando na portaria ou na garagem. Homem é tudo palhaço e o mundo é estranho. Claro que eu nem peguei nem contei pro meu ex-bofe.
Vizinho Palhaço
Mudei há dois meses para um novo prédio. Logo nos primeiros dias, cruzei com um vizinho gatinho na portaria. Nos encontramos outras vezes (corredores, elevador, portaria, caixa de correio) e sempre nos cumprimentávamos e conversávamos amenidades (será que vai chover? E o Flamengo, hein?). Até que um dia, uma sexta-feira, ele tomou a iniciativa e perguntou:
- Vai fazer o que hoje?
- Nada
- A gente podia sair, tomar um chope. Topa?
- Claro!
- A gente se encontra às 21h, aqui em baixo.
– OK.
Desmarquei um chope com uma amiga com a perspectiva de uma noite quente depois de um período de secura. Me arrumei e encontrei o gatinho na portaria. Dois beijinhos, entrei no carro dele e fomos descendo a rua. Papo vai, papo vem e começou a desgraça:
- Queria te falar uma coisa.
- Fala (PQP, vai dizer que é viado).
- É que sou casado.
- O QUE??
- Pô, mas não tem nada a ver...
- Peraí, você está me dizendo que é casado, que mora no mesmo prédio que eu com a sua esposa?
- É, mas não tem nada a ver...
- Acho melhor a gente voltar pra casa.
- Por isso que eu não queria te contar, sabia que você ia reagir assim.
- Você é casado, queria que eu reagisse como? Vamos voltar.
- Mas a gente não pode tomar um chope, se conhecer melhor...
- Não. Não vejo porquê a gente se conhecer melhor.
- Você está sendo muito radical.
Nesse momento, paramos em um sinal fechado. Tirei o cinto de segurança, abri a porta e voltei andando para casa.
O cara me expôs me dando mole na frente do porteiro e me fazendo entrar no carro na garagem do prédio em que ele mora com a mulher, e acha que sou muito radical. E se a mulher dele nos visse? E se alguém comentasse com ela? Eu, que nem sabia que ele era casado, corria o risco de tomar umas porradas. Se soubesse desde o início que ele era casado, não tinha nem dado bom dia.
Agora, estou doida para encontrá-lo no elevador com a digníssima esposa só para falar "sabia que já peguei um cara casado que mora nesse prédio" e vê-lo se cagar de medo de ser desmascarado.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
A volta dos palhaços sovinas
Uma amiga e leitora contumaz mandou o relato abaixo. Os palhaços mão-de-vaca sempre presentes no circo...
Já encontrei muitos pãos-duros pela frente. Teve um economista que aceitou dividir a conta do nosso primeiro encontro – e olha que as cervejas e o petisco não chegaram a 30 reais. Teve um engenheiro, bem-sucedido e de quase quarenta anos, que reclamou quando pedi a ele que me EMPRESTASSE 5 reais na praia (o dinheiro que levei tinha acabado). Em compensação, contraditoriamente, os mais duros são os menos pão-duros - pagam o primeiro encontro mesmo quando ganham menos.
Bom, mas vamos à última palhaçada: Estava num grupo de amigos num bar com música ao vivo e fiquei com um amigo de uma amiga. Ele me propôs irmos ao boteco do lado tomar uma saideira, conversarmos com mais privacidade. Topei, tomamos cada um um chope, conversamos... tínhamos o mesmo gosto por comida japonesa, ele prometeu me levar a um japa que não conheço. Até que eu, que já estava muito cansada, sugeri pedirmos a conta e nos vermos outro dia.
A garçonete nem trouxe papel: "dois chopes, mais dez por cento, dá R$ 5,50!" E aí... Menina, tu acredita que ele, na maior cara de pau, colocou na mesa TRÊS reais? Fiquei tão surpresa que, por alguns segundos, não consegui disfarçar a cara de tacho...
Bem, refeita da surpresa, coloquei minha parte sobre a mesa. Ele ainda insistiu pra me levar em casa, mas nem pensar; saí de fininho de táxi.
