sábado, 20 de maio de 2006
Há uma onda de palhaço comprometido cruzando meu caminho. Minhas últimas três, digamos, “conquistas” foram homens casados ou com namorada.
Um deles eu conheci na night. Ele pediu meu telefone e no dia seguinte me ligou... de um telefone público. O palhacinho mora em Botafogo e não tem telefone em casa? Não ter celular, como ele disse que não tem, é até razoável, conheço gente que não tem por opção e como ele é músico tem licença poética pra destas estranhezas. Mas não ter telefone em casa, morando em Botafogo?!?!?! Se ele ainda morasse em uma comuna hippie em Vargem Grande vá lá...
O pior é que eu nunca estava perto do celular para atender a ligação do bruto. Uma vez consegui atender, mas estava dirigindo e só pra provocar, claro, perguntei se podia ligar de volta para aquele número.
- Ih, não. Eu estou na rua. Meu telefone está quebrado. Vim ao mercado a aproveitei pra te ligar. (Nesta noite, chovia horrores. O malandro saiu de casa pra me ligar. Que fogo no rabo!)
- Ah, entendi. Então, me liga lá pras 21h30.
- Vou tentar. (E não vai conseguir. Como vai ter outra desculpa pra sair de casa de novo?!?!?!)
Por outros dias recebi outras ligações de telefones públicos da Zona Sul do Rio no meu celular. Só podia ser o artista circense. Infelizmente não consegui atender nenhuma delas. Ia dar-lhe uma "espinafração", como dizia minha mãe.
quinta-feira, 18 de maio de 2006
Minha amiga me mandou essa muito chocada. Infelizmente tive que ser eu a contar para ela que o Número do Desaparecimento é um clássico dos mais populares. Contei algumas variações do número já narradas aqui e ela só arregalava os olhos. Por fim, disse a fatídica frase de Ana Paula "A gente pensa que eles morreram, até deveriam, mas tão vivinhos por aí".
Conheci o palhaço durante um passeio de barco na Baia da Guanabara. Parecia o máximo: inteligente, viajado, culto, educado, ótima estampa, solteiro, e segundo ele, disponível. Estava fazendo mestrado em outro país e esperava, muito em breve, voltar para o Brasil. O tempo era curto, ele iria viajar no dia seguinte.
Posterior trocas de muitos e-mails, onde o palhaço dizia que não via a hora de nos encontramos novamente, como ele tinha adorado me conhecer, como eu era interessante, inteligente, bonita etc. Pouco tempo depois, menos de dois meses, para a minha grande surpresa, o palhaço ligou e disse que estava no Rio.
- Vamos nos encontrar hoje mesmo! – disse. Ligou várias vezes durante o dia só para garantir o encontro e dizer como estava feliz.
A última vez que nos falamos foi por volta das 17h. Combinamos de nos encontrar às 21h, o palhaço iria me pegar em casa. Ele ligaria, porém, às 20h, para pegar as coordenadas. Deu 20h e nada, 21h e nada, 22h e nada, 23h e nada. Para mim, as explicações possíveis eram seqüestro, acidente com morte, ataque cardíaco (pobrezinho tão jovem!) ou perda total de memória (é possível claro!). Liguei várias vezes para o celular do palhaço e nada. No dia seguinte, outras ligações sem resposta. No terceiro dia me dei conta que o palhaço só podia estar morto. Mas não estava. Vasculhando pela rede descobri que estava no Orkut. Por sinal, tinha uma namorada e a menina morava no Rio.
O palhaço tinha tanta certeza que meu perfil não combinava com o Orkut, o que é verdade, que não nem teve o cuidado de ocultar os fatos. No dia do furo, saiu com a namorada e os amigos e haja histórias posteriores de sua diversão na Cidade Maravilhosa. Uma semana depois, recebi um e-mail da criatura dizendo que perdeu o celular naquele dia e não tinha como me encontrar, como estava triste, como desejava me ver etc. Não respondi, já tinha me dado conta que ele tinha nascido para o picadeiro. Depois de alguns telefonemas dele que não atendi, resolvi que tinha que fazer o palhaço pelo menos tombar no picadeiro. Respondi a última ligação e disse que já que ele não tinha sido seqüestrado, nem morto em acidente de carro, tampouco sofrido um ataque cardíaco ou ter pedido a memória, só me restava mesmo desejar que tivesse uma boa vida, mas que antes fosse para casa do C.
