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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Rescaldo

Hoje é dia de Santo Antonio, mas ontem foi o Dia dos Namorados Palhaços. E aí? Não ganhou nada? Nem um cartãozinho o bruto escreveu? Ganhou um presente escroto? Era melhor não ter ganhado nada? O artista circense não preparou nem uma surpresinha? Ele disse que era uma data comercial e foi almoçar com a mamãe? Conta pra gente! Desabafa no tudopalhaco@gmail.com!

Manual de Sobreviência Palhaço - os sinais!

Como é a vida, né gente? Sempre que posso, alerto as leitoras sobre os sinais e nunca, de fato, me dediquei a eles a ponto de escrever um "Manual de Sobrevivência Palhaço". Porque eles se repetem e a sensação que tenho que nós, mocinhos, sabemos que eles existem, mas não damos aos mesmos a devida atenção.

Porque os sinais são importantes? Porque os sinais são aqueles fatos que antecedem uma palhaçada e que piscam em neon vermelho algo como "isso vai dar meeeeerda!". Quando estamos apaixonadas ou muito envolvidas nos números que estão rolando no picadeiro, a gente não vê que eles estão ali. Mas amigas, eles existem, são importantes e podem prevenir uma série de problemas.

Não vou lista-los porque nem sei quais são. Não são como regras da matemática. O que farei, para facilitar a vida de todo mundo, é analisar algumas histórias pelo ponto de vista dos sinais. No final, quem sabe, a gente monta um guia anti-Palhaço??

Primeiro grande sinal: o silêncio
O silêncio é caracterizado pelo sumiço de um palhaço horas antes de um evento previamente marcado. Não vale 24h antes por aí já estamos no clássico número do desaparecimento. O silêncio é recorrente quando o evento se aproxima e cria nas mulheres uma espécie de suspense, que posteriormente se transforma em frustração. Vejamos o exemplo abaixo:

Enfim, no Dia dos Namorados, o bruto me manda SMS todo fofo às 13h, me desejando feliz dia dos namorados, e que não contava os minutos para me ver a noite.. Eu tão logo respondi que estava no salão e que o veria à noite... 17h mando sms pra ele, questionando que horas ele passaria em minha casa, e nenhum sinal de resposta... (Ah, os sinais...)

Viram? O cara manda uma mensagem bem cedo, confirmando o encontro e, geralmente, no meio da tarde, sofre de um acesso palhaço e some. Minha dica: se o silêncio aparecer, arranje logo um outro programa. É melhor um programa na mão que dois voando.

Em geral, SMS que fica no "vácuo" é sempre acompanhado de caixa-postal. Pois bem.. deixe seu recado. Diga logo: fulano, se você não aparecer, vou fazer outra coisa.

Rescaldo 7 - Palhaço irmão zeloso

Palhaçada de Dia dos Namorados meeeeesmo só tenho a de um palhaço que tinha uma irmãzinha que fazia aniversário dia 12 de junho. Não comemoravamos o Dia dos Namorados naquela data, porque "era o dia dela, que não entenderia o porquê do irmaozão não passar com ela, etc etc". Achava isso fofo, na verdade. Até que no 4° ano (siiiiim, foram 4 anos de muitas palhaçadas que, inexperiente e apaixonada, consenti) quando ele veio com "vamos escolher o presente de B.?" caiu a ficha: todos os anos eu comprava o presente (e pagava por ele), que ele entregava dizendo "é nosso!". Sinto dizer que ainda teve mais palhaçada antes de eu despedí-lo.

D.C.

domingo, 12 de junho de 2011

Rescaldo 6 - Palhaço Desnecessário

Eu, empresária circense durante a vida toda, estava transando com um palhaço. Não estávamos namorando. Uma amiga havia nos apresentado, acabamos saindo algumas vezes e a coisa se fixou mais na minha casa que na dele.

No dia 12 de junho, era um sábado, ele foi lá para a minha casa. Ele já tinha jantado e eu também (eu já previa um desastre, então nem me arvorei de preparar comidinhas). Transamos e no depois, que era uma bosta com ele, o bruto me disse:
- Hoje é Dia dos Namorados, vou sair pra comprar um presente pra você.
- Puxa, muito obrigada, fico muito feliz. Mas eu não tenho nada pra você...
- Não se preocupe, você já me deu um presente hoje - educado, ele se referia à trepada.
- Então tá, enquanto você vai lá, eu preparo uns drinks pra gente.