Fiquei revoltada. Olha, eu sempre, SEMPRE me ofereço pra dividir a conta, nunca fiz o truque manjado de ir ao banheiro, mas aí também é demais, né? O cara querer dividir uma despesa de cinco e pouco reais?
Tudo bem que ele tá desempregado, mas é de classe média, mora em um bairro valorizado... Se tá zerado, fica em casa vendo Zorra Total! Depois disso já me ligou um monte de vezes propondo o japonês.... Tá bom! Se divide uma conta de cinco reais, na hora do japonês ele vai dizer que esqueceu a carteira e querer que eu morra em cem paus!
Uma amiga e leitora contumaz mandou o relato abaixo. Os palhaços mão-de-vaca sempre presentes no circo...
Já encontrei muitos pãos-duros pela frente. Teve um economista que aceitou dividir a conta do nosso primeiro encontro – e olha que as cervejas e o petisco não chegaram a 30 reais. Teve um engenheiro, bem-sucedido e de quase quarenta anos, que reclamou quando pedi a ele que me EMPRESTASSE 5 reais na praia (o dinheiro que levei tinha acabado). Em compensação, contraditoriamente, os mais duros são os menos pão-duros - pagam o primeiro encontro mesmo quando ganham menos.
Bom, mas vamos à última palhaçada: Estava num grupo de amigos num bar com música ao vivo e fiquei com um amigo de uma amiga. Ele me propôs irmos ao boteco do lado tomar uma saideira, conversarmos com mais privacidade. Topei, tomamos cada um um chope, conversamos... tínhamos o mesmo gosto por comida japonesa, ele prometeu me levar a um japa que não conheço. Até que eu, que já estava muito cansada, sugeri pedirmos a conta e nos vermos outro dia.
A garçonete nem trouxe papel: "dois chopes, mais dez por cento, dá R$ 5,50!" E aí... Menina, tu acredita que ele, na maior cara de pau, colocou na mesa TRÊS reais? Fiquei tão surpresa que, por alguns segundos, não consegui disfarçar a cara de tacho...
Bem, refeita da surpresa, coloquei minha parte sobre a mesa. Ele ainda insistiu pra me levar em casa, mas nem pensar; saí de fininho de táxi.
Fiquei revoltada. Olha, eu sempre, SEMPRE me ofereço pra dividir a conta, nunca fiz o truque manjado de ir ao banheiro, mas aí também é demais, né? O cara querer dividir uma despesa de cinco e pouco reais?
Tudo bem que ele tá desempregado, mas é de classe média, mora em um bairro valorizado... Se tá zerado, fica em casa vendo Zorra Total! Depois disso já me ligou um monte de vezes propondo o japonês.... Tá bom! Se divide uma conta de cinco reais, na hora do japonês ele vai dizer que esqueceu a carteira e querer que eu morra em cem paus!
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
A nova do Palhaço Clássico
Compromissos profissionais me levaram novamente ao escritório do Palhaço Clássico, o meu entrevistado hermético. Além de parcimonioso com as informações, o bruto é quase-hiperativo. Tipo, pra explicar o que eu preciso para o texto é um custo, mas pra pular de assunto em assunto não relacionado à entrevista é um azougue. Para piorar, são dois celulares e um telefone fixo tocando o tempo todo e o skype piscando no monitor.
Eis que tô lá, na função de repórti, tentando extrair umas palavras do bruto que não parava quieto e quando ele atende outra ligação. "Fala logo, tô numa reunião. Tô com a repórter aqui. É, repórter, jornalista, pra mim é tudo mesma coisa". Me olha com risinho. Ai, que espirituoso, hein?! "Cara, tô ocupado, depois a gente conversa". Gargalhada. Me olha e estende o celular. "Vê se eu posso levar esse cara a sério? Tá perguntando se você é gatinha!".
Respondi ao outro palhaço, o interlocutor anônimo, "Não, não sou gatinha, sou muito feia, baranga mesmo". A entrevista seguiu e consegui o que precisava.