Nunca mais ligou, mas de vez em quando o vejo pela noite Carioca, sempre pendurado alguma garota diferente. Pobre namorada!
segunda-feira, 15 de maio de 2006
Pérola depositada na minha caixa postal. Quase respondi aconselhar ao rapaz a colocar um espaço após o ponto de interrogação, mas sei lá, né? Reza a sabedoria popular que não se contraria maluco, preferi não cutucar.
From: "Sweet Wolf"
To: shaisha@hotmail.com
Subject: melissas
Date: Wed, 10 May 2006 00:18:37 -0300
oiii,gostas de melissas?tem a possession?e a vixen?tem fotos calçada nelas???Es de onde?beijos
quinta-feira, 11 de maio de 2006
Palhaço comentador
Há muito tempo que não dou as caras por aqui, se bobear, faz quase dois anos! Acho que meu nome só figura aí ao lado, como uma das donas do circo, por uma espécie de menção honrosa. Afinal, fui uma das fundadoras deste circo, que desde 2002 não pára de bombar. Mas, como quem é vivo sempre aparece, eis que ressurjo, qual fênix das cinzas, para fazer jus ao título de empresária circense.
Para começar, tenho uma situação que vivenciei há pouco tempo, parecida com a que Nara conta no post Gotas de Palhaço (nos arquivos de abril). Entrei numa banca de jornal, dessas que parecem mais uma loja dentro do supermercado, para comprar um jornal. Dei uma olhada nos livros expostos e vi "A Mulher Desiludida", de Simone de Beauvoir. Não importa o motivo, resolvi comprar. Entreguei os dois volumes ao moço do caixa para pagar e eis que o palhaço solta a seguinte pérola:
- Você está desiludida? – perguntou, junto com um sorrisinho cínico nos lábios e um letreiro luminoso na testa que dizia: corneada-pelo-namorado-mulher-recalcada-compra-livro-de-auto-ajuda!
Como eu estava de bom-humor, resolvi ser benevolente com a ignorância e, principalmente, com a falta de bom senso do vendedor. Afinal de contas, desde quando um comerciante se acha no direito de comentar as compras de um cliente? Ou, pior, tirar conclusões sobre a vida de quem ele nunca viu apenas pelo objeto que a pessoa está comprando?
Respondi que não estava desiludida e apenas resolvi comprar o livro por se tratar de um clássico.
- Ah, sim. É que eu não entendo muito. Mas que é estranho, é! – disse ele.
Bem, vamos lá. O cara vende um livro e acha estranho alguém comprar. Não entende nada do que está vendendo. Me critica por estar comprando o que ele vende! Só pude rir da estupidez do palhaço... E se eu comprasse um livro chamado Ensaio Sobre a Cegueira, do José Saramago, por exemplo, eu seria cega??? E se eu pegasse Memórias de minhas putas tristes, do Gabriel García Márquez, o que ele pensaria de mim??? Sim, você é o que você lê, mas não literalmente, por favor!
A verdade é que, como ele mesmo disse, mesmo sem entender patavinas do assunto livros, o palhaço pressentiu tratar-se de um título feminista e sentiu-se ofendido por existirem mulheres capazes de se desiludirem com os homens. É ou não, é?
terça-feira, 9 de maio de 2006
Haroldo Barbosa/Luiz Reis
Cara de palhaço
Pinta de palhaço
Roupa de palhaço
Foi este o meu amargo fim;
Cara de gaiato,
Pinta de gaiato,
Roupa de gaiato,
Foi o que eu arranjei pra mim.