Ele saiu pra comprar o tal presente e nunca mais apareceu... nem telefonou. E eu tomei um whisky sauer sozinha... mas era whiskey 12 anos!! Em homenagem ao dia 12! Foi numa noite gelada, decerto ele achou que estava muito frio para descer do carro e comprar uma flor.


G.N.

Rescaldo 5 - Príncipe Palhaço

Namorava há quase um ano um palhaço romântico à moda antiga: mandava flores, abria a porta do carro, me levava para jantar nos melhores restaurantes, o que fazia o coração dessa dona do circo bater alegremente. Para me pedir em namoro o palhacinho me levou para fazer um lindo passeio de balão com direito a piquenique em um lugar maravilhoso. Então eu tinha muitas expectativas para o nosso primeiro Dia dos Namorados.

No dia do espetáculo recebi um telegrama informando endereço e horário que eu deveria comparecer para "A noite encantada". Às 14 horas lá estava eu em frente a uma casa desconhecida com uma lingerie maravilhosa, o super presente do palhaço nas mãos e com o coração saltando no peito imaginando o que seria.

No portão havia um pergaminho que dizia algo do tipo "entre princesa no seu castelo e siga as pistas para encontrar o seu príncipe encantado". E lá fui eu percorrendo o jardim e lendo os pergaminhos que me direcionaram para dentro da casa misteriosa onde encontrei uma trilha feita por pétalas de rosas. Segui a tal trilha de rosas e comecei a ouvir uma música que vinha de dentro de um quarto.

Nesse momento meus olhos estavam cheio de lágrimas de emoção e o coração disparado, me sentia realmente uma princesa em um conto de fadas. Espetáculo que se preze tem que surpreender a platéia não é mesmo?!

Abri a porta do tal quarto e lá estava o "príncipe palhaço" com a espada em punho, o que seria ótimo, se não fosse o fato de que havia outra princesa naquele castelo. Pois é caras colegas de picadeiro, acreditem o babaca tinha outra namorada (que morava em outra cidade) para quem ele fazia os mesmos mimos que para mim (inclusive a do passeio de balão). Eu nunca teria descoberto se não fosse um erro nos horários dos telegramas. Na verdade o meu horário seriaa às 22 horas e não às 14 horas.

Depois de tudo isso o outro ainda me aparece em casa tentando se justificar, mas é claro que ele foi expulso do circo.


B.N.

Rescaldo 4 - Palhaçada de ex-marido

Este ano vivi a maior palhaçada de todas e, pior, com palhaço já demitido do meu circo!

Acreditem, entre namoro, noivado e casamento desperdicei quase 8 anos da minha vida ao lado do Palhação, que sempre vinha com a famosa história de que Dia dos Namorados é uma data comercial e blábláblá. Após muita palhaçada cotidiana (muita mesmo), o contrato com o palhaço foi rescindido em março do ano passado. Qual a minha surpresa quando, segunda-feira, o palhaço me chama no Skype:

Palhaço: Oi, tudo bem?
Empresária: Sim, e vc?
Palhaço: Tudo bem, também!
Palhaço: Preciso de um favor seu...
Empresária: Diga.
Palhaço: Sabe o que é, domingo é Dia dos Namorados e estou preparando uma surpresa para minha namorada. Como aqui em São Paulo está frio pensei em fazer fondue de queijo... você pode me passar a receita?
Empresária: Deixa eu te explicar uma coisa: sou sua ex-mulher não sua amiga ou sua mãe! (escrevi mas não tive coragem de mandar)

Hello! O palhaço tem coragem de chamar a ex-mulher no Skype (que se acha uma idiota de não ter excluído o palhaço ainda) para pedir receitinha para jantar romântico com a namorada?

Ele ainda tem coragem de me chamar todos os dias perguntando se vi a pergunta dele. Vai esperando a receita, palhaço!


C.A.

Rescaldo 3 - O Palhaço Carente

Há alguns anos tive um namoradinho que até era gente boa, fazia de tudo para me agradar, só que era carente, muito carente, do tipo que gruda. Eu morava no interior de São Paulo e fui embora para o Paraná para fazer faculdade, achava que isso já seria motivo suficiente para o fim do namoro sem causar maiores traumas. Só que ele não achava e me ligava o dia todo, inclusive de madrugada para saber se eu estava em casa ou se "festando" por aí.