Compromissos profissionais me levaram novamente ao escritório do Palhaço Clássico, o meu entrevistado hermético. Além de parcimonioso com as informações, o bruto é quase-hiperativo. Tipo, pra explicar o que eu preciso para o texto é um custo, mas pra pular de assunto em assunto não relacionado à entrevista é um azougue. Para piorar, são dois celulares e um telefone fixo tocando o tempo todo e o skype piscando no monitor.
Eis que tô lá, na função de repórti, tentando extrair umas palavras do bruto que não parava quieto e quando ele atende outra ligação. "Fala logo, tô numa reunião. Tô com a repórter aqui. É, repórter, jornalista, pra mim é tudo mesma coisa". Me olha com risinho. Ai, que espirituoso, hein?! "Cara, tô ocupado, depois a gente conversa". Gargalhada. Me olha e estende o celular. "Vê se eu posso levar esse cara a sério? Tá perguntando se você é gatinha!".
Respondi ao outro palhaço, o interlocutor anônimo, "Não, não sou gatinha, sou muito feia, baranga mesmo". A entrevista seguiu e consegui o que precisava.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Palhaço clássico
Ontem, estava eu exercendo minha profissão e tentando extrair informações de um entrevistado, digamos, hermético. Tô lá, me fazendo de simpática, emplacando uma sociabilidade, fazendo amizade pra ver se o bruto desembuchava. Tamos lá, intercalando perguntas objetivas e amenidades quando toca o celular dele. Depois de um blábláblá com algum cálega circense, ele manda "e o casório, sai ou não sai?". Parece que o palhaço do outro lado da linha fez o número do palhaço oprimido pela dona de circo dominadora. "Ah, fica noivo que você ganha um tempo, eu fiz isso".
Depois de desligar ele comentou comigo "ah, esse meu amigo namora há 10 anos, antes dizia que não casava porque não tinha dinheiro, mas agora virou diretor da empresa, não tem mais desculpa, a namorada encostou ele na parede. Falei pra ficar noivo e enrolar mais um pouco". Pois é, dileta audiência, sou meio burrinha, por isso não entendo. Se uma criatura não quer casar porque finge que quer? Se tem um relacionamento de 10 anos, porque não casa? Para que "ganhar tempo"? Hmmmm.....será que é porque é palhaço?
Não contente como número de abertura, meu entrevistado caladão para assuntos profissionais, porém falante para assuntos circenses, me olha com certo sarcasmo e dispara "Você é casada?".
– Já fui.
– Quanto tempo?
– Ah, quase 10 anos...
– E separou? Por quê?!
Quem visse a cara que ele fez sem ouvir a conversar acharia que eu tinha confessado que trepava com cadáveres.
– Ah, separei porque separei, venceu o prazo de validade, entojei.
– Mas você teve filhos?
– Não, felizmente.
– Ahhhhhh.... então foi por isso que separou! Tinha que ter tido filhos. Se tivesse tido filho não tinha separado! Filho é a melhor coisa, você não separar! Eu tenho um bebê....
Pois é amigos, pois é. No universo circense dele eu estaria melhor hoje se estivesse casada com o traste do meu ex-marido e com uns dois ou três moleques remelentos grudados na barra da minha saia. Não importa que eu não tenha pendor para a maternidade, não importa que meu marido fosse um traste, não importa que eu não gostasse mais dele (e provavelmente ele de mim) e que nós quase nos odiássemos. Importa que a instituição do matrimônio teria sido preservada e a perpetuação da espécie (circense) teria sido garantida!
Como sempre digo... o mundo é estranho.
Ontem, estava eu exercendo minha profissão e tentando extrair informações de um entrevistado, digamos, hermético. Tô lá, me fazendo de simpática, emplacando uma sociabilidade, fazendo amizade pra ver se o bruto desembuchava. Tamos lá, intercalando perguntas objetivas e amenidades quando toca o celular dele. Depois de um blábláblá com algum cálega circense, ele manda "e o casório, sai ou não sai?". Parece que o palhaço do outro lado da linha fez o número do palhaço oprimido pela dona de circo dominadora. "Ah, fica noivo que você ganha um tempo, eu fiz isso".