Estavas roxa por um trouxa
Pra fazer cartaz,
Na tua lista de golpista (conquista?)
(Não) Tem um bobo a mais
Quando a chanchada deu em nada
Eu até gostei
E a fantasia foi aquela que esperei.
Cara de palhaço
Pinta de palhaço
Roupa de palhaço
Pela mulher que não me quer,
Mas se ela quiser voltar pra mim
Vai ser assim,
Cara de palhaço,
Pinta de palhaço
Roupa de palhaço
Até o fim!!!
Acabei de criar no Orkut uma comunidade oficial para os fãs do HTP.
Fica em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13209176
Todos estão convidados.
segunda-feira, 8 de maio de 2006
Tava indo pra uma matéria com um motorista é novo na redação. Na verdade ele é de outro setor e está cobrindo as férias de um colega.
– Esses caras vivem tirando férias, eu hein. Eu não tiro férias.
– Ué? vc não tira férias? Eu adoro tirar férias!
– Ah, não, tirar férias para que? Pra ficar em casa com a mulher enchendo o saco? se trabalhando ela já me enche, imagina um mês em casa o dia todo.
É, tipo assim... se não suporta a mulher por que não separa? É melhor continuar casado e ficar dizendo pra todo mundo que a mulher é chata? Acha muito bonito falar isso pra quem mal conhece? Palhaço!
domingo, 7 de maio de 2006
O palhaço viaja muito a trabalho. A mulher resolveu preparar-lhe uma surpresa e reservou uma suíte em um luxuoso motel, comprou lingerie e apetrechos para uma noite de muito sexo.
Antes de “iniciar os trabalhos” ele queria conversar. Homem quando quer conversar, pode crer que não é boa coisa...
Ele contou que eles teriam que transar de camisinha porque na viagem tinha transado com uma mulher a camisinha tinha rompido.
O quarto do hotel parecia ter abrigado um grupo de rock, tão destruído que ficou pela fúria da mulher.
Vocês hão de dizer que pelo menos se preocupou com a esposa e transou com a outra de camisinha e, quando a camisinha, furou quis preservar a amada de uma possível DST contado-lhe o ocorrido, mas, convenhamos, tomar com uma notícia dessas na lata é dose pra leão!
sábado, 6 de maio de 2006
O palhacinho leu em algum almanaque que a asfixia podia ser uma forma de prazer e ficou todo animado. Assim que conseguiu audiência resolveu botar em prática o novo espetáculo circense, só esqueceu de visar à moça da sua partipação no número.
Tão lá, na maior empolgação e, sem o menor aviso, pegou o travesseiro e começcou a apertar na cara da coitada. Assustada, ela gritou e se debateu. Assim que conseguiu se desvencilhar perguntou o que estava acontecendo. O bruto, não sei se ficou com vergonha de explicar o intento mal sucedido ou se não resistiu a uma chance de ser palhaço, disparou "porque mulher feia a gente tem que comer com um travesseiro na cara". A moça começou a chorar, ele a rir.
Já que o clima tinha acabado e não ia mais comer ninguém mesmo, melhor rir da piada, disse ele, que ainda contou pra todos os amigos que ela tinha baixa auto-estima.
quinta-feira, 4 de maio de 2006
– Ela disse que eu moro sozinho, saio à noite no sereno sem me agasalhar e não me alimento direito, que eu ia ficar pior da gripe e por isso vinha cuidar de mim – se gabou o palhaço.
– Manda vir, vai voltar pra Florianópolis toda torta – replicou o motorista evangélico.
– O pior é que ela veio, mas voltou virgem do mesmo jeito. Mulher maluca, eu ia arrumar problema. Aprendo com os erros dos meus amigos para não repetir – garantiu o poço de sapiência e virtude.
– Ah, mas quando ela tivesse peladinha na minha frente....
– Mas sexo gratuito eu tenho a qualquer hora, é só dar um telefonema. Essa garota vive num mundo de fantasia. Gastou X pra vir e Y para voltar, para ficar três dias.