Depois de alguns meses ele começou a falar para os meus amigos que iria se matar, que não queria viver se eu não estivesse com ele e bláblábláblá. Não resisti à pressão e acabei falando pra ele vir morar comigo, e o que o palhaço fez? Na véspera do Dia dos Namorados descubro que enquanto eu trabalhava e estudava (e era só isso que eu fazia) ele arrumou OUTRA que morava no mesmo prédio que nós e que com certeza tinha mais tempo livre para ficarem grudado um no outro.


L.O.

Rescaldo 2 - O Palhaço Herbalife

Sou alérgica a carne de porco e tenho hipoglicemia. Por causa da hipo não posso me atrever a dietas malucas ou fazer uso de suplementos alimentares. Sou GG – de gordinha gostosa - e muito bem resolvida com isso!

Namorava o bruto há quase um ano e ele era bem ciente da minha condição médica. Desde o início a mãe do palhacinho “não foi com a minha cara”. À princípio achei que era de graça, mas depois entendi que na verdade ela queria que o bruto se apresentasse no picadeiro da irmã da outra nora, por quem nutria um afeto enorme.

Dia dos namorados, o bruto me vem com o seguinte convite “minha mãe resolveu dar um jantar para as namoradas dos filhos”. Achei desastroso, mas para não ser a chata da história apareci no horário marcado. O cardápio? Porco assado, porco frito, porco ensopado, tinha bacon até na salada. Comi batata palha pra enganar o estômago, mas o pior vem agora... o “presente”. Eis que me vem o palhaço com uma enorme caixa da Herbalife (que a mãe era revendedora) e diz: “minha mãe sugeriu o presente para lhe ajudar emagrecer!” Oi?! E quem disse que eu quero emagrecer? Encerrei o contrato dele ali mesmo e fui direto pro Bob’s comer um mega lanche e tomar muita coca zero, afinal, antes morrer dos prazeres da vida do que de raiva!

M.M.

Rescaldo 1 - O Palhaco Falido

Já estava namorando há algum tempo com o palhaco que foi o meu primeiro namorado. Eu tinha 17 e ele 19 anos. Na época, ele estava desempregado, então eu não esperava um grande presente de Dia dos Namorados, que caia bem no meio da semana. Na data estava frio e nenhum dos dois tinha carro, então ficava difícil sair. Muito fofo, ele prometeu preparar um jantar romântico pra gente.

Comprei um perfume de presente pra ele, faltei a faculdade e fui direto do trabalho pra casa dele. Ele abriu o portão, me beijou e me levou para a sala de jantar, que estava toda arrumada, com velas, rosas vermelhas, tudo simples, mas com muito capricho.

O jantar era macarrão à bolonhesa e vinho. Fiquei muito feliz em saber que ele preparou tudo aquilo com o maior carinho. Hora da troca de presentes. Ganhei uma blusa linda! Estava tudo perfeito. Humpf. Fomos jantar, ele acendeu as velas e abriu o vinho e... nesta hora chega o irmão dele!

O palhaço esqueceu de avisar que não queria ser interrompido. O outro chegou com fome e resolveu jantar com a gente. Isso mesmo: o palhaco irmão, viu a mesa com rosas e velas e, mesmo assim, fez questão de jantar, disse que estava morrendo de fome e se a gente não se importasse...

Apagamos as velas e jantamos os três. Logo após terminarmos, pedi pro palhaço me levar em casa, pois o clima tinha acabado. Achei que não podia piorar, até que dias depois tô na casa dele e uma vizinha veio cobrar o pagamento de uma certa blusa que ele tinha comprado. Sim, era a minha blusa.

Assisti ele dizer que não tinha dinheiro porque ainda não tinha conseguido emprego e me ofereci pra pagar a blusa. Sim, telespectadores: eu paguei meu presente. E ainda continuei namorando com o palhaço por mais algum tempo.


S.I.

Feliz Dia dos Namorados Palhaços

A promoção É ótimo ser solteira, que vai premiar com o livro homônimo a leitora que enviou a melhor história de Dia dos Namorados terminou. Recebemos mais de 60 e-mails até o fim do expediente de sexta-feira, dos quais foram publicados 45 até ontem. O restante eram histórias que não se passavam no Dia dos Namorados e foram guardadas para a seção Eu, leitora, publicada às quartas.

A vencedora será divulgada em breve, mas enquanto isso, pra distrair, vamos ao rescaldo com as histórias que chegaram depois do prazo? Não ganha livro, mas diverte!

sábado, 11 de junho de 2011

História 45 - Palhaço Que Não Tem Preço

Eu, empresária circense, havia conhecido o bruto em março de 2010, no meio do caos do trânsito de São Paulo. Ele boa-pinta, empresário, de seus quarenta e poucos anos. Eu, linda, loira, jovem e bem sucedida, pensei comigo que ele já teria rodado quilômetros suficientes para ser um palhaço-tranquilo. Ledo engano..