Depois de desligar ele comentou comigo "ah, esse meu amigo namora há 10 anos, antes dizia que não casava porque não tinha dinheiro, mas agora virou diretor da empresa, não tem mais desculpa, a namorada encostou ele na parede. Falei pra ficar noivo e enrolar mais um pouco". Pois é, dileta audiência, sou meio burrinha, por isso não entendo. Se uma criatura não quer casar porque finge que quer? Se tem um relacionamento de 10 anos, porque não casa? Para que "ganhar tempo"? Hmmmm.....será que é porque é palhaço?
Não contente como número de abertura, meu entrevistado caladão para assuntos profissionais, porém falante para assuntos circenses, me olha com certo sarcasmo e dispara "Você é casada?".
– Já fui.
– Quanto tempo?
– Ah, quase 10 anos...
– E separou? Por quê?!
Quem visse a cara que ele fez sem ouvir a conversar acharia que eu tinha confessado que trepava com cadáveres.
– Ah, separei porque separei, venceu o prazo de validade, entojei.
– Mas você teve filhos?
– Não, felizmente.
– Ahhhhhh.... então foi por isso que separou! Tinha que ter tido filhos. Se tivesse tido filho não tinha separado! Filho é a melhor coisa, você não separar! Eu tenho um bebê....
Pois é amigos, pois é. No universo circense dele eu estaria melhor hoje se estivesse casada com o traste do meu ex-marido e com uns dois ou três moleques remelentos grudados na barra da minha saia. Não importa que eu não tenha pendor para a maternidade, não importa que meu marido fosse um traste, não importa que eu não gostasse mais dele (e provavelmente ele de mim) e que nós quase nos odiássemos. Importa que a instituição do matrimônio teria sido preservada e a perpetuação da espécie (circense) teria sido garantida!
Como sempre digo... o mundo é estranho.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Palhaço mamãe
Uma amiga de repartição me relatou esta pérola do cancioneiro palhaço.
Acompanhem:
Fui para a boate de sempre, esperando encontrar a galera rock em botafogo. Cheguei no local com estilo, escaneando os possíveis gatinhos. Sei que eu tava mega bêbada, consciência crítica zero, quando na pista dancei com um carinha muito simpático, feliz e sorridente.
Nos divertimos muito (e como todo bêbado, não lembro do conteúdo de nada) e resolvi levá-lo pra minha casa. Afinal, tava bêbada mesmo e não estou na vida à passeio. O sol já dava os primeiros sinais de vida quando, ufa!, começamos os trabalhos. Mão naquilo, aquilo na mão, um fogo, e ... toca o celular dele!!!!
Mas a essa hora?
Quem será?
A namorada?
A ex-namorada?
Não, mil vezes não.
Piooooooooor ...
Ele avisa: é a mamãe (dele, claro).
- Oi mãe. Tô indo, tá. Tá. Pode deixar. Já tô indo. Beijos.
E o rapaz interrompeu a partida, pulou da cama já avisando que tinha que ir e eu, naquela si-tu-a-ção, ouvindo o lenga-lenga de que ele tinha que ir embora.
Rá! Dane-se.
Boa sorte, amigo!
E ele, como um palhacinho educado pela mãe, pediu telefone, saiu dando beijinho.
E eu dei. O telefone, né? E só.
Passou um tempo...
Uma semana depois, noite de sábado, eu estava na casa da minha mãe, em OUTRA cidade, já dormindinha, afinal eram 4h45. Eis que toca o meu telefone. E quem era? O palhaço neném da mamãe.
- Oi, aqui é fulano... tava dormindo?
Demorei um pouco para reconhecer a voz...
- Pô, tô saindo da boate.... posso ir pra ai??
- Amigo, deixa eu te falar... n-ã-o. Boa noite.
Qué isso, gente?
Uma semana depois, o palhaço me liga às 4h45 achando que eu ainda estava em casa, na posição pré-coito, esperando o palhaço ver mamãe e voltar?
