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segunda-feira, 12 de junho de 2006

Novela no Circo
Como tava de plantão de manhã no fim de semana, sexta passada fui só tomar um chope com minha amiga N.M. (não é a Nara, essa se identifica), a mesma guerreira que foi comigo testar a colônia de feromônios. Ela tava com mais duas amigas divertidíssimas. Claro que mais cedo ou mais tarde, o assunto descambou pras palhaçadas masculinas. Acabei não saindo o resto do fim de semana, mas a noitada de sexta rendeu tantos relatos de espetáculos variados que vou postar um por dia, uma novelinha pra vocês acompanharem.

Primeiro capítulo: Palhaço ginecologista
Acho que essa é a mais bizarras das palhaçadas. Na semana anterior elas tinham a um sambinha famoso aqui no Rio. N e C já tavam sambando quando um carinha bem bonitinho chamou F, a mais arrumadinha das três, para dançar com ele.

Já que tavam sambando juntos, ela tentou puxar papo, aquela coisa básica de "É a primeira vez que venho aqui, legal, né?" ou "Sou jornalista, e vc?".

O malandro olhou pra ela e mandou na lata da moça "olha, comigo não isso de ficar de papo, trocar telefone não, comigo é pau no úteto". Ela contou que na mesma hora sentiu uma pontada no útero. Quero não! Deve doer!

Mas que simpatia, né? Que demonstração de savoir-faire! Que rapaz inteligente, esse sabe conquistar uma mulher. Minha nossa senhora dos pentelhos grandes, ele achou que ela ia dizer "oba, então vamos machucar meu útero?". Ele achou realmente que era algo inteligente/sagaz/engraçado de se dizer?

Pau no útero? Pau no útero? Se ainda fosse na xoxota, ela poderia até querer, mas no útero? Cara, isso deve dar ferida de colo de útero, deve doer!

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