Começamos a nos relacionar em março e ele, empresário, fazia muitas viagens a trabalho, então, nós viamos nos intervalos de suas viagens. Como já sou uma empresária circense há longos anos, não tinha esperança alguma de ganhar presente nenhum no Dia dos Namorados, até porque não havia qualquer rótulo explícito de 'namoro' entre nós. Pois, audiência, que rufem os tambores:

Véspera do Dia dos Namorados, o palhaço me liga, informando que estava de volta de Brasília e que conseguiríamos passar o dia do "evento" juntos, me perguntando inclusive o que eu gostaria de ganhar. Aí, respondo a ele que, como toda mulher sofisticada, ele poderia passar na joalheria "V" de grande renome, e escolher o que mais se parecesse comigo. Ele logo se prontificou a ir, informando inclusive que seu motorista alteraria o trajeto que ele estava fazendo no momento para passar desde logo no local indicado. Diante de tal ligação, vi que precisaria comprar um presente "a altura" do que ganharia, então passei em uma tabacaria e comprei uma "singela" carteira de couro original da Mont Blanc como prova de meu afeto, isso sem contar super camisolinha branca.

No Dia dos Namorados, às 13h o bruto me manda um SMS todo fofo desejando feliz Dia dos Namorados e que não contava os minutos para me ver à noite. Respondi que estava no salão e que o veria à noite. Às 17h mando SMS perguntando que horas ele passaria em minha casa. Nenhum sinal de resposta (ah, os sinais!). Passo na papelaria pra comprar o cartão, ligo pra ele e o telefone chama até cair na caixa postal. Chego em casa linda, loira e pronta, reitero as ligações e nada. Quando dá meia-noite me emputeço e mando outro SMS pra ele: Cabeleireiro R$ 150, Lingerie especial R$ 250, Presente - Carteira Mont Blanc original R$ 1.300. Levar um perdido no Dia dos Namorados, não tem preço!!!

Liguei pra minha irmã que estava num show e fui correndo, linda pra lá... e assim conheci o palhaço subsequente que permaneceu em meu picadeiro até meados desde ano!


Leitora I.M.

História 44 - Mais um número do desaparecimento

Como uma empresária circense relativamente experiente, já presenciei diversos espetáculos no dia dos namorados, mas um em especial, se tornou inesquecível (no pior sentido, é claro)...

Já era o nosso terceiro dia dos namorados juntos, o palhaço em questão era ótimo em espetáculos, principalmente aos olhos de uma empresária inexperiente como eu era na época (digamos que com 15 anos a mais que eu - eu 20 e ele 35 - não era assim tão difícil). Pois bem, o palhaço até então demonstrava ser um excelente profissional, muitíssimo romântico e dedicado, sempre inventava milhões de surpresas nas datas “especiais”.

Eu, como boa empresária, tentava fazer de tudo para corresponder às expectativas. Lembro-me de que na época eu ganhava um mísero salário mínimo e o que sobrava depois de pagar a faculdade era mixaria, tanto que teria que pagar o presente em vaaarias parcelas, mas tudo bem, afinal ele valia a pena (pelo menos era o que eu achava).

Eu teria que ir para a faculdade em pleno dia dos namorados, mas como eu tinha prova, não havia muito o que fazer... Assim, avisei o palhacinho umas duas semanas antes, para que que isso não atrapalhasse seus planos... (Que rufem os tambores, espetáculo já vai começar!!!!).

O grande dia chegara e lá estava eu, morrendo de peso na consciência de não poder aproveitar muito o dia dos namorados ao lado do palhaço da minha vida... Pela manhã nada, nem um telefonema, nem um e-mail, nem um sms: estranho, mas aceitável, pensei. Até a hora do almoço, nada: vai ver ele vem me buscar no trabalho, pensei. Ao sair do trabalho, nada: continuei estranhando, mas tudo bem, como uma empresária moderna, resolvi me manifestar: liguei e, nada: comecei a achar suspeito. Fui para a faculdade (de ônibus), fiz a tal prova, nada e resolvi ligar novamente e, nada. Nesse momento, realmente fiquei preocupada e resolvi, já que ele não me atendeu no celular, iria ligar como quem não quer nada, para a sua casa e assim descobrir se algo tinha acontecido: sua mãe me atendeu e foi logo me perguntando se tínhamos brigado, já que ele passou a noite toda em casa com ela, mas que ele tinha saído há 5 minutos...