O que ele disse quando saiu de casa: olha só mãe, vou dormir na casa de um amiguinho meu, não me liga tá.
Não duvido, cara amiga.
Agora... quem é que liga pra alguém às 4h45?
Vem cá... quem é que liga pra alguém que você devia ter comido - e não comeu - porque mamy ligou?
Ele devia era ter vergonha ou ao menos ligar no dia seguinte para dar no couro e limpar a barra.
Será que mamãe não educou o palhaço?
É muita cara de pau...
Uma amiga de repartição me relatou esta pérola do cancioneiro palhaço.
Acompanhem:
Fui para a boate de sempre, esperando encontrar a galera rock em botafogo. Cheguei no local com estilo, escaneando os possíveis gatinhos. Sei que eu tava mega bêbada, consciência crítica zero, quando na pista dancei com um carinha muito simpático, feliz e sorridente.
Nos divertimos muito (e como todo bêbado, não lembro do conteúdo de nada) e resolvi levá-lo pra minha casa. Afinal, tava bêbada mesmo e não estou na vida à passeio. O sol já dava os primeiros sinais de vida quando, ufa!, começamos os trabalhos. Mão naquilo, aquilo na mão, um fogo, e ... toca o celular dele!!!!
Mas a essa hora?
Quem será?
A namorada?
A ex-namorada?
Não, mil vezes não.
Piooooooooor ...
Ele avisa: é a mamãe (dele, claro).
- Oi mãe. Tô indo, tá. Tá. Pode deixar. Já tô indo. Beijos.
E o rapaz interrompeu a partida, pulou da cama já avisando que tinha que ir e eu, naquela si-tu-a-ção, ouvindo o lenga-lenga de que ele tinha que ir embora.
Rá! Dane-se.
Boa sorte, amigo!
E ele, como um palhacinho educado pela mãe, pediu telefone, saiu dando beijinho.
E eu dei. O telefone, né? E só.
Passou um tempo...
Uma semana depois, noite de sábado, eu estava na casa da minha mãe, em OUTRA cidade, já dormindinha, afinal eram 4h45. Eis que toca o meu telefone. E quem era? O palhaço neném da mamãe.
- Oi, aqui é fulano... tava dormindo?
Demorei um pouco para reconhecer a voz...
- Pô, tô saindo da boate.... posso ir pra ai??
- Amigo, deixa eu te falar... n-ã-o. Boa noite.
Qué isso, gente?
Uma semana depois, o palhaço me liga às 4h45 achando que eu ainda estava em casa, na posição pré-coito, esperando o palhaço ver mamãe e voltar?
O que ele disse quando saiu de casa: olha só mãe, vou dormir na casa de um amiguinho meu, não me liga tá.
Não duvido, cara amiga.
Agora... quem é que liga pra alguém às 4h45?
Vem cá... quem é que liga pra alguém que você devia ter comido - e não comeu - porque mamy ligou?
Ele devia era ter vergonha ou ao menos ligar no dia seguinte para dar no couro e limpar a barra.
Será que mamãe não educou o palhaço?
É muita cara de pau...
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Fresquinha...
Hoje de manhã tava andando na rua de mãos dadas com a minha irmã. Andamos assim desde crianças e, pra nós, é natural - a gente nem repara. Ela não tava se sentindo bem e ia ao médico. Resolvi ir com ela e depois seguiria para meu trabalho. Tamos chegando na clínica quando vem em nossa direção um palhaço obtuso, em todos os sentidos: um macróbio protuso, como diria meu falecido tio, um velho barrigudo escroto, como diria minha mãe.
O palhaço anão pançudo veio chegando tão perto que achei que ele ia nos trombar pra passar entre nós duas. No que chegou bem perto estacou e, olhar lânguido, sussurrou "tá faltando só eu aí no meio".
Minha irmã, mais debochada que eu, a despeito do piriri que a maltratava, me olhou com olhar incrédulo e não segurou a gargalhada. Acompanhei. Restou ao sequioso palhaço barril ir embora sem olhar para trás.