Nesse ponto eu não resisti "Simplesmente não acredito que estou presenciando essa conversa. Me poupem". Eles ainda continuaram uma discussão sobre "iniciação", mas felizmente chegamos à redação e pude proteger meus ouvidos.
Bom, então eu já sei que uma moça linda, loura e virgem de Florianópolis desembolsou quase mil reais pra vir passar três dias no Rio, aboletada na casa do palhaço. Também estou ciente que ele está bem cotado no mercado, tem sexo à vontade e dispensa louras virgens, mas é mal educado a ponta de nem sequer fazer a gentileza de comer a moça. Tudo bem, agora, só faltou eu saber uma coisa que está me encafifando. Ele não tinha resfriado naquela madrugada? Como deu tempo dela se preocupar, vir, ir e ele se gabar? Ué? Será que ele anda ouvindo vozes e confundindo fantasias com realidade? Quem é que era esquizofrênico mesmo?
Essa eu acabei de prensenciar! Em nível de reporti, fui acompanhar uma coletiva hoje. Na volta, aquela sociabilidade básica com o motorista e o retratista no carro, afinal o que mais fazer no engarrafamento? Bom, para quem não é coleguinha, explico que motoristas de redação e fotógrafos têm um talento circense à parte, ê talento!
Quem começa é o jovem retratista. Palhacinho contumaz, o bruto adora vir me contar os novos espetáculos que protagoniza. Não sei se na pretensão de me chocar, no afã de se tornar palhaço famoso, por instintos mitômanos ou por exibicionismo básico.
Fungando, ele já tinha me dito que tinha ficado resfriado por voltar da Barra de moto na madrugada anterior. Depois resmungou que ia ter que ir a Jacarepaguá de moto ainda naquela noite e não estava com um casaco apropriado.
– É frila? Tem que ir? – perguntei.
– Não, vou comer uma esquizofrênica - disse o palhaço.
Ele sempre se refere às mulheres com as quais sai como "esquizofrênicas". Bom, ok, mas então por que vai pegar moto e se despencar de Laranjeiras pra JPA? Como diria Nara Franco, porquê é coisa que não existe e muito menos eu perguntei. Segue a conversa e o espetáculo.
quarta-feira, 3 de maio de 2006
Estava chegando ao botequim onde compro comida aos domingos, quando um carro se aproxima. Ao volante, um moleque que mal tinha pentelho e ao seu lado um cara de cabelos e barba grisalhos, blusão aberto, exibindo a proeminente barriga e o cordão de ouro wanna be.
O pirralho saiu do carro cheio de moral e, sob os olhares curiosos dos fregueses do botequim, entrou no lugar rodando o chaveiro.
O homem, que deveria ser seu pai, seguia atrás, com um leve sorriso no rosto, certamente orgulhoso do seu pimpolho contraventor.
Contrariando aquele ditado que diz que “pau que nasce torto, morre torto”, eu sempre achei que “pau” não nasce torto, a gente que entorta. Este é só um exemplo. Depois não vale chorar quando o palhaço-mirim for preso por atropelar e matar alguém.
O rapaz, biscateiro emérito, flana diariamente por chats, blogs, orkut, msn à caça de novos contatinhos. Eis que ele reecontra uma moça evangélica (crente, nas palavras do bruto) que havia conhecido em um chat há algum tempo.
Sabe-se lá que propostas o profissional circense fez, mas parece que a moça crédula, ao invés de chamá-lo logo de palhaço, resolveu que ia convencê-lo que era "especial". Ele não levou fé.
Palhaço diz: eu insisto, pq?
Crente diz: pq sou especial!
Palhaço diz: vc tem a b* forrada com veludo?
Palhaço diz: se não tem, é igual às outras!
Bom, que a moça fosse de alguma maneira especial eu acredito, cada pessoa é especial de alguma forma. Agora, se a modalidade na qual ela era especial era pouco interessante ao palhaço isso não justifica a grosseria e a falta de educação. Basicamente palhaço.