Nem preciso falar que a essa altura para mim, o dia dos namorados já tinha acabado e que eu estava arrasada afinal, passei o dia todo andando de um lado para o outro com o presente dele, que tinha custado mais de 3 meses das minhas economias...

23hs: classifiquei o espetáculo como o de desaparecimento e depois de muito chorar, fui para a cama dormir e esfriar a cabeça para digerir tudo isso...

Mas não, o espetáculo ainda não acabou, afinal o melhor dos espetáculos sempre fica para o final: meia-noite ele tocou a campainha (isso mesmo 00hs!) com a cara mais deslavada do mundo perguntando se eu gostei da surpresa (oi????), pois é a surpresa era essa: N-A-D-A! (isso mesmo, não fazer NADA era a surpresa).

E ainda ficou bravo por eu não ter compreendido e tê-lo dispensado!!!!! É mole?????


Leitora V.P.

(Eu, hein... Parece estes artistas plásticos contemporâneos, que tem que explicar a obra.)

História 43 - Palhacinho da Mamãe

Semanas antes do dia dos namorados recebo um telefonema da palhaça mãe... dizendo que queria dar um presente para o filho mas que era caro e queria minha ajuda... pra eu entregar no dia dos namorados... sou bem desconfiada... questionei pq ela não entregava, né?!?! Depois de muito questionar, perguntei o preço (já estava com os presenteSSSS comprados)... era 25 reais (nossa... a véa não teria 50 reais pra dar um presente pro filho?!?!).

Enfim.... dia 11 a noite ela deixa a caixa com o presente na portaria do meu prédio... dia 12, nos encontramos na casa dele (a mãe ia viajar com o namorado e ele ia estar sozinho em casa)... obviamente entreguei os presentes que havia pensado, economizado e comprado um mês antes (era estudante lisa na época...). Qdo ele vai entregar meu presente... tira detrás dele uma caixa... igual a minha... Na hora comecei a rir e entendi, né? A palhaça mãe intrometida fez a gente se dar o mesmo presente...

O que era o presente??? UMA FONTE! Hã?!?! isso mesmo... uma fonte!!!

Não contente com tamanha palhaçada... a palhaça mãe fez isso com os outros 2 filhos também... ligou para seus respectivos, combinou tudo e foi fonte de presente pra todo mundo... mas só o palhacinho do meu circo deixou o presente do 1º dia dos namorados por conta dela, né?!?! Pq palhaçada pouca é bobagem!!!


Leitora H.C.

História 42 - Palhaço Sumido (que reapareceu)

Vamos combinar que comemorar "dia dos namorados" depois dos 30 e solteira é coisa rara, tipo um evento que acontece só em ano bissexto, por exemplo. Mas, enfim, lá vai a história.

Ano passado eu estava saindo com um cara desde janeiro. Tórridos encontros amorosos (sem compromisso) com um lindo, viril e jovem Tenente. Vulgo "tudodebom.com.br". Quem já saiu, namorou ou casou com militar, sabe como é: eles viajam, saem em missões, ficam de serviço, etc, etc. Em prol do Exército Brasileiro e por amor à pátria, nós mulheres sempre entendemos e aceitamos as "belas desculpas". Já que não estava fazendo nada, achei melhor deixar rolar... O verão foi ótimo. Mas, abril e maio foram dois meses com o circo às moscas! O palhaço, sumiu sem dar notícias. Uma semana antes do dia dos namorados entrou no MSN, puxou conversa e o papo foi mais ou menos assim:

Palhaço: Oi, Delícia...e aí ? Podemos nos ver no sábado ?

Dona do circo: Oi, Palhaço!! Quanto tempo...
Porque nesse sábado?? Vc sumiu... Tanto fds pra vc aparecer... Sério que vc quer me encontrar no dia dos namorados??

Palhaço: Ah! O que é que tem?... Eu estava pegado no trabalho, vc sabe como é. Estou morrendo de saudades!! Então, estou indo pro Rio e queria muuuuuuito te ver.

Dona do circo: Hum...então tá. (Quando a esmola é demais o santo desconfia) Mas, olha, já marquei de ir a uma festa de solteiro com umas amigas. Podemos nos ver à tarde ?

Palhaço: Sem problemas! Chego aí depois do almoço e passamos a tarde toda juntos... quem sabe à noite vc não desiste da festa...