Hoje de manhã tava andando na rua de mãos dadas com a minha irmã. Andamos assim desde crianças e, pra nós, é natural - a gente nem repara. Ela não tava se sentindo bem e ia ao médico. Resolvi ir com ela e depois seguiria para meu trabalho. Tamos chegando na clínica quando vem em nossa direção um palhaço obtuso, em todos os sentidos: um macróbio protuso, como diria meu falecido tio, um velho barrigudo escroto, como diria minha mãe.
O palhaço anão pançudo veio chegando tão perto que achei que ele ia nos trombar pra passar entre nós duas. No que chegou bem perto estacou e, olhar lânguido, sussurrou "tá faltando só eu aí no meio".
Minha irmã, mais debochada que eu, a despeito do piriri que a maltratava, me olhou com olhar incrédulo e não segurou a gargalhada. Acompanhei. Restou ao sequioso palhaço barril ir embora sem olhar para trás.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Biba Palhaça
Sábado passado fui a uma festa em um agradável cafofo sórdido. Era um ambiente quase "família", tipo aniversário de um amigo, a galera da faculdade, quase todo mundo conhecido. Tô eu saindo do banheiro e um negão alto e magro, do tipo que faria uma outra dona do circo salivar, me dá uma espécie de gravata, me prende como braço em volta do meu pescoço e sussura no meu ouvido "ah, se eu fosse homem". Então tá, né?
Sábado passado fui a uma festa em um agradável cafofo sórdido. Era um ambiente quase "família", tipo aniversário de um amigo, a galera da faculdade, quase todo mundo conhecido. Tô eu saindo do banheiro e um negão alto e magro, do tipo que faria uma outra dona do circo salivar, me dá uma espécie de gravata, me prende como braço em volta do meu pescoço e sussura no meu ouvido "ah, se eu fosse homem". Então tá, né?
Circo movimentado
Depois do espetáculo da Biba Palhaça na saída do banheiro, voltei contando pra todo mundo. Meu amigo que era DJ da festa achou emblemático: como todo machista, ele acha que os caras de quem eu conto palhaçadas são todos viados. Ah, claro, babe.
Resolvi ir ao bar e quem eu vejo? O palhaço espeleólogo! O bruto tava com mais quatro comparsas entojando o balcão e atrapalhando que os outros convivas pegassem bebida. Ele sorriu pra mim e eu gingi que não conhecia. Bom, quase um ano depois, digamos que ele tá com o cabelo mais comprido e uns 10kg mais gordo. Voltei de novo pro grupo dos meus amigos contando "adivinha quemtá ai? O cara que quis enfiar o dedo no meu nariz!". Todo mundo "cadê, cadê?". Mostrei sem a menor cerimônia, mas avisei "ele era mais magro quando eu peguei". Ele até que tava bem vestidinho e é bonitinho, pele branca como o leite, tez alva imaculada e olhos verdes. Não chegava a fazer vergonha, eu nem disse "ô, peguei mas tava bêêêbada".
Toda vez que me virava ele tava por perto, me olhando com cara de semi-idiota semi-sorridente. Eis que passa mais tempinho, tomo mais umas cervejotas e quem vem com a patota do circo dançar ao nosso lado? O espeleólogo, é claro. Virei pro lado pra evitar a visão grotesca dele e dos cáleguinhas fazendo coreografias. Mendonça comenta "olha que bando de ridículos". Eu, terrível: já peguei o de azul, ele enfiou o dedo no meu nariz. Bêbado, às 3h da manhã foi o melhor buraco que ele imaginou pra enfiar o dedo". Medonça arregalou os olhões - ele, enquanto palhaço clássico, também acha que os palhaços são todos uns viados enrustidos.
A sra. Medonça ficou encafifada. "Que estranho! ele não pára de te olhar, mas não vem falar contigo". Bom, algum bom senso resta ao rapaz, devia desconfiar que, se viesse falar comigo, ia tomar toco.
Depois do espetáculo da Biba Palhaça na saída do banheiro, voltei contando pra todo mundo. Meu amigo que era DJ da festa achou emblemático: como todo machista, ele acha que os caras de quem eu conto palhaçadas são todos viados. Ah, claro, babe.
Resolvi ir ao bar e quem eu vejo? O palhaço espeleólogo! O bruto tava com mais quatro comparsas entojando o balcão e atrapalhando que os outros convivas pegassem bebida. Ele sorriu pra mim e eu gingi que não conhecia. Bom, quase um ano depois, digamos que ele tá com o cabelo mais comprido e uns 10kg mais gordo. Voltei de novo pro grupo dos meus amigos contando "adivinha quemtá ai? O cara que quis enfiar o dedo no meu nariz!". Todo mundo "cadê, cadê?". Mostrei sem a menor cerimônia, mas avisei "ele era mais magro quando eu peguei". Ele até que tava bem vestidinho e é bonitinho, pele branca como o leite, tez alva imaculada e olhos verdes. Não chegava a fazer vergonha, eu nem disse "ô, peguei mas tava bêêêbada".
Toda vez que me virava ele tava por perto, me olhando com cara de semi-idiota semi-sorridente. Eis que passa mais tempinho, tomo mais umas cervejotas e quem vem com a patota do circo dançar ao nosso lado? O espeleólogo, é claro. Virei pro lado pra evitar a visão grotesca dele e dos cáleguinhas fazendo coreografias. Mendonça comenta "olha que bando de ridículos". Eu, terrível: já peguei o de azul, ele enfiou o dedo no meu nariz. Bêbado, às 3h da manhã foi o melhor buraco que ele imaginou pra enfiar o dedo". Medonça arregalou os olhões - ele, enquanto palhaço clássico, também acha que os palhaços são todos uns viados enrustidos.
A sra. Medonça ficou encafifada. "Que estranho! ele não pára de te olhar, mas não vem falar contigo". Bom, algum bom senso resta ao rapaz, devia desconfiar que, se viesse falar comigo, ia tomar toco.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Mundo cruel
Fernanda vai direto pro céu. Ela é uma boa menina e dá atenção a qualquer um que chegue pra falar com ela na night. O cara pode usar pochete, ser vesgo, ter espinha, dente torto e cêce que Fernanda põe seu melhor sorriso, revira os olhinhos e explica pausadamente que não vai ficar com ele nem por um caralho de ouro cravejado de brilhantes. Tudo na maior delicadeza pra não magoar o rapaz.
Fernanda diz que faz isso porque tem pena dos caras. Ela acha que eles já têm a "obrigação" de chegar junto, então, manera no fora porque compreende como deve ser difícil estar na situação deles.
Eu quero que eles se foooooooooooodam! Que tomem muuuuuuuuuuuitos tocos! Se eles ficam com a parte chata do processo de conquista, eu não tenho nada com isso. Não fui eu que inventei essa "regra de conduta". Além do mais, pago muito mais caro por viver nesse mundo machista. Fazer a "dança do acasalamento" é muito mais simples que ter que aturar roçada indesejada no metrô cheio, ouvir baixaria de desconhecido na rua, ganhar menos e ralar mais, não poder abortar, apanhar de marido e pai, ser estuprada e quando vai à delegacia escutar: "mas o que você fez pra ele te bater?" ou "que roupa você estava usando?", como se a mulher sempre "desse motivo" pra apanhar ou ser estuprada. Levar toco é pouco.
Fernanda vai direto pro céu. Ela é uma boa menina e dá atenção a qualquer um que chegue pra falar com ela na night. O cara pode usar pochete, ser vesgo, ter espinha, dente torto e cêce que Fernanda põe seu melhor sorriso, revira os olhinhos e explica pausadamente que não vai ficar com ele nem por um caralho de ouro cravejado de brilhantes. Tudo na maior delicadeza pra não magoar o rapaz.
Fernanda diz que faz isso porque tem pena dos caras. Ela acha que eles já têm a "obrigação" de chegar junto, então, manera no fora porque compreende como deve ser difícil estar na situação deles.