Dona do Circo: Blz. Me liga quando vc estiver chegando e vê se não esquece meu presente, risos...

O aniversário dele tinha passado (sem nos vermos) e eu já tinha comprado um presente de aniversário pra ele. Como ele queria me ver justamente no dia 12 junho, mesmo eu sabendo que "namorava sozinha", há 3 meses, aceitei. E fiz a brincadeira de "lembra da minha caloi".

O caso era o seguinte... Apesar de estar caídinha pelo Tenente eu não tinha engolido aquele reaparecimento súbito. Gostaria de ter ficado feliz, mas enfim... dia dos namorados ou não, era sábado e eu estava afim de me divertir. Chegou o grande dia, rufem os tambores: começa a bater a ansiedade. Passou a hora do almoço e nada, três horas da tarde e nem sinal de vida. Já tinha passado o estado de emputecimento e entrado no torpor do levei um bolo, quando ele liga, meio esbaforido... "Viu... saí atrasado, mas já estou chegando!!". Oi ? Como assim? Vc não disse que vinha depois do almoço ? Pois é... acordei tarde e me atrasei... mas já estou chegando... Vc ainda pode me ver ?" (Caraca...mau humor. Sério. Tem coisas que era melhor nem acontecer.) "Tá, a gente se vê...te encontro."

Quando ele chegou, perguntei o que aconteceu pra ele se atrasar tanto e ele disse com a cara mais lavada que tinha voltado muito tarde da night e dormido demais. Mas, como tinha que trazer uma encomenda de um amigo, não poderia deixar de vir pro Rio. Sério, foi isso mesmo que vcs entenderam. Ele "cagou baldes" pro dia dos namorados. Como ele não mentiu, também fui clara: Olha, palhaço. Eu não te procurei, não te convidei... Foi vc quem me procurou e marcou tudo! Mas, então foi isso, palhaço? Vc não veio me ver... na verdade já vinha pro Rio e aproveitou pra dar uma "passadinha" no meu picadeiro? E aí... não vai dizer nada?" Ele responde. "Não. Estou errado, tenho que ouvir calado." Ah!, tá... Esse militar é cachorro mais é bem treinado. rs. "Mas e aí ? Afinal, trouxe o meu presente??" Ele abre os braços e dá o maior sorriso. Gente, o presente era ele !!!

Bem, como acredito que é melhor ser feliz do que ter razão. Depois do esporro, entreguei o presente de "aniversário dele", dei muito beijo na boca, fomos pro motel e no final ainda disse que não poderia ficar porque já tinha combinado de ir pra festa! Ele ficou meio bolado, mas não deu o braço a torcer. Afinal... não tinha do que reclamar.

Leitora F.C.

História 42 - Palhaço que não aprende a lição

Namorei um palhacinho por pouco mais de dois anos. Como praticamente toda mulher, fico naquela espera silenciosa por alguma programação romântica e bonitinha no Dia dos Namorados. Gosto de dar ao palhacinho a chance de organizar algo especial para este Dia, porque acho que é uma forma dele dizer que se importa comigo. Palhaço que nada faz, nada merece, porque se você, homem-palhaço, até hoje não sabe que mulheres se importam com essa data, fique sabendo! Até mesmo aquela sua namorada que diz que não se importa, no fundo, se importa e ela que não negue. Sei que no nosso primeiro Dia dos Namorados juntos, eu gastei uma super grana com presentes. Comprei dois livros que ele queria, uma camiseta e ainda coloquei tudo numa caixinha bonita. O que ele fez? Me deu um livro infantil, sem caixa, nem embrulho e adivinha o que fizemos? Fomos para casa dele, porque, segundo ele, tudo estaria muito caro e cheio.

No ano seguinte, eu pensei: "poxa, agora que conversamos e eu disse que gosto de algo especial nesse dia, ele fará algo!" E tcharã, palhacinho com estilo, que se lembra das lições da namorada (uhun), sugeriu que nao saissemos, porque tudo estaria muito caro e cheio. Ok, pelo menos passaríamos o dia juntinhos, pensei eu. Eis que o palhacinho me inventa uma viagem na semana que antecedeu o Dia dos Namorados. Qdo ele voltou? No meio da tarde do nosso segundo Dia dos Namorados, com as mãos vazias e com um convite para passearmos num parque que tem na minha cidade, que as pessoas usam para caminhar e levar os filhos para brincar. Me diz? Mereceu ou não mereceu pular fora do picadeiro?


Leitora T.B.