Eu quero que eles se foooooooooooodam! Que tomem muuuuuuuuuuuitos tocos! Se eles ficam com a parte chata do processo de conquista, eu não tenho nada com isso. Não fui eu que inventei essa "regra de conduta". Além do mais, pago muito mais caro por viver nesse mundo machista. Fazer a "dança do acasalamento" é muito mais simples que ter que aturar roçada indesejada no metrô cheio, ouvir baixaria de desconhecido na rua, ganhar menos e ralar mais, não poder abortar, apanhar de marido e pai, ser estuprada e quando vai à delegacia escutar: "mas o que você fez pra ele te bater?" ou "que roupa você estava usando?", como se a mulher sempre "desse motivo" pra apanhar ou ser estuprada. Levar toco é pouco.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
A dura volta à função
Uma amiga recém-separada nos envia o relato de sua primeira incursão na pista.
Claro, não que ela não tivesse se aposentado como de Dona de Circo, afinal se o marido não fosse palhaço, hoje não seria ex. Ou melhor dizendo, se o ex-marido não fosse palhaço não era homem, mas enfim. Bem, sabe como é... a gente assina carteira de palhaço, dá estabilidade no emprego e acaba se acostumando com a falta de produtividade, com as atuações cada vez mais sem graça... é a vida. Depois quando abre processo seletivo pra ocupar o cargo de Palhaço Privativo ou, no mínimo, estrela da companhia circense esquece como alguns têm talento tão pífio.
Vamos ao relato da moça:
...Acabei de me separar e estou de volta à "vida fácil", tenho tido alguma dificuldade em me adaptar às palhaçadas. Sabe como é, os meninos estão sempre criando novos espetáculos e a gente se desatualiza. Mas achei que eu tinha que compartilhar isso com vcs...
Que saudade dos tempos em que os homens começavam uma cantada com o tradicional "oi, tudo bem?". Afinal, bom humor é um atributo muito louvável, mas pra quem efetivamente tem talento...
Bom, fiz a grand reentreé na vida de solteira numa badalada casa de samba. Eu já sabia que o esquema era um tanto ou quanto faroeste, mas duas "cantadas" foram especiais.
1 - O palhaço vem passando e segura no meu braço (já começou mal). Chega perto do ouvido e fala:
- UM, SETE!
O que será que ele esperava ouvir? Bingo?
2 - O palhaço faz aquela cara de babão e fala:
- Essa sua pintinha no canto da boca é um tesão.
- É câncer.
Uma amiga recém-separada nos envia o relato de sua primeira incursão na pista.
Claro, não que ela não tivesse se aposentado como de Dona de Circo, afinal se o marido não fosse palhaço, hoje não seria ex. Ou melhor dizendo, se o ex-marido não fosse palhaço não era homem, mas enfim. Bem, sabe como é... a gente assina carteira de palhaço, dá estabilidade no emprego e acaba se acostumando com a falta de produtividade, com as atuações cada vez mais sem graça... é a vida. Depois quando abre processo seletivo pra ocupar o cargo de Palhaço Privativo ou, no mínimo, estrela da companhia circense esquece como alguns têm talento tão pífio.
Vamos ao relato da moça:
...Acabei de me separar e estou de volta à "vida fácil", tenho tido alguma dificuldade em me adaptar às palhaçadas. Sabe como é, os meninos estão sempre criando novos espetáculos e a gente se desatualiza. Mas achei que eu tinha que compartilhar isso com vcs...
Que saudade dos tempos em que os homens começavam uma cantada com o tradicional "oi, tudo bem?". Afinal, bom humor é um atributo muito louvável, mas pra quem efetivamente tem talento...
Bom, fiz a grand reentreé na vida de solteira numa badalada casa de samba. Eu já sabia que o esquema era um tanto ou quanto faroeste, mas duas "cantadas" foram especiais.
1 - O palhaço vem passando e segura no meu braço (já começou mal). Chega perto do ouvido e fala:
- UM, SETE!
O que será que ele esperava ouvir? Bingo?
2 - O palhaço faz aquela cara de babão e fala:
- Essa sua pintinha no canto da boca é um tesão.
- É câncer